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Videoteca: FatChanceBellydance (tribal improvisado)

13 maio

Essa é pra matar as saudades, afinal, já faz um tempinho que estudamos tribal por aqui!

Para ilustrar a videoteca de hoje selecionamos um vídeo do grupo FatChanceBellydance (também pode ser escrito assim mesmo, sem espaços), fundado pela norte-americana Carolena Nericcio. Ela é uma das responsáveis pelo que ficou mundialmente conhecido como ATS – American Tribal Style Belly Dance.

Como você pode ver, os movimentos são muito ricos, combinando elementos de diversas manifestações culturais. O movimento das mãos por exemplo, carrega herança do flamenco e da dança indiana. Esta última por sua vez, também influencia muito no figurino, com adereços, pinturas e vestimentas que lembram muito as utilizadas na Índia e região do Norte da África.  Braços bem altos, cotovelos angulosos, mãos em constante movimentação e cambrês são algumas características desta modalidade, mas isso você já sabe.

A principal característica do ATS é a coreografia improvisada. Pois é, elas dançam com um vocabulário de passos comum, digamos assim. E em uma brincadeira de “siga o mestre” há uma indicação de qual será o passo seguinte e, com esta comunicação puramente corporal, há uma performance praticamente coreografada.

Sucesso, não?

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Mugrabi

13 dez

Mugrabi quer dizer mouro, marroquino, ou seja, o habitante do norte da África. Por isso, acredita-se que este ritmo tenha origem nesta região. Não encontramos muitas referências sobre este ritmo e resolvermos ser abusadas.

A partir do nosso pouco conhecimento a respeito de ritmos, decidimos ouvir diversas vezes para conseguir extrair a composição e suas características.

Características
Pela sua origem africana, percebe-se que cada nota é tocada com força. Por isso, é possível confundir os DUM com os TAK, mas nada como ouvir diversas vezes para conseguir diferenciar.

Costuma aparecer em músicas clássicas sendo confundido com o baladi, mas como vemos no vídeo mais abaixo, sua acentuação é diferente.

Composição
Ritmo 4/4, começa como a maioria dos ritmos. Seu DUM inicial é seguiodo por um trio de TAs, mais um DUM e um TAK. Ele puro aparece assim:

DUM TA TA DUM TAK
Mas com floreios pode aparecer: TAKA TAKA DUM TATA TADUM TAK

Como treinar
Pegue seus snujs e bata com as duas mãos na hora de marcar os DUM e intercale com a direita e a esquerda os TA e os KA. Se preferir, pode treinar com batidas no quadril tanto para marcar um toque como todos.

Dica de passos
Para facilitar o entendimento deste ritmo (pois foi muito difícil encontrar referências), selecionamos um vídeo da bailarina argentina Saida. O nome da música também é Mugrabi. Quem souber mais informações a respeito deste ritmo ou notar que escrevemos algo errado, por favor, deixe nos comentários.

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Bendir

19 out

Outro instrumento de percussão muito usado na música árabe é o bendir (também chamado de erbeni, arbani e bandir). Da família dos membranofones, funciona como um tamborim, ou seja, seu som é produzido pela vibração de duas cordas esticadas junto ao couro.

Você já viu um bendir? Trata-se de um cilíndro de até 70 cm de diâmetro e 20 cm de profundidade. Lembra a aparência do pandeiro ou do tar, porém não possui os pratos metálicos.

É original do Norte da África e era tocado no Egito antigo, Mesopotâmia, Marrocos e Algéria. Hoje, ainda é usado em diversas músicas, folclóricas ou não, em especial nas cerimônias Sufi, Zaar e na música Berber.

Deve ser segurado com o apoio do dedão da mão esquerda que fica encaixado em um furo da estrutura de madeira, enquanto é tocado com a mão direita. O som pode variar de intensidade e duração, de acordo com a posição que os dedos batem e, claro, conforme o couro estiver esticado.

Escolhemos o vídeo abaixo para você ver como é a aparência de um bendir e conhecer o seu som.

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