Tag Archives: deslocamento

Videoteca: Nájwa Zaidan (público)

19 nov

O tema “público” já foi tratado aqui na videoteca com a bailarina Mahira Hassan, mas desta vez queremos falar de um detalhe a mais: o que fazer quando se tem público nos quatros pontos?

Para isso escolhemos o vídeo da bailarina Nájwa Zaidan dançando no Shangrila House, escola da Lulu Sabongi. Observe como ela entra e atende aos quatros pontos com giros e deslocamentos. Mas o que fazer depois? Brinque como ela. Em alguns momentos suas poses dão mais atenção para um lado, ora você caminha, enfim, é o seu momento tão próximo do público que você não deve se sentir intimidada. Sinta-se em casa, entregue-se à música porque aquelas pessoas estão ali para te prestigiar.

Ainda vamos ter um post dedicado à carreira desta bailarina, mas sabemos que ela gosta muito mais de dançar improvisado, sentindo a música, do que coreografar. Segundo a Nájwa,  “cada dia estamos de um jeito e se usarmos isso na hora de dançar, fica mais verdadeiro”.

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Karachi

20 set
Lembram-se do ritmo Ayub, marcado pela repetição do DUM KA DUM KA DUM? E do Malfuf, DUM TAKA TAKA DUM TAKA TAKA, muito usado com deslocamentos pelas bailarinas de dança do ventre? Para entender o Karachi você precisa ter bem claro estes outros ritmos, pois o Karachi é muito semelhante a eles, apesar de ter suas particularidades.

Composição
Como um ritmo 2/4, é ágil possui uma frase musical curta. Assim como outros, exemplo do Ayub, marca com intensidade uma batida diferente do tradicional DUM. Pode-se dizer que o Karachi é, de forma bem simplificada, uma versão do Ayub inversa. Compare e entenda o por quê:

Ayub DUM KA DUM KA DUM
Karachi TA KA TA DUM (existe também em uma variação com dois KAs seguidos)

Características
Se você esteve atenta aos nossos últimos estudos, vai perceber que este ritmo é muito parecido com o Malfuf, representado pelo DUM TAKA TAKA. Repare que, apesar da semelhança, há uma diferença fundamental, além do toque espaçado dos TAs e KAs. Este ritmo começa com um TA, batida um pouco mais aguda e não com um DUM.

Esta pequena célula musical indica, por exemplo, que o Karachi não é um ritmo egípcio, apesar de ser utilizado amplamente na região. O músico Hossam Ramzy explica o motivo: é muito incomum encontrar ritmos da região que começam com TA e que esta partícula ganhe tanta força quanto um DUM.

Como treinar
Já está ficando fácil, não? Pois é, a ideia permanece a mesma dos outros ritmos. Pegue seus snujs, escolha um bom CD e mãos à obra. Mas desta vez não esqueça de começar pelo TA que, em geral, é tocado na mesma mão do DUM. O resto você já sabe…DUMs para um lado, KAs para o outro. Ou então marque os DUMs com ambas as mãos. Veja no vídeo abaixo uma apresentação instrutiva curtinha, porém muito bonita, com o ritmo da semana como base.

Dicas de passos
Karachi é o nome de uma cidade do Paquistão e, traduzida, a palavra significa “rolar”. Combine isso com seus conhecimentos sobre a velocidade deste ritmo e pronto! Você logo perceberá que deve abusar dos deslocamentos quando reconhecê-lo em uma música. Aliás, assim como o Malfuf, também é amplamente usado em aberturas e finalizações.

Faixa do CD Rhythms of The Nile 1, de Hossam Ramzy.

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Mahira Hasan (Público)

6 ago

Uma das grandes dificuldades que podemos encontrar quando vamos dançar é saber para onde olhar e para quem dançar, principalmente quando fazemos um solo.

Por isso, escolhemos um vídeo da Mahira Hasan, bailarina e professora, para ilustrar o tema e para estudarmos como ela consegue dançar para todos os públicos com graça e leveza.

Uma dica é passear pelo palco. Não a música inteira, mas em alguns momentos, principalmente no início da coreografia para que todos vejam que você chegou e que sabe que eles estão ali.

Dedique alguns movimentos a um lado específico, volte para o meio e vá para o outro lado. Você pode, por exemplo,  dançar em alguns momentos na diagonal e, enquanto seu corpo está voltado para frente, seu rosto está para o lado.

Repare que a Mahira não apenas dança cada hora para um dos públicos, como também procura manter contato visual com a plateia. Isso é fundamental, ainda mais quando a apresentação é em lugares menores, como em um bar ou restaurante, e no chão.

Lembre-se de sempre sorrir bastante e faça gracinhas para quem está assistindo. Assim, a dança fica dinâmica, delicada e você agrada todos que estão prestigiando você.

Veja + Videoteca
Suhaila Salimpour (interpretação)
Sadie (dissociação corporal)
Amir Thaleb (homens na dança do ventre)
Sonia (derbake)
Romina (improvisação)
O que destacar da música na hora de dançar
Saida (baladi)
Coreografia em grupo
Jillina (pop)

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