Arquivo | junho, 2010

Dança do jarro

30 jun

A danca do jarro é conhecida também como samaritana, beduína, Raks Al Balaas e dança do Nilo  . São vários nomes, mas a sua origem e características são as mesmas.

Tudo começou há muitos e muitos anos quando os beduínos habitavam o deserto do Egito. A água era tão escassa que quando ocorriam as cheias do rio Nilo, as mulheres iam encher os seus jarros dançando e cantando em celebração a este elemento da natureza.

Por isso, esta dança é uma reverência à agua e à vida. Quem não se lembra do desenho “Mogli – o menino lobo” ? Nele há uma cena em que a menina vai buscar água no rio. Observe a roupa da criança e os movimentos que ela faz. Na dança do ventre, você encontra muitas semelhanças.

Os trajes costumam ser vestidos, ou roupas que cubram a barriga e os jarros, de barro ou imitação de barro, devem ser do tamanho da altura da barriga coberta da bailarina.  Os movimentos costumam englobar passeio no bosque segurando o jarro na cabeça com uma mão, ou fazendo movimento como se fosse pegar água do chão. Além disso, você pode brincar com ele, colocando ora nos ombros, ora fingindo que está bebendo água ou como uma oferenda aos deuses. Tudo de maneira graciosa e alegre já que estamos celebrando algo tão bom.

Separamos para vocês uma apresentação da bailarina Iara Costa. Ela é integrante do grupo El Raqssa e foi formada pela Carlla Silveira (em breve biografia aqui no Cadernos). Confira a improvisão com jarro apresentada no Teatro Imaculada (Belo Horizonte – Minas Gerais) em 18 de dezembro de 2009.

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Rababa

29 jun


Sabe quando você ouve uma música e percebe um instrumento de cordas parecido com o violino? Bom, às vezes é ele mesmo. Porém, a rababa também faz um som parecido. É um instrumento de cordas, também chamado de rebab, al-rababa, rabab entre outras variações.

É original da região do Afeganistão e foi difundido pelo norte da África, Oriente e em algumas regiões da Europa, em meados do século VII, por meio da invasão da Península Ibérica pelos mouros. É composto por uma concha côncava, coberta por uma membrana, e um braço, tal qual o de uma viola, com uma, duas ou três cordas. Não é à toa que alguns afirmam que é um antepassado do violino, pois também é tocado com um arco de crina de cavalo.

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Mizmar
Snujs
Derbake, tabla ou doumbek

Malfuf

28 jun

Embrulhado, ou enrolado seria a tradução literal mais adequada para a palavra que dá nome ao ritmo desta semana. Malfuf, Malfouf, Leff, Luff ou Laff é um ritmo que originário da África, em especial do norte do continente. Muito conhecido no Egito e Líbano, sua cadência é muito parecida com a de ritmos muito ouvidos no Brasil, como o forró ou baião.

Composição
Sua composição é muito simples, trata-se de um 2/4. A frase musical é curta, assim: DUM TAKA TAKA

Mas afinal, se a composição é simples, por que a tradução do nome retoma a ideia de enrolar, embrulhar? Uma das explicações diz que ele é utilizado nas músicas de Melea Laff (dança do lenço enrolado). Outra justificativa: este ritmo é usado para entradas e saídas. Ou seja, ele introduz e finaliza a música e a passagem da bailarina, enquanto o centro da apresentação contém o recheio, ou seja, toda a técnica da dança. Por fim, há outra que faz referência aos famosos (e deliciosos) charutinhos, arroz e carne enroladinhos por repolho ou folhas de uva.

Características
Nas músicas de dança do ventre, pode ser tocado de forma rápida- no Melea Laff- muito acelerada ou lenta, como na dança do candelabro. Em geral, aparece em derbakes e em músicas clássicas. Também é possível encontrá-lo no meio das músicas, marcando a transição dos diferentes trechos melódicos. Apesar de ser usado em danças antigas e de origem folclórica, tal como o Hagalla e o Dabke, o ritmo é encontrado em músicas modernas e coreografadas para grupos.

Como treinar
Como sempre, comece pela frase simples e depois tente acelerar o ritmo.

Dicas de passos
Como já foi dito, o Malfuf aparece com frequência nas aberturas e finalizações de músicas clássicas e durante os derbakes. Por isso, a preferência é que a bailarina opte por fazer deslocamentos, mostrando leveza, agilidade e domínio do espaço. Sua forma acelerada permite fazer passos como passeio no bosque, caminhadas e giros.

Lembre-se: Você pode tocar os DUMs, TAKs e TAs com a sua mão principal (varia para destros ou canhotos) e os e KAs com a outra. Ou então marcar os DUMs com as duas mãos, enfatizando que são mais fortes.

*Faixa do CD Ritmos Arabes Volumen 1, Mario Kirlis.

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