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Samira Hayek

14 out

A venezuelana Samira Hayek nasceu em uma família tradicional libanesa, mas iniciou seus estudos no balé clássico quando tinha apenas seis anos. Na adolescência descobriu a dança do ventre e treinou durante cinco anos com Julio Campos (Zekha), mestre angolano.

A partir daqui, Samira não parou mais. Teve aulas com os argentinos Amir Thaleb – que a influenciou a dançar jazz como um complemento na sua formação-, Saida, Maiada e Sarat, com a americana Bozenka e o egípcio Mohamed El Sayed.

Sua carreira deslanchou. Foi escolhida para participar do primeiro balé de Danças Árabes da Venezuela “Amali” no qual ela representou a Argentina por todo o ano de 2006. Ótimo período para treinar com Oracio e Beata Cifuentes,da Colombia e Canadá respectivamente. Estava na hora de ir para o Egito. Lá, Samira estudou com Raqia Hassan, Dr. Mo Guedawi, Momo Kadous, Mona El Said, Randa Kamel, Munique Neith, Soraya Zaied, Amara (Brasil), Khamis Khenshes (Egito) e Abdel Fattah Naeem (Egito).

Em 2008, criou com sua amiga Gloria Hashad o Balé Nacional de Danças Árabes Aswan, companhia para transmitir seus conhecimentos da dança do ventre por dentro e fora da Venezuela.  Depois de um ano, lá estava a sua companhia no festival egípcio Ahlan Wa Sahlan no qual levaram o terceiro lugar do pódium.

Assista a uma apresentação do grupo de Samira Hayek

Esta conquista foi reconhecida pelo embaixador do Egito na Venezuela, Alí Salah Mourad e também pela La Tele, rede de televisão que abriu uma temporada fixa para mostrar o trabalho do grupo de Samira.

Foi difícil encontrar algum vídeo com ótima qualidade de imagem e som, mas selecionamos um no qual ela dança um folclore. Comum às bailarinas da América do Sul, Samira Hayek tem um estilo que mistura dança do ventre e jazz.

Deslocamentos grandiosos estão presentes nas apresentações bem como arabesques e trabalhos de braços. Marcações fortes aparecem entre as ondulações suaves que a venezuelana faz questão de mostrar sua descedência libanesa.

Quer saber mais sobre esta bailarina? Acesse o blog profissional dela, em espanhol.

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Nadia Gamal

26 ago

Há vinte anos atrás o mundo se despediu de Nadia Gamal, eleita como representante oficial das danças árabes no mundo. O título veio do Festival Internacional de danças de Viena, em 1984. A bailarina egípcia faleceu em 1990, de um câncer. Sua estreia na dança aconteceu décadas antes e nos anos 50 e 60 já era considerada uma profissional brilhante.

Carreira
Nadia Gamal, filha de gregos e italianos, nasceu em Alexandria, em 1937, com o nome Maria Kardiadis. Ainda pequena, via sua mãe se apresentar na famosa casa Cassino Opera, de Badia Massabni. Aos poucos, começou a fazer apresentações solos de danças diversas. Dizem que sua primeira experiência oficial na dança do vetre foi em uma noite em que precisou substituir uma bailarina que ficou doente. O sucesso daí para frente andou de mãos dadas com ela.

Nos anos 60, mudou-se para o Líbano, país que considerava sua casa e não saiu de lá nem mesmo durante a guerra civil. Ela também seguiu os passos de outras colegas da dança e fez carreira no cinema em filmes como “Qalbi Yahwak” (1955), “Ahed El Hawa” (1955) e “Izzay Ansak” (1956).

Veja uma cena durante um casamento

Nadia teve aulas de balé clássico e moderno, jazz, coreografia e até piano. Passou por países como Alemanha Ocidental, Áustria, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Itália, Portugal, Suíça, Turquia, Venezuela e, claro, Líbano e Egito. Foi a primeira bailarina oriental a participar do Festival de Baalbeck, no Líbano, em 1968.

Movimentos
Assistindo suas apresentações é possível notar como ela se desloca rapidamente e ocupa todo o espaço. Além disso, sua caracterísitca mais forte é a dramaticidade, que deve ter herdado da mãe, que participava de uma companhia de teatro, e da sua experiência como atriz. Shimmies e batidas muito intensas fazem parte dos movimentos mais usados por ela.

Não é à toa que bailarinas atuais como a Saida também fazem passos tão intensos e marcados. Nadia é quase sinônimo para aquilo que conhecemos como estilo libanês. Gostou da Nadia Gamal? Então procure o livro “Great spirits: portraits of life-changing world music artists”, de Randall Grass, e leia o capítulo especial sobre ela. Outra dica super bacana é visitar este multiply, com vídeos muito legais e que não são fáceis de encontrar no Youtube.

Acesse nosso canal no youtube e assista a outra apresentação de Nadia Gamal.

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