Arquivo | agosto, 2010

Dohola

31 ago

O derbake, que já foi tema de post aqui do Cadernos, é um instrumento muito conhecido, seja pelo seu formato ou pelo uso em solos de percussão. Já a dohola (doholla) também possui a forma de um banquinho e, à primeira vista, é muito semelhante ao derbake. Mas não se engane com as aparências, pois apesar disso, é maior, mais larga e produz um som grave.

Em uma escala de tamanho, o derbake é o menor, seguido pelo sombati e pela dohola, maior de todos e com um bocal de circunferência maior. É justamente o tamanho do bocal que irá produzir um som mais grave. Em geral, é usada como base para os solos de percussão enquanto o derbake faz os floreios, tanto nas músicas libanesas quanto nas egípcias. Por isso, precisa ter um som bastante limpo.

Antigamente, era feita somente em argila revestida de pele de carneiros, cabras e peixes. São pesadas, o que dificulta o transporte. Como são feitas de peles de animais, precisam ter condições adequadas para manutenção da afinação. A estrutura em cerâmica colabora para a pureza do som, em especial, para a marcação dos DUMs. Por este motivo, são mais usadas em gravações de músicas do que nos espetáculos.

A dohola em alumínio e nylon, por sua vez, é mais recente e é comuns em shows, dado ao seu peso mais leve, à resistência e manutenção da afinação. A ressonância do som, porém, não é muito querido pelos músicos.

No Brasil, a dohola mais antiga foi criada por Fuad Haidamus em 1983. Na época, ele optou por confeccioná-la em argila e pele de cabrito, segundo o site do músico Vitor Abud Hiar.

Acesse o nosso canal do Youtube e conheça como é uma dohola mais tradicional. No vídeo abaixo, ouça o som de uma dohola sintética. Depois, acesse o post sobre o derbake e compare-os, para notar bem as diferenças. Você nunca mais vai confundi-los.


Veja + Instrumentos
Kawala
Arcodeon

Violino
Mijwiz
Kanoon
Alaúde
Derbake, tabla ou doumbek
Rababa
Mizmar
Snujs

Samai

30 ago

Não se sabe ao certo se  o Samai (samaai, samahi, samaaiat) é da Turquia ou do Egito. Sua origem não importa tanto, mas sim o que ele significa. Em árabe, samai é escutar.

Características
O Samai costuma aparecer em músicas clássicas egípcias e nas músicas sufi turcas. Sua delicadeza deixa a música mais rica e encantadora. É um ritmo  lento, mas muito complexo.

Composição
Este é um ritmo com composição 10/8, dividido em três partes. A primeira e a terceira têm 3 tempos enquanto que a segunda possui 4.
Puro, aparece assim:

DUM TAKA TAKA TA TAKA DUM DUM TA

Floreado, aparece como:

DUM TAKA TAKA TAKA _ TAKA TAKA DUM TA DUM  _ TAKA TAKA TAKA

Como treinar
É extremamante difícil encontrar alguém que dance o samai tocando snujs, mas estes instrumentos são ótimos para praticá-lo e entender as partes do silêncio e onde marcar mais forte.

Você pode marcar os DUM com as duas mãos para dar mais impacto e revezar o TA na mão direita e o KA na esquerda. Sinta-se à vontade para fazer invertido.

Se preferir praticar dançando, marque os DUM com algumas batidas secas e nos TA e KA, faça movimentos suaves.

Dica de passos
Como este ritmo aparece em músicas clássicas, aproveite para fazer os passos mais antigos da dança do ventre como oitos e se for fazer tremidinhos, que sejam leves.

Assista aos vídeos das bailarinas antigas aqui no blog e observe como elas são delicadas e a dança mais contida. Dançar o samai é inspirar-se nas origens. Oitos, camelos, pivôs, movimentos de braços e pernas devem ser feitos de forma tranquila.

Como o próprio nome do ritmo sugere, escute a batida com o seu próprio corpo e boa dança!


CD: Jalilah´s Raks Sharki Vol 4

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Dica: como tocar derbake

29 ago

Aqui no Cadernos o derbake já foi tema de diversos posts. Já falamos do instrumento musical, da improvisação na dança com derbake e, claro, do famoso solo de derbake, com o exemplo da bailarina Sonia.

Estes dias, pesquisando na internet, encontramos o site do músico Ives al Sahar. Ele criou um método intuitivo para tocar este instrumento. É simplificado, mas é muito didático, com sons e imagens. Ele apresenta as três notas básicas – DUMs, TAs, KAs- e como conseguir extraí-las. Depois dá sugestões de sequências e alguns ritmos e seus floreios.

É claro que quem quer realmente aprender a tocar vai precisar ter aulas. Mas se você sempre teve curiosidade de saber como o derbake produz cada um dos sons que você precisa marcar em um solo, vai se divertir com este site.

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O brilho das roupas

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