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Amara Saadeh

16 jun

A imagem de Amara está fortemente relacionada a Rede de Escolas Luxor, no Brasil e no exterior. Em 2002 ingressou como professora, mas em 2006 assumiu a coordenação das professoras da Luxor. É diretora artística, coreógrafa e bailarina. Porém, sua história na dança é mais antiga.

Começou a fazer balé com seis anos, depois se encaminhou para o jazz e só aos14 adança do ventre chamou a sua atenção. Formada em economia, esta bailarina sempre procurou se aperfeiçoar com mestres conhecidos como Raqia Hassan, Randa Kamel, Dina, Mahmoud Reda e Yoursry Sharif. Depois de firmar seu nome no Brasil, foi convidada para participar do Ahlan Wa Sahlan, no Egito, em 2007, evento do qual continua participando e levando o nome da rede. Também apresentou-se na Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México e Venezuela.

Há quem diga que a sua dança mudou durante estes anos todos. Se analisarmos a sua dança, é possível identificar influências da dança clássica e também do estilo egípcio. Esta é também uma opção muito utilizada para formação das professoras da rede Luxor e, segundo a própria bailarina, isso acontece porque não basta a técnica, mas o emocional e o sentimental também.

E pra quem não gostou da apresentação dela no Ahlan Wa Sahlan com o “Rebolation”, em entrevista, Amara explica que sempre precisa colocar um toque de brasilidade. Aliás, outra marca registrada sua é a franja loira em contraste com o cabelo escuro ou avermelhado. Costuma usar o tradicional conjunto de saia e bustiê e é comum ver apresentações com véu.

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Estilo egípcio

2 maio

Apesar do enorme movimento da dança do ventre pelo mundo, invadindo as Américas e demais regiões com força, o Egito ainda hoje é um centro que concentra grandes mestres da dança. Não é para menos, afinal o país está na origem da dança e foi o berço de muitas bailarinas. Como reflexo, o chamado “estilo egípcio” é uma referência para as brasileiras, mesmo que não seja a única inspiração.

O primeiro detalhe que chama atenção é a interpretação. É raro encontrar uma bailarina egípcia com este ponto fraco. Normalmente elas sofrem e ficam alegres de acordo com letra e melodia da canção – o que pode até ficar caricato para alguns. Acima, você pode assistir ao vídeo de Dina, em que este é um traço muito característico.

Isto tudo enquadra movimentos pequenos, mas bem marcados de quadril, poucos deslocamentos e uma técnica de tremidinhos bastante caprichada. Como o quadril ganha destaque, braços e mãos ficam mais delicados e sutis. Em geral, possuem uma dissociação corporal apurada e uso de contrações musculares secas para gerar movimentos pequenos e intensos. Na música, costumam acompanhar mais o ritmo do que a melodia, sendo que os folclóricos, como o Saidi, são mais comuns. Na videoteca da última semana, você pode conferir os movimentos de Fifi Abdo, típicos do estilo egípcio, mas com todo um toque da bailarina.

Por fim, há elementos básicos da dança do ventre atual que foram incorporados por egípcias como Badia Masabni. Por causa dela temos hoje instrumentos clássicos e populares combinados, ritmos misturados e a composição musical diferenciada. No palco, ela também é responsável pelos saltinhos e pelos véus.

Deixando a teoria de lado, podemos estudar tudo isso na prática assistindo uma série de bailarinas. As já conhecidíssimas Samia Gamal, Tahia Carioca, Lucy e Naima Akef, de uma primeira geração, carregam alguns destes elementos. Azza Sharif, Fifi Abdo entre outras vieram em seguida. Para quem prefere os mais modernos, pode atacar de Randa Kamel e Dina. A brasileira Soraya é uma das que optou por seguir carreira por lá mesmo.

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O estilo libanês

Retrospectiva: Bailarinas

31 dez

Foram 27 divas da dança, que você pode amar, se descabelar quando vai no workshop, babar no teclado vendo vídeos no Youtube. Ou simplesmente achar a roupa vulgar, as carinhas exageradamente sofridas ou achar que as suas colegas de escola dançam muito mais.

Não importa o motivo, sempre temos algo a aprender com essas mulheres que fazem a história da dança do ventre. Do Brasil, duas participantes: Lulu SabongiSoraia Zaied.

Do grande time internacional e com mais tempo de carreira Azza SharifTahia CariocaSouhair Zaki, Samia Gamal, Nagwa FouadNaima AkefNadia GamalFifi AbdoFarida Fahmy. Também de terras orientais, as famosas Raqia HassanRanda KamelMona El SaidDinaAsmahan.

A América do Norte veio representada pelas representantes do grupo mais famoso de dança do ventre, o Bellydancer Superstars, Amar GamalAnsuyaPetite JamillaRachel BriceSonia e, claro, Jillina.

A onda latina chegou da Europa e da América do Sul com a espanhola Alika, a venezuelana Samira Hayek e as argentinas Angeles CayunaoRomina Maluf e Saida.

Em 2011 queremos divulgar a dança de outros países em mais biografadas. Aguardem!

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