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Violino

10 ago

O violino é um instrumento que possui quatro cordas friccionadas, formato de um violão em miniatura acompanhado por um arco de madeira com cerdas. O músico consegue extrair sons agudos, estridentes, longos, curtos ou bem suaves. Tudo depende de como o arco é colocado sobre as cordas.

Este instrumento costuma aparecer em músicas euruditas, mas no século XIX já foi incluído no mundo árabe no lugar do rababa tocado em taskins. Aqui ele recebeu também o nome de kamanja.

No Brasil, ele apareceu no final dos anos 70 e início dos anos 80 com a bailarina Sharazad, que o introduziu em suas apresentações ao vivo com sua banda.

Nas músicas árabes, o violino pode aparecer em duas formas: sozinho ou em orquestra. Quando há o solo, o som leve pede movimentos suaves e ondulações. Converse com a melodia e faça do seu corpo a extensão do violino. Dance com o corpo inteiro, mas devagar e com muita delicadeza. É um lindo som para dançar com aquela introspecção.

Quando ele aparece com a orquestra toda, os sons são mais graves e rápidos e, por isso, aproveite para fazer movimentos grandes, deslocamentos, giros e arabesques.

Ficou com vontade de praticar? Ouça os taksins abaixo e deixe-se levar pelo som deste maravilhoso instrumento de cordas.
Violinista Felix Mizrah, de Israel

Com o músico Ahmed Elhfnawi

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O alaúde

20 jul

Um dos instrumentos mais tocados em solos de taksim é o alaúde, também chamado de oud. É uma espécie primo do violão e das violas, também é de cordas e possui uma caixa de ressonância de madeira (pinho) arredondada e em forma de gota ou pêra, e um braço, em geral, curto e com trastes. As cordas são duplas e de tripa torcida. Em geral, possui cinco cordas duplas – mais graves- e uma simples – mais aguda-, porém também existem modelos de até dez cordas. Pode ser tocado com batidas, mas nas músicas de dança é dedilhado. Costuma ter muitos detalhes, em especial, padrões geométricos em torno da boca da caixa e rosetas, ou rosas, e é afinado em lá ou sol.

A palavra alaúde possivelmente tem origem da palavra persa “rud”, que significa corda, e da palavra árabe “al’ud”, madeira. Existem registros de que o alaúde já era utilizado no século VII, na Pérsia, e em diversas regiões do mundo antigo, como no Egito, Grécia, Roma e China, entre outros.

O instrumento foi introduzido na Península Ibérica na época da ocupação moura, e recebeu o nome de “laud”, na Espanha, e “laude”, em Portugal. Porém, foi muito utilizado durante o Renascimento e voltou a ficar conhecido no século XIX, quando recebeu adaptações para assumir a forma que conhecemos hoje.

Leitura musical
O som é intenso, por isso, é facilmente relacionado aos tremidinhos relaxados e lentos. Nós podemos utilizá-los para enfatizar toda a tensão que sentimos das cordas na música e combinar com ondulações.

Você pode optar por alternar entre a melodia e os tremidos diversos que conhecemos, lembrando de marcar também a intensidade e, principalmente, as pausas do taksim. Os braços ficam bem leves, afinal este é o momento de servirem de adorno ao quadril.

Quando o alaúde aparece nas músicas, quase nunca há voz de cantor e é muito difícil encontrar bailarinas que façam boas leituras de solos de alaúde. Por isso, além de dominar os movimentos, a interpretação se torna fundamental para exprimir o que o taksim te transmite enquanto dança.

Nada de sorrisos escancarados: vá para introspecção. Desperte o sentimento dentro de você, se entregue à melodia e curta cada tom tocado por este instrumento lindo. Abaixo, selecionamos uma música para você treinar. Aumente o volume, coloque seu lenço de moedas e divirta-se!

*Faixa do CD Moroccan Bellydance, de Chalf Hassan. Faixa 10- Oud Improvisation.

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