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Alfabeto árabe

7 mar

Falamos tanto sobre culturas de países árabes e do oriente médio, devido às origens da dança do ventre e de suas principais bailarinas, que pensamos ser interessante aprender um pouco mais sobre essa cultura.

O alfabeto árabe, de origem aramaica, é um dos mais utilizados no mundo,em países como Afeganistão, Algéria, Bahrain, Chad, Chipre, Djibouti, Egitot, Eritréia, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Quênia, Kuwait, Líbano, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Omã, Palestina e Gaza, Quatar, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Síria, Tajiquistão, Tanzânia, Tunísia, Turquia, Emirados Árabes, Uzbequistão e Iêemen (veja mapa).

Neste alfabeto cada símbolo representa uma consoante e as vogais são colocadas em torno dessas letras. Estes sinais gráficos são chamados de diacríticos. Sabe porque existe essa diferença com o nosso? Pois é muito comum nas línguas afro-asiáticas as vogais não serem representadas, dados que a maior parte das palavras são formadas por consoantes. As letras podem assumir formas diferentes se estiverem sozinhas, no início, fim da palavra.

Como você sabe, a escrita e leitura árabe é feita da direita para a esquerda e as 28 letras deste alfabeto seguem outra ordem. Os numerais, por sua vez, são escritos ao contrário, como nós ocidentais fazemos.

O árabe clássico data do século 4 d.C. É o utilizado na literatura, em especial no Alcorão (Our’an) e tem um estilo e vocabulário diferentes, mais elaborado e complexo. Por isso, no dia a dia as pessoas falam o chamado “árabe moderno”. Estima-se que existam mais de 30 variações do idioma coloquial.

Vamos a algumas lições e curiosidades?

Ah-la u sah-la Seja bem-vindo
Saba-hel kheir Bom dia.
Máçal kheir Boa tarde e boa noite.
As salâmo “a-leikom A paz esteja com vocês
Chúcran. Obrigado.

– Um pequeno círculo (sukuun) é usado para indicar a ausência de uma vogal.

– Letras que não constam no árabe padrão também são incorporadas, como é o caso do /p/ e /g/.

Gostou? Veja neste site mais algumas informações e ouça os fonemas. Você também pode se arriscar pelos tutoriais do Youtube para aprender um pouco mais.

Veja + Dicas aqui

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Tawil

20 dez

Típico árabe que significa “largo”, pois é lento e esticado. Em seu vídeo instrutivo, Mário Kirlis comenta que as pessoas muito altas são chamadas de “tawilas”.


Características

O ritmo Tawil é muito semelhante ao Malfuf ou Laff. Como você deve saber, Malfuf é aquele ritmo cujo significado é “enrolado” (lembre-se também que o Melea Laff é a dança do lenço enrolado). A semelhança acontece porque o Tawil possui acentos exatamente nos mesmos locais que no Malfuf. Veja como isso acontece.

Composição
A frase musical do Tawil é DUM TAKA TAKA TAK TAKA TAKA TAK TAK.

Repare que os acentos ficam no DUM e no TAK. A forma acima está em 4/4, mas também pode ser escrita em 8/4, deixando a versão mais lenta ainda.

Já a composição do Malfuf é muito simples, trata-se de um 2/4. A frase musical é curta, assim: DUM TAKA TAKA
Como treinar
Estamos cansadas de saber como treinar o ritmo com snujs: DUM e TA em uma mão (ou com a variação de DUM em ambas), KA na outra.

Dicas de passos
Como é um ritmo pouco estudado em aula, usaremos o vídeo da bailarina Saida como referência. Veja como ela enfatiza os DUMs com marcações de quadril e chutinhos, batidas laterais e encaixe de abdômen. Já o restante é levado com ondulações diversas, tais como oitos para cima, redondinhos, camelos e pivôs. Agora que você já sabe como é, solte a imaginação para inventar as suas próprias sequências.

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Adufe

23 nov

O adufe é um instrumento português muito usado na região de Trás-os-Montes, Beira-Baixa e do Alentejo. Antigamente, foi usado e, provavelmente, foi criado pelos árabes e usado no Egito, Mesopotâmia, Roma e por civilizações pré-islâmicas.

Foi levado para a Península Ibérica na época de sua ocupação, por volta do século IX e X. Há uma tradição que permanece desde este perído até hoje de que é um instrumento tocado por mulheres.

Sua aparência é peculiar, embora seja considerado um pandeiro como o bendir ou daff. É quadrangular, com lados de 30 a 50 cm. A base de madeira é coberta por membranas de pele de cabra ou bexiga de porco.
Como trata-se de um bimembranofone, é comum usar uma pele de macho e outra de fêmea. Dizem que com esta combinação o resultado é uma sonoridade mais harmoniosa e limpa. Entre elas são colocadas sementes.
Você imagina como tocá-lo? Basta segurar com ambas as mãos, mantendo uma de suas arestas para cima. Uma mão fará o ritmo, enquanto a outra, cuidará de acompanhar. Que tal acompanhar a construção deste instrumento tão peculiar?

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