Tag Archives: Nagwa Fouad

Videoteca: Fifi Abdo (taqsim e técnicas de quadril)

29 abr

Quem acompanhou o Cadernos em abril pode participar da nossa enquete, agora mensal. Entre as Primeiras musas, a preferida foi Fifi Abdo, com 34% dos votos. Não é à toa, afinal, seu apelido carinhoso é nada menos que “menina baladi”.

Lindíssima, sua dança se caracteriza pela união da técnica com a alma, como vocês já puderam ver em sua biografia. Para homenagear a moça, selecionamos um vídeo muito rico para estudos.

Em primeiro lugar, podemos ver a musa dançando novamente e notar detalhes da sua performance. Além disso, dá para fazer uma super revisão de taqsim, que nós já vimos algumas vezes por aqui com a Nathalie, Nagwa Fouad e Lulu Sabongi. Repare que o alaúde parece ser o próprio corpo dela, de tão perfeita a sincronia entre o som e a dança.

Por fim, repare nas técnicas de quadril usadas e já se prepare para estudar o estilo egípcio. Delicado e, ao mesmo tempo bem marcado, o quadril egípcio é o grande protagonista. E Fifi deixa isso muito bem claro em seus tremidinhos e batidinhas.
Gostaram?

Veja + Videoteca aqui

Anúncios

Retrospectiva: Bailarinas

31 dez

Foram 27 divas da dança, que você pode amar, se descabelar quando vai no workshop, babar no teclado vendo vídeos no Youtube. Ou simplesmente achar a roupa vulgar, as carinhas exageradamente sofridas ou achar que as suas colegas de escola dançam muito mais.

Não importa o motivo, sempre temos algo a aprender com essas mulheres que fazem a história da dança do ventre. Do Brasil, duas participantes: Lulu SabongiSoraia Zaied.

Do grande time internacional e com mais tempo de carreira Azza SharifTahia CariocaSouhair Zaki, Samia Gamal, Nagwa FouadNaima AkefNadia GamalFifi AbdoFarida Fahmy. Também de terras orientais, as famosas Raqia HassanRanda KamelMona El SaidDinaAsmahan.

A América do Norte veio representada pelas representantes do grupo mais famoso de dança do ventre, o Bellydancer Superstars, Amar GamalAnsuyaPetite JamillaRachel BriceSonia e, claro, Jillina.

A onda latina chegou da Europa e da América do Sul com a espanhola Alika, a venezuelana Samira Hayek e as argentinas Angeles CayunaoRomina Maluf e Saida.

Em 2011 queremos divulgar a dança de outros países em mais biografadas. Aguardem!

Asmahan

25 nov

A libanesa Asmahan se interessou pela dança do ventre quando viu a apresentação de Bal Anat, do grupo da Jamila Salimpour, durante uma feira da renascença, realizada em São Francisco, nos Estados Unidos. Ela ficou encantada com o brilhos das roupas, o barulho das moedas dos cinturões, sem contar que achou a dança encantadora, feminina e espiritual.

Desde este momento, Asmahan percebeu que esta dança tinha uma energia de outro mundo. Não resistiu e foi conversar com a Jamila. Para sua surpresa, Jamila a convidou para dançar.

Nesta época, Asmahan trabalhava como estilista e fazia roupas para artistas, socialities da cidade, mas encontrou tempo para se dedicar a algumas aulas. Quem pensa que ela não teve dificuldade, está enganado. Diz-se que ela não tinha coordenação motora, noção de ritmo e achava que seria impossível aprender.

Mesmo assim, foi a fundo e se matriculou em cursos de snujs, derbakes, leitura musical e também história árabe. Ela aproveitou seu conhecimento como estilista e aplicou nas suas roupas de dança.

Asmahan ficou três anos em São Francisco e depois partiu para Londres. Lá, conheceu renomados músicos árabes e aprendeu a dançar com bandas ao vivo. Teve aulas com grandes nomes egípcios que ministravam aulas no país, como Mona el Said. Logo após foi para Viena, onde o nome Asmahan já era conhecido. Sua carreira estava decolando e resolveu ir para Cairo.

No país da dança do ventre, trabalhou em pequenos hoteis e quando visitava os locais mais famosos, conheceu Fifi Abdo. Durante a apresentação,
Fifi desafiou Asmahan – a estrela da Califórnia – a dançar. Para a surpresa de alguns presentes, ela arrasou e ainda ganhou o contrato que era assinado por Fifi para dançar em um grande hotel, chamado Meridian.

Aqui a orquestra passou a fazer parte de todas as suas apresentações. Seu sucesso atraiu o interesse de diversos empresários e Asmahan foi dançar no famoso hotel Mena House ao som de uma orquestra com 15 músicos.

Trabalhou com nomes grandes como  Nagwa Fouad e Tahia Carioca. Chocou muitos do ramo por ser considerada uma egípcia sem ter nascido e criada no país. Ficou dois anos no Cairo e retornou para Londres.

Asmahan acredita que os músicos são o sangue de uma bailarina, logo, tem que haver sintonia entre os dois.  A sintonia é tão grande que já fizeram um música especial para ela e nota-se como ela está conectada à música enquanto dança.

Como ela é libanesa, encontramos características comuns às bailarinas do Líbano: movimentos grandes e braços alongados. Ela é conhecida por apresentações-show, das quais algumas pessoas não gostam. Por exemplo, em uma apresentação aqui no Brasil, durante um festival da escola paulista Luxor de dança do ventre, ela entrou vestida como se fosse uma flor: pétalas ao redor do corpo.

Conforme ela dançava, ia retirando cada acessório. Para se ter uma ideia, separamos um vídeo dela dançando no navio que passeia pelo rio Nilo.

Suas roupas são bem chamativas e normalmente têm muito brilho. O cabelo costuma ficar solto e os olhos bem marcados para atrair todos os olhares. Com Asmahan podemos estudar como dançar com uma banda ao vivo assim como entender como é importante estudar os ritmos e instrumentos para dançar maravilhosamente.

Quer ver mais vídeos dela? Clique aqui

Veja + Bailarinas aqui

%d blogueiros gostam disto: