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Antonella Rodrigues

19 maio

A biografada de hoje é uma bailarina menos conhecida por aqui, mas que também é um sucesso. A argentina Antonella é mais uma filha do estilo argentino de dançar, mas consegue aliar a isso a sua própria personalidade – que é um dos grandes segredos de uma boa bailarina.

Antonella Rodrigues começou a dançar em 2004, fazendo aulas com Aziza Román. Cerca de quatro anos depois entrou para a escola da Saida, onde teve oportunidade de fazer parte do corpo de baile Rakkasah. Em 2008, também se formou como professora. Acha pouco?

No ano seguinte, mais uma conquista. Ingressou como professora na escola de Yamil Annum. Atualmente, acompanha o maestro Mario Kirlis e orquestra, fazendo turnês mundiais e em gravações de DVDs instrutivos. Falando nisso, no website da bailrina está prevista uma turnê no Brasil que começa no dia 20 de maio, amanhã!

Suas performances são expressivas. Do balé e do estilo dançado na Argentina, incorporou a postura alongada, arabesques e cambrês. Mas você pode notar que a interpretação de Antonella não acaba por aí. Uma de suas marcas é que ela também interage com o público, fazendo uma dança menos voltada para si e para a dança e mais para a plateia. Há quem ache isso bom e há quem não goste.
E você o que acha?

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Andaluz

30 mar

O vídeo acima mostra uma compilação da dança andaluz.

Este estilo de dança teve sua origem na Espanha na época das invasões árabes na península ibérica com o objetivo de expandir a fé islâmica. Este povo ficou conhecido como mouros e eles habitaram em Andaluzia.

Nesta região espanhola tiveram muitas influências dos ciganos e dos próprios espanhóis surgindo assim o Raks al Andalus, ou simplesmente, Andaluz.

Esta dança, representada em grandes eventos e nos palácios reais para sheiks e sultões, é considerada um folclore na dança do ventre com influências do balé clássico e flamenco por causa da postura alongada e elegância nos movimentos.

É repleta de deslocamentos, poses, giros e movimentos de braços e quadris bem sutis, como mostra o vídeo da bailarina Nadah.

O ritmo que teria originado o andaluz seria o malfuf, mas é comum encontrar músicas com o masmoudi e samaai. Mahmoud Reda ficou muito conhecido com a forma falada/cantada (mowashah) de musicar o andaluz.

Os instrumentos mais usados neste estilo são o alaúde, rebab, darbuka, pandeiro, cítara e violino.

O andaluz é normalmente dançado por mulheres, mas não é difícil encontrar danças de casais e até mesmo masculinas.

As roupas são bem características: vestidos sem decotes com mangas em formato de boca de sino ou calças estilo aladdin (como a personagem Jennie, do seriado Jennie é um gênio).

Na cabeça, um véu fino com ou sem um chapéu (muito usado na Turquia). E os cabelos normalmente estão presos em um coque.

Claro que atualmente, é levado em consideração mais a saia e a barriga fica à mostra para evidenciar a dança do ventre.

As bailarinas podem usar lenços de seda para deixar os movimentos mais sinuosos ao seguir a melodia da música.

Pode ser dançada com leques e até mesmo o véu fan. Veja a apresentação de Kelly Obara, com a tradicional música al andalus de Albert Buss, dançando com o leque.

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Lucy

24 mar


É muito difícil encontrar informações sobre esta bailarina egípcia, que até hoje faz apresentações no Cabaré Parisiana, casa de propriedade do seu marido, no Cairo. Nasceu em uma família humilde e ficou famosa pela dança e por sua carreira de atriz de cinema e televisão.
Era muito elegante, com movimentos controlados e técnica bem desenvolvida, influência das aulas de balé clássico que fazia na infância.
Em entrevistas, ela afirma que quando conheceu Naima Akef, Samia Gamal e Tahia Carioca, descobriu que a dança ia muito além do que ela imaginava.

 

Foi amarrando um pedaço de tecido em torno do quadril que ela iniciou seu trajeto na dança do ventre. Repare como ela usa os braços e postura alongada, com muitos arabesques. Os movimentos são curtinhos e suaves, independente de serem tremidinhos ou batidas. Falando em shimmies, assista esta apresentação da bailarina e note como são delicados.


Lucy também representou parte da cultura egípcia no documentário Cairo Unveiled, exibido pela National Geographic, em 1996. Veja um trecho aqui.

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