Arquivo | fevereiro, 2011

Volta de “O Clone”

28 fev

O ano de 2011 começou com uma novidade para os amantes da dança do ventre: a reestreia da novela “O Clone”, no Vale a Pena Ver de Novo, na TV Globo.

Com algumas modificações para se adequar ao horário, a volta da novela promete maior audiência para emissora que vinha perdendo pontos neste horário. Mas o que vai significar para a dança do ventre?

Publicamos uma enquete aqui no blog (ainda está disponível para votação) sobre o impacto da volta desta novela.

Até hoje, a maioria concorda (46,7%) que o interesse pela dança do ventre pode crescer. Afinal, na época do seu lançamento, em horário nobre, causou grande furor. Muitas foram as mulheres e adolescentes que resolveram se aventurar por esta arte.

Uma de nós conheceu a dança do ventre bem nesta época e tinha apenas 13 anos. Escolas foram abertas e Tony Mouzayek ficou conhecido entre aquelas que nem sabiam o seu nome. Aliás, ele assinou grande parte da trilha sonora da novela com o CD O Clone O Melhor da Dança do Ventre. Músicas como Azez Alaya já apareceram por aqui quando falamos a respeito do ritmo ayub.

Falando em música, tivemos 13,79% dos votos dizendo que a novela é uma ótima oportunidade para rever a discografia e os sucessos deste cantor.

Tivemos uma pequena disputa em relação à dança apresentada pela protagonista. No início da nossa pesquisa, 10% afirmava que a dança era feia.

Pois é, tem gente que não gostou nada mesmo da perfomance de Jade, mas hoje este tópico está para trás. Julgamento de lado, nossas leitoras preferem afirmar que a volta da novela é ótima porque amam a dança do ventre.

Teve até quem apostou que agora o preconceito com a dança vai diminuir. Será? Bom, vamos acompanhando a novela e ver o que acontece.

E depois da novela,  a moda passa? Olha, a atriz Carla Diaz, que interpretou a Khadija, afirmou em entrevista ao portal Terra que ainda pratica dança do ventre. Insha’Allah!!!

Vamos rever a música tema de Jade e Lucas?

Videoteca: Amara Saddeh

25 fev

Com este vídeo podemos falar de muitas coisas legais. O uso do “meio-wings” pelas bailarinas Mahira Hassan e Samira (de azul) de uma forma bem diferente do que estamos acostumadas quando vemos uma apresentação com este acessório ou até mesmo da forma que ele mesmo foi adaptado para a roupa da Amara.

Esta perfomance foi apresentada em junho de 2008 no Egito. Amara, que em breve publicaremos sua biografia, tem formação em balé clássico. Logo, a fusão entre essas duas danças aparece bem suave. Cambrês e arabesques marcam sua personalidade bem como a suavidade de braços e mãos e a expressão no rosto.

Para finalizar e já entrar no clima do Carnaval, Amara encerra sua apresentação ao som de um samba mixado com derbake.

Oum Kalthoum

24 fev

A revolução no Egito foi pauta para os jornais nas últimas semanas. Hoje vamos conhecer uma pessoa importante para a dança do ventre e que também se envolvia nas questões políticas do seu país.

Quem nunca ouviu as diversas versões de Inta Omri, primeira composição de Mohammed Abdel Wahab para Oum e a estreia com guitarras elétricas, e outros grandes clássicos da música egípcia na voz da grande diva Oum Kalthoum? Pois é, bailarinas também tem que conhecer os intérpretes dessas famosas canções.

Oum Kalthoum nasceu em uma vila rural do delta do Nilo conhecida como Tamayet-el-Zahayra, entre 1898 e 1904, a data é imprecisa. Ainda era muito pequena quando entrou em uma escola religiosa e lá aprendeu a memorizar o Alcorão (Qur’na) e a falar árabe perfeitamente. Nesta época, seu pai e alguns familiares faziam apresentações de canto em casamentos e festas. De tanto ouvi-los, aprendeu a cantar e, em pouco tempo, já cobria ausências no coral cujo repertório era de músicas religiosas e citações do livro. Aos oito anos, impressionava plateias e foi convidada para cantar nas cidades vizinhas.

Em meados de 1920, Oum fez sua primeira apresentação no Cairo, mas elas ficaram mais frequentes e a família precisou mudar-se para lá. Oito anos depois, cantava em teatros e casas de espetáculos músicas compostas especialmente para ela.

Durante sua carreira, passou por diversas fases, ora inspiradas pelos músicos e compositores que conhecia, ora pela situação sócio-política do Egito. Nos anos 1930, cantava letras de amor e tinha um programa no rádio nas noites de quinta-feira. Em 1935, estreou no cinema e fez cinco filmes como cantora e um como atriz. A década de 40 ficou conhecida como “A era de ouro de Oum Kalthoum” e marcada com set lists de músicas que elogiava as classes trabalhadoras. Quem morava no Egito ouvia comumente: “quer aprender árabe, então ouça Oum Kalthoum” ou “ela ensina poesia para as massas.” Nos anos 1950 e 1960 priorizou as músicas nacionais e de compositores e letristas novos, como Muhammad ‘Abd AL-Wahhab e Riyad El-Sombati. Com a expansão as redes de televisão, Oum ficou ainda mais conhecida.

Uma particularidade dela é que ela gostava de observar a plateia antes de entrar no espetáculo, pois assim decidia como faria a interpretação naquela noite, como se o público a inspirasse, passando energias. Suas apresentações também tinham outra peculiaridade: em geral, eram escolhidas apenas duas ou três músicas que podiam durar até quatro horas. Oum foi realmente uma grande diva e recebeu centenas de músicas escritas especialmente para ela por compositores e letristas como Ahmad Rami, que escreveu 137 canções.

Características:
– Flexibilidade vocal e pronúncia perfeita;
– Tocava instrumentos e tinha noções de composição;
– Explorava macams e macamats;
– Contralto, tinha uma voz tão potente que precisava cantar longe dos microfones para não estourar o som.

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