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Arrasou! Kelly Obara

19 jul

Não é tarefa fácil ser estrangeira, dançar no Egito, no Ahla Wa Sahla, ver pessoas chorando de emoção com a sua interpretação e além de tudo ouvir de um dos mestres egípcios que você mexeu com os sentimentos dele. A bailarina brasileira Kelly Obara passou exatamente por isso em uma apresentação muito intimista, delicada e carregada de expressividade.

 


Dançar em um evento desse porte é uma grande ansiedade e emocionante. E ter o reconhecimento da sua plateia é tudo o que uma bailarina profissional almeja. Por isso, o Arrasou desta semana é dedicado para ela.

Videoteca: Randa Kamel

8 jul

A egípica Randa Kamel traz mais uma forma de dançar com wings. Sem os bastões de sustenção da asas, ela segura a ponta do véu com os dedos, deixando o pesado tecido mais leve com seus movimentos.

As famosas batinhas sequinhas estão presentes nesta apresentação, bem como as fendas e decotes avantajados. Neste vídeo podemos ver o entrosamento que esta bailarina tem com a banda, bem como o domínio dos movimentos.

Além disso, mostra que nem todo taqsim precisa ser dançado com tremidinhos. As ondulações, poses e braços podem muito bem dar conta do recado.

Veja + Videoteca aqui

Estilo egípcio

2 maio

Apesar do enorme movimento da dança do ventre pelo mundo, invadindo as Américas e demais regiões com força, o Egito ainda hoje é um centro que concentra grandes mestres da dança. Não é para menos, afinal o país está na origem da dança e foi o berço de muitas bailarinas. Como reflexo, o chamado “estilo egípcio” é uma referência para as brasileiras, mesmo que não seja a única inspiração.

O primeiro detalhe que chama atenção é a interpretação. É raro encontrar uma bailarina egípcia com este ponto fraco. Normalmente elas sofrem e ficam alegres de acordo com letra e melodia da canção – o que pode até ficar caricato para alguns. Acima, você pode assistir ao vídeo de Dina, em que este é um traço muito característico.

Isto tudo enquadra movimentos pequenos, mas bem marcados de quadril, poucos deslocamentos e uma técnica de tremidinhos bastante caprichada. Como o quadril ganha destaque, braços e mãos ficam mais delicados e sutis. Em geral, possuem uma dissociação corporal apurada e uso de contrações musculares secas para gerar movimentos pequenos e intensos. Na música, costumam acompanhar mais o ritmo do que a melodia, sendo que os folclóricos, como o Saidi, são mais comuns. Na videoteca da última semana, você pode conferir os movimentos de Fifi Abdo, típicos do estilo egípcio, mas com todo um toque da bailarina.

Por fim, há elementos básicos da dança do ventre atual que foram incorporados por egípcias como Badia Masabni. Por causa dela temos hoje instrumentos clássicos e populares combinados, ritmos misturados e a composição musical diferenciada. No palco, ela também é responsável pelos saltinhos e pelos véus.

Deixando a teoria de lado, podemos estudar tudo isso na prática assistindo uma série de bailarinas. As já conhecidíssimas Samia Gamal, Tahia Carioca, Lucy e Naima Akef, de uma primeira geração, carregam alguns destes elementos. Azza Sharif, Fifi Abdo entre outras vieram em seguida. Para quem prefere os mais modernos, pode atacar de Randa Kamel e Dina. A brasileira Soraya é uma das que optou por seguir carreira por lá mesmo.

Veja +
O estilo libanês

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