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Nesrin Topkapi

17 mar

No vídeo acima, vemos a bailarina Nesrin Topkapi. Antes mesmo de completar 6 anos, esta turca iniciou seus estudos com balé clássico em uma escola dirigida por Madame Olga.

Em 1966, foi para Inglaterra e lá dançou por oito anos em um local conhecido por Topkapi. Foi daqui que surgiu o sobrenome dela.

Em 1974, voltou para Istambul e começou a trabalhar no cassino Maksim em um espetáculo realizado em homenagem ao Reza Pahlavi. Ela dançava e cantava e saiu em turnê pela Turquia por um período de três anos.

Em 1982 a dança do ventre já fazia parte desta bailarina. Não encontramos muitos registros de como ela começou, mas sabemos que em 1986 ela já tinha seu estúdio de dança, balé e musculação, chamado Sibel Danças.

Como a dança do ventre era ainda um tabu, ela ensinava para os alemães que visitavam o país. Ela chocou o mundo com suas apresentações na televisão nesta época tão dura.

No vídeo abaixo já podemos notar algumas características desta bailarina. Suas roupas nunca mostram a barriga, pode até aparecer um pouco, mas é sempre algo discreto. Além disso, geralmente impera uma cor só.

Neste caso é o amarelo que aparece como dourado, amarelo puro e até alaranjado. Seus cabelos costumam ficar presos e as saias mais rodadas. E, é claro, sempre no salto alto.

Os passos são bem leves, mas aparecem sem o menor esforço. Sua expressão é delicada e vemos que ela conhece muito bem a música enquanto dança.

Ao contrário das argentinas, não marca muito os famosos toque árabes deixando a assim a sua dança mais contínua. A fusão com o balé aparece tão suave que pode passar até desapercebido para quem nunca ouviu falar desta fusão.

Os braços são bem alongados e a postura típica das bailarinas desta região. E a música é clássica e daquelas longas…bem normais para a época de seu auge na dança do ventre.

Nersin não parou por aqui. Participou de vários grupos como coreógrafa e professora e já lecionou em universidades.

Conquistou o mundo com seu jeitinho sutil, elegante e emotivo de dançar. Assista a uma apresentação de folclore:

Atualmente ela cuida do centro de dança chamado Dancetrum, onde há aulas de dança do ventre, flamengo, tango argentino, pilates, danças gregas dentre outra modalidades e conta com 1400 alunos matriculados.

E quem pensa que ela parou de se apresentar, está enganado. Encontramos dois vídeos recentes dela. Confiram.

Este aqui faz parte de um programa de televisão.

Quer ver mais? Clique na foto dela:

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Videoteca: Wendy Chiu (fusão oriental)

4 mar

 

Wendy Chiu é uma bailarina que realmente gosta de fusões. Se pesquisar sobre ela, encontrará vídeos relacionados a fusão com tango, jazz e outras tantas.

Aqui no Cadernos, vimos até agora a mistura da dança do ventre com samba, bellynesian, odissi (dança indiana), flamenco, jazz, balé e hip hop. Já que estamos estudando o assunto, selecionamos esta semana o vídeo da bailarina de Taiwan para conhecermos um pouco desta fusão com a dança oriental.

A performance ocorreu no Ahlan Wa Sahlan, em 2010. Note como são as roupas, a postura e principalmente os dedos, mãos e braços. De quebra, ela também usa véu fan. Além do vídeo acima, mais curto, sugerimos um outro no Youtube, mais longo, feito por outra câmera neste mesmo dia do evento.

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April Rose

17 fev

Com apenas 12 anos, April Rose começou a dançar dança do ventre. Seu primeiro estilo foi o clássico, mas não demorou muito para que ela conhecesse o tribal. A paixão foi imediata e a sincronia tamanha que hoje ela ensina o chamado tribal fusion em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Não demorou muito para que entrasse em uma companhia de dança em Sacramento chamada UNMATA, companhia especializada em tribal fusion. Com este grupo, ela viajou o mundo ensinando e se apresentando das formas mais pirotécnicas possíveis: com fogo (veja a apresentação abaixo), espadas ou movimentos surpreendentes com o corpo.

Claro que tamanha acrobacia chamou a atenção do grupo The Bellydance Superstars e desde 2009 ela faz parte deste grupo criando coreografias dinâmicas.

Ao mesmo tempo, ela participa de um projeto chamado The Nautch Project, companhia que ela se dedica semanalmente para ensinar coreografias e improvisação do estilo tribal.

Assista ao vídeo deste grupo

Pensa que a mocinha parou por aqui? Não. Ela tem formação em dança pela univerisade de Califórnia e foi por lá que adquiriu conhecimento em balé, dança moderna, africana, jazz, odissi, khathak dentre outras modalidades.

Por aqui dá para entender porque suas apresentações encantam o público pela diversidade de passos. Atualmente, April Rose está fazendo seu mestrado em Cultura e Perfomance, na mesma universidade.

É… quem disse que não dá para estudar e sair em turnê, está bem enganado. Quando tem algum tempo livre, April adora cozinhar veggie para amigos, praticar yoga e pedalar muito. Haja fôlego.

É difícil enquadrar certos movimentos e roupas para esta bailarina como costumamos fazer com a maioria das biografias, mas como ela é a fusão em pessoa, fica complicado. Podemos dizer que nas apresentações de tribais, calça costuma reinar em sua produção. O longo cabelão aparece solto e a cor predominante é preta, como na maioria das roupas desta modalidade.

Com o grupo The Bellydance, vai da coreografia. Já a vimos vestida de indiana, clássica e tribal. Por causa dos outros grupos, acreditamos que tribal seja seu estilo favorito, mas não se assuste se encontrar esta moça em trajes e maquiagem africanas como esta foto ao lado.

Gostou dela? Aproveite e visite o site da April Rose e confira o documentário sobre ela (em inglês)

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