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Nadia Gamal

26 ago

Há vinte anos atrás o mundo se despediu de Nadia Gamal, eleita como representante oficial das danças árabes no mundo. O título veio do Festival Internacional de danças de Viena, em 1984. A bailarina egípcia faleceu em 1990, de um câncer. Sua estreia na dança aconteceu décadas antes e nos anos 50 e 60 já era considerada uma profissional brilhante.

Carreira
Nadia Gamal, filha de gregos e italianos, nasceu em Alexandria, em 1937, com o nome Maria Kardiadis. Ainda pequena, via sua mãe se apresentar na famosa casa Cassino Opera, de Badia Massabni. Aos poucos, começou a fazer apresentações solos de danças diversas. Dizem que sua primeira experiência oficial na dança do vetre foi em uma noite em que precisou substituir uma bailarina que ficou doente. O sucesso daí para frente andou de mãos dadas com ela.

Nos anos 60, mudou-se para o Líbano, país que considerava sua casa e não saiu de lá nem mesmo durante a guerra civil. Ela também seguiu os passos de outras colegas da dança e fez carreira no cinema em filmes como “Qalbi Yahwak” (1955), “Ahed El Hawa” (1955) e “Izzay Ansak” (1956).

Veja uma cena durante um casamento

Nadia teve aulas de balé clássico e moderno, jazz, coreografia e até piano. Passou por países como Alemanha Ocidental, Áustria, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Itália, Portugal, Suíça, Turquia, Venezuela e, claro, Líbano e Egito. Foi a primeira bailarina oriental a participar do Festival de Baalbeck, no Líbano, em 1968.

Movimentos
Assistindo suas apresentações é possível notar como ela se desloca rapidamente e ocupa todo o espaço. Além disso, sua caracterísitca mais forte é a dramaticidade, que deve ter herdado da mãe, que participava de uma companhia de teatro, e da sua experiência como atriz. Shimmies e batidas muito intensas fazem parte dos movimentos mais usados por ela.

Não é à toa que bailarinas atuais como a Saida também fazem passos tão intensos e marcados. Nadia é quase sinônimo para aquilo que conhecemos como estilo libanês. Gostou da Nadia Gamal? Então procure o livro “Great spirits: portraits of life-changing world music artists”, de Randall Grass, e leia o capítulo especial sobre ela. Outra dica super bacana é visitar este multiply, com vídeos muito legais e que não são fáceis de encontrar no Youtube.

Acesse nosso canal no youtube e assista a outra apresentação de Nadia Gamal.

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Acordeon

17 ago

O acordeon é muito famoso por ser utilizado nos tangos. Mas engana-se quem pensa que é exclusivamente da cultura argentina. Diz a lenda que um imperador chinês do século 3.000 a. C pediu a um estudante que criasse uma forma de imitar o som de um pássaro. O jovem então inventou o Cheng, instrumento com 13 a 24 palhetas de bambu que reverberavam em uma cabaça. Outros instrumentos que usavam o mesmo princípio foram elaborados no Egito e na Grécia.
O acordeon foi elaborado pelo austríaco Cyrillus Damian, em meados de 1829, mas somente 20 anos depois recebeu os teclados que conhecemos. Depois de ser difundido pela Europa por volta de 1770, principalmente nas festas nas aldeias, chegou ao Brasil no século XIX, trazido pelos imigrantes italianos. Possui as teclas, do lado direito, e botões, que podem variar entre 12 (infantis) e 140, do lado esquerdo. Porém, no chamado acordeon cromático há botões dos dois lados. No meio fica o fole, responsável por controlar a duração e outros efeitos das notas.
Na música árabe, foi introduzido na década de 40, quando recebeu uma nova afinação e passou a integrar orquestras. Você já deve ter percebido que é raro encontrar um solo de acordeon, com exceção das músicas libanesas. É o caso do libanês Alex Menakian, um dos melhores instrumentistas de acordeon, que fez inclusive interpretações de taksins. Há registros de criação e composições para o instrumento na Turquia, Israel e Armênia. Nos anos 80, este belo instrumento começou a ser substituído por efeitos Midi de órgãos imitando sua sonoridade.

Acordeon, sanfona, gaita de fole, realejo e concertina. Não consegue entender como todos podem ter sons tão diferentes? Bom, o princípio é o mesmo, o que muda é a afinação, já que na música árabe o acordeon é usado na escala maqam, diferente da escala usada no ocidente por ter os quartos (1/4) de tom. Acompanhe no vídeo a execução de um solo de acordeon. Veja como a bailarina trabalha ora o ritmo, ora a melodia do instrumento.

O acordeon é muito famoso por ser utilizado nos tangos. Mas engana-se quem pensa que é exclusivamente da cultura argentina. Diz a lenda que um imperador chinês do século 3.000 a. C pediu a um estudante que criasse uma forma de imitar o som de um pássaro. O jovem então inventou o Cheng, instrumento com 13 a 24 palhetas de bambu que reverberavam em uma cabaça. Outros instrumentos que usavam o mesmo princípio foram elaborados no Egito e na Grécia.

O acordeon foi elaborado pelo austríaco Cyrillus Damian, em meados de 1829, mas somente 20 anos depois recebeu os teclados que conhecemos. Depois de ser difundido pela Europa por volta de 1770, principalmente nas festas nas aldeias, chegou ao Brasil no século XIX, trazido pelos imigrantes italianos. Possui as teclas, do lado direito, e botões, que podem variar entre 12 (infantis) e 140, do lado esquerdo. Porém, no chamado acordeon cromático há botões dos dois lados. No meio fica o fole, responsável por controlar a duração e outros efeitos das notas.

Na música árabe, foi introduzido na década de 40, quando recebeu uma nova afinação e passou a integrar orquestras. Você já deve ter percebido que é raro encontrar um solo de acordeon, com exceção das músicas libanesas. É o caso do libanês Alex Menakian, um dos melhores instrumentistas de acordeon, que fez inclusive interpretações de taksins. Há registros de criação e composições para o instrumento na Turquia, Israel e Armênia. Nos anos 80, este belo instrumento começou a ser substituído por efeitos Midi de órgãos imitando sua sonoridade.

Acordeon, sanfona, gaita de fole, realejo e concertina. Não consegue entender como todos podem ter sons tão diferentes? Bom, o princípio é o mesmo, o que muda é a afinação, já que na música árabe o acordeon é usado na escala maqam, diferente da escala usada no ocidente por ter os quartos (1/4) de tom. Acompanhe no vídeo a execução de um solo de acordeon. Veja como a bailarina trabalha ora o ritmo, ora a melodia do instrumento.


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