Tag Archives: Zohara El Shaddai

Jazz e dança do ventre

12 jan

Acredita-se que esta fusão seja a menos percebida pelas estudantes da dança do ventre porque as entradas, deslocamentos, giros e finalizações costumam ser atribuídos à criatividade da bailarina. Pode até ser, mas não podemos deixar de destacar que tudo isso tem origem no jazz dance.

Como aconteceu esta fusão? Mais uma vez é culpa das norte-americanas. Desde o início, o jazz dance se destacou por seu dinamismo dos espetáculos tanto ao vivo quanto no cinema, nos famosos musicais. Quando as egípcias viajaram para os Estados Unidos e começaram a difundir a dança do ventre nos teatros da Broadway e cinemas, o encontro foi inevitável.

O que vemos em comum entre estas duas modalidades de dança? Transferência de peso do corpo, locomoções e giros. Obviamente que as duas danças puras apresentam estes elementos de formas muito diferentes, mas para entender como se fundiram é bom ressaltar as semelhanças.

O jazz, assim como a dança do ventre, utiliza a técnica de dissociação corporal. É um pouco mais exagerado, com explosões e amplitude nos movimentos enquanto que na dança árabe é tudo mais contido.

A improvisação é uma característica marcante do jazz, tanto dos músicos quanto da dança. Será que foi a partir daqui que as bailarinas de dança do ventre começaram a deixar trechos de sua coreografia para o improviso? Um bom palpite.

Normalmente, como dito acima, não se vê esta fusão tão claramente. Alguns passos estão tão incorporados que não sabemos que a origem deles vem do jazz, mas algumas bailarinas gostam de mostrar que sabem o que é jazz e dança do ventre e durante suas apresentações mesclam passos típicos do bellydance com movimentos fortes do jazz.

E geralmente a música escolhida é do Michael Jackson – famosíssimo pelos passos de jazz em seus shows e videoclips – , pura ou mixada com batidas árabes.

Escolhemos dois vídeos para ilustrar. O primeiro é a apresentação de comemoração a um ano da escola Luxor de dança do ventre – Unidade Penha. Nela, vemos as bailarinas Zohara, Renata(formada em Jazz) e Aziza. Divirta-se com a mixagem da música e passos.

Abaixo, conferimos a encantadora Luciana Guerra. Este vídeo foi indicado pela leitora Leiliane , via twitter, antes mesmo de começarmos este post sobre o belly jazz.

Você conhece mais vídeos com fusões do jazz com a dança do ventre? Tem mais informações a respeito? Deixe aqui nos comentários.

Veja + Fusões aqui

Fonte: UMA POSSÍVEL HISTÓRIA DA DANÇA JAZZ NO BRASIL, de Ana Carolina da Rocha Mundim e Estudo Histórico da Dança Jazz nos Estados Unidos, de Autora Evelyne Correia – PUCPR

Boá

6 out

O boá como acessório de moda foi uma criação de Henri Bendel, estilista norte-americano, e é utilizado pelas mulheres ao redor do pescoço como se fosse um cachecol. A primeira vez que se tem notícia de um objeto que parece o boá  foi em 1820. De lá para cá, entrou e saiu de moda diversas vezes. Nos anos 70 ficaram consagrados por causa da era Disco.

Os boás ganharam a fama de objetos sensuais, usados muitas vezes em books para despertar aquela sensualidade. Infelizmente, não há registros de como ele foi incorporado na dança do ventre, mas sabemos que normalmente são de penas, bem coloridos e aparecem apenas para fazer graça.

Podem ser de uma cor só ou mesclados, possuem diversos tamanhos e costumam surgir em apresentações modernas. Para dar destaque a este acessório, use e abuse de movimentos de braços e pendure-o no pescoço, mantendo ele preso às mãos para que ele fique bem em evidência.

Para ilustrar seu uso pop, selecionamos um vídeo gravado em 09 de novembro de 2008 durante a festá árabe da escola Luxor de dança do ventre. O show fica por conta das alunas que, na época, eram do nível intermediário. A coreografia é de Zohara El Shaddai, que já apareceu por aqui com a dança da cobra.

Vocês dançariam com o boá?

Existe um segmento da dança do ventre chamado Burlesque que mistura a dança árabe com o estereótipo das casas noturnas do século XVIII, brincando com a mulher melindrosa. E, é claro, que o boá aparece para dar aquele charme. Assista no nosso canal do youtube.

Veja + Acessórios de dança aqui

Dança com cobra

8 set

A cobra era considerada sagrada no Egito Antigo e tida como um símbolo complexo que representa tanto o masculino quanto o feminino já que dificilmente sabemos o sexo deste réptil.

Em algumas mitologias, a cobra ou a serpente significa energia e consicência imortal e já foi ligada à representação das deusas Isis, Istha, Inana e Deméter. Para fazer a adoração aos deuses, as sacerdotisas dançavam com metais e ouro talhados em formato de cobras, nunca o animal de verdade.

Mas, atualmente é comum encontrar bailarinas corajosas que dançam com cobra reais. Alguns consideram isto um ato circense, outros acreditam que a dança fica ainda mais sensual, mas de qualquer forma, alguns cuidados devem ser tomados.

Primeiro não fique achando que qualquer cobra serve para ser seu acessório durante uma apresentação. Escolha as não-venenosas, claro, e as mais calmas. Saiba que há pessoas que criam esse animais justamente para isso. Procure por eles, se te interessa. Se preferir, crie a sua própia cobra, mas não antes de conversar com Ibama e criadores para você não fazer besteira.

Mantenha o animal bem alimentado e tranquilo para que ele não fique muito estressado quando for dançar. Evite luzes fortes e música muito alta e cuidado ao dançar em meio a multidão. O grande segredo para dançar com a cobra, é manter a calma.

Dizem que se você confia nela, ela confia em você. Na prática isso significa que ela não vai te apertar se você a colocar enrolada em seu corpo e manter a confiança.

Saiba que ela pode sair andando pelo seu corpo, por isso, use uma roupa sem muita pedraria para não machucar a serpente. Quando for pegá-la para colocar em diversas partes do corpo, fique atenta. Pegue no primeiro terço do corpo dela e no terço final para que ela não tenha apoio para dar o bote se sentir ameaçada.

Você pode fazer vários movimentos com ela. Coloque-a em volta do pescoço segurando a cabeça com uma das mãos e brinque com os braços serpentes. Se ela estiver enrolada no seu quadril, aproveite para fazer oitos, camelos…tudo muito suave para não assustá-la.  Você pode amarrá-la no seu braço e fazer o movimento flor de lótus e, enfim, vai da criatividade e da segurança com a cobra.

Para ilustrar este post, escolhemos a apresentação da professora e bailarina de dança do ventre Zohara el Shaddai em comemoração a um ano da escola Luxor de Dança do Ventre da unidade Penha. Ela dançou acompanhada pelo cantor Shaker Akiki em 5 de setembro de 2010. Prepare-se para uma grande surpresa.

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