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Bellynesian

23 fev

No vídeo acima, vemos a apresentação do grupo The Bellydance Superstars em uma fusão conhecida como “Bellynesian”.

Segundo a bailarina Sonia Ochoa, uma das integrantes do grupo, a dança do ventre é uma maneira de traduzir o ritmo e a melodia da música árabe em movimentos do nosso corpo.

Pensando nisso, ela estuda a bellynesian, dança típica do Tahiti, que se assimula muito com a dança do ventre nos passos, postura e até mesmo na dissociação corporal.

Para ela a fusão entre essas duas danças é inevitável. Por isso, vamos estudar neste post algumas características desta fusão.

A dança Hula é típica do Havaí e muito antiga. Mais que uma dança, ela faz parte da cultura da região e é baseada na religião. É repleta de cantos e rica em ritmos e acessórios naturais como flores na cabeça.

Esta dança procura vangloriar a natureza, por isso muitos movimentos lembram, por exemplo, o balanço das aondas do mar. Desta forma, os bailarinos refletem sobre a vida e seus sentimentos.

Claro que com o passar dos anos, o show business inseriu a dança havaina no contexto mundial o que fez com que esta dança perdesse um pouco das suas características essenciais.

Hoje em dia é quase impossível ver uma dança serena, ela é praticamente regada por elementos cênicos ou costuma aparecer em muitas fusões, como no caso do Bellynesian. Lembra da dança do jarro? Ela pode ter algumas características desta fusão. Veja o vídeo das bellydance superstars com o jarro e a bellynesian.

Como que a dança hula aparece na dança do ventre? Comece pelos quadris. Pense nos oitos para baixo e para trás ou no redondo bem contido da dança do ventre. Agora, exagere nos movimentos.

Faça bem grande e trabalhe com seus joelhos e transferência de peso entre uma perna e outra. Assim, o movimento fica bem próximo aos da hula.

O segredo está também na direção do seu dedão do pé. Isso mesmo. Na dança do ventre, mantemos, na maior parte do tempo, os pés paralelos no chão, certo?

Na Bellynesian deixamos bem levemente os dedões virados na diagonal para fora. Experimente: o movimento sai bem maior. Mas não esqueça de deixar os seus joelhos acompanharem o movimento dos pés, senão você pode se machucar.

Para finalizar este post, selecionamos o vídeo de Sonia de seu dvd “Introduction to Bellynesian Dance”.

Veja + Fusões aqui

Odissi e dança do ventre

2 fev

No vídeo acima vemos a bailarina Nandini Ghosal dançando o odissi. O odissi é uma das sete danças clássicas indianas. Originário do leste da Índia, nasceu no templo de Mhari, no estado de Orissa, centro de arte e cultura. Neste templo garotos (isso mesmo, meninos) dançavam com trajes femininos.

O odissi é como a música clássica da dança do ventre. Possui fases. No caso da indiana, são seis.

A primeira é uma reverência à terra e à oração. A segunda é conhecida como Batunriya e é iniciada por um ritmo mais lendo que é acelerado gradualmente.

Depois vem as oferendas ao Senhor, com tomadas do sâncrito. Aí chega a fase Pallavi, onde os gestos típicos chamados de Hastaks aparecem de acordo com a música.

A próxima etapa é a expressão com os olhos. Depois o ritmo aumenta e atinge seu clímax chegando ao final da dança.

Sua principal característica é a dissociação corporal e sua função é equilibrar o masculino e o feminino através dos gestos usados nesta dança.

Cada passo e gesto possui uma técnica diferente que trabalha a coordenação motora completamente por trabalhar pés, olhos, pescoço,  braços e mãos separadamente.

Talvez seja por isto que foi fácil criar a fusão entre dança do ventre e odissi.

O odissi costuma ser apresentado sozinho, dificilmente vemos duplas ou grupos dançando. A não ser que ela apareça como uma fusão ou seja apresentado em grandes shows.

Veja uma apresentação dupla, que infelizmente não sabemos os nomes das bailarinas.

No vídeo abaixo, vemos duas Bellydance Superstars dançando esta fusão.

Os trajes são chamados de Sari. São feitos de seda com abertura para os braços . Costuma usar cintos de prata e muitos enfeites. Os cabelos são sempre presos em forma de nó e adornados com pérolas.

É importante ressaltar que a fusão deve ser harmoniosa. Combinar os elementos das duas danças e tentar evitar ficar com um estilo só. Claro que isso existe muito estudo.

Há outra fusão da dança do ventre com a dança indiana moderna que iremos abordar em outro post.

Gostaram desta fusão?

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Retrospectiva: Bailarinas

31 dez

Foram 27 divas da dança, que você pode amar, se descabelar quando vai no workshop, babar no teclado vendo vídeos no Youtube. Ou simplesmente achar a roupa vulgar, as carinhas exageradamente sofridas ou achar que as suas colegas de escola dançam muito mais.

Não importa o motivo, sempre temos algo a aprender com essas mulheres que fazem a história da dança do ventre. Do Brasil, duas participantes: Lulu SabongiSoraia Zaied.

Do grande time internacional e com mais tempo de carreira Azza SharifTahia CariocaSouhair Zaki, Samia Gamal, Nagwa FouadNaima AkefNadia GamalFifi AbdoFarida Fahmy. Também de terras orientais, as famosas Raqia HassanRanda KamelMona El SaidDinaAsmahan.

A América do Norte veio representada pelas representantes do grupo mais famoso de dança do ventre, o Bellydancer Superstars, Amar GamalAnsuyaPetite JamillaRachel BriceSonia e, claro, Jillina.

A onda latina chegou da Europa e da América do Sul com a espanhola Alika, a venezuelana Samira Hayek e as argentinas Angeles CayunaoRomina Maluf e Saida.

Em 2011 queremos divulgar a dança de outros países em mais biografadas. Aguardem!

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