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Teclado

12 out

Da família dos instrumentos de teclas, o teclado apareceu somente em meados dos anos 60, apesar do cravo, do órgão e do piano já existirem há muitos séculos. Este instrumento eletrônico é capacitado para executar ritmo e melodia, mas isso você já sabe.

Foi elaborado por Robert Moog, da empresa Moog Music Inc., em 1955. Assim como os primeiros computadores, eram enormes e podiam ocupar uma parede de 2mX5m inteira. Isso porque já nesta época precisavam de estrutura para imitar sons de animais, outros instrumentos e simular sons de máquinas. Não é à toa que precisavam ser operados por técnicos especializados.

Atualmente, têm de 59 a 61 teclas, de acordo com a marca. Existem quatro tipos de teclados, sendo que os sintetizadores são os mais utilizados, por oferecerem a capacidade de editar sons para a criação de novos timbres. A maioria deles oferece o acompanhamento automático, em que você programa um estilo musical como rock, samba, jazz, pop e outros. Os chamados workstations também permitem editar sons e compor arranjos. Por sua vez, os pianos digitais são muito semelhantes ao piano tradicional, porém com diferentes timbres. Os controladores, por fim, controlam outros instrumentos por meios digitais. Com tanta tecnologia, bateria, baixo, guitarra, trompete, trombone e outros instrumentos foram facilmente substituídos pela imitação do teclado. É bastante utilizado principalmente para imitar o som do acordeão.

Na dança do ventre, não é possível precisar ao certo quando o teclado começou a ser usado nas músicas e orquestras. Porém, é possível estimar a partir da sua data de origem, entre em meados da década de 60 e 70. Um dos tecladistas mais famosos no mundo da dança é o famoso maestro Mario Kirlis, que costuma acompanhar a bailarina Saida com sua orquestra. Na sua banda, Tony Hallak também asssume as teclas brancas e pretas quando necessário, além de ser responsável pelo kanoon. Outro nome conhecido neste meio é o brasileiro Marcos Strapazon. Atualmente no Oriental Beat, já tocou com a orquestra de Mario Kirlis e com Shaker Akiki, cantor libanês. Na famosa banda do cantor internacionalmente conhecido Tony Mouzayek, o responsável por este instrumento é Mohamad Azra.

Agora que já sabemos como é a estrutura de um taqsim, que tal estudá-lo especificamente no caso do teclado? Para isso, selecionamos um vídeo da bailarina Saida junto com o maestro Mario Kirlis, gravado no II WorkShop Internacional (2009), em Valencia,  organizado pela Escuela de Danzas Árabes Nayat. Note como ela acompanha o som do instrumento com o corpo, emendando passos ondulados. Repare também como o músico toca e nas variações de velocidade e tons obtidos com o teclado. Por fim, não deixe de notar os outros instrumentistas que acompanham a música, como é o caso de Matias Hazrum, no derbake. Veja a nossa lista de posts sobre instrumentos e divirta-se!

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Videoteca: Taqsim (Nagwa Fouad e Lulu Sabongi)

1 out
A videoteca desta semana está mais do que especial. Selecionamos um tema importantíssimo para estudar, o taqsim. Além disso, daremos referências aos diversos outros conteúdos que já exploramos em posts antigos. Prepare-se para muita informação!

O taqsim (taksim) é uma improvisação melódica, um solo de um instrumento durante uma música. Pode ser acompanhado de um ritmo de base, a exemplo do Wahda wa noss e Chiftetelli. Pode ter ou não métrica e aparece em composições árabes, turcas, gregas e de países do Oriente Médio.

Nestes trechos, a bailarina precisa acompanhar com extrema perfeição o som do instrumento, transmitindo pelo seu corpo as variações de velocidade, tensão e  notas. Por isso, é preciso conhecer em detalhes a música e é fundamental ter muita sintonia com o músico, caso a apresentação seja ao vivo. Evite marcar o ritmo e priorize a melodia, com toda a sinuosidade e leveza.

Muitas pessoas consideram o taqsim uma conexão com o mundo espiritual. É um momento introspectivo. Quando bem feito é um dos pontos mais altos de uma apresentação.

Para ilustrar este tema, selecionamos um vídeo da lindíssima Nagwa Fouad, que já apareceu em uma biografia do Cadernos, no qual ela explora o taqsim em acordeão, tabla e kanoon.

Existem solos de taqsim dos mais diversos instrumentos, como o de violino, kanoon, alaúde, acordeão, nay, rababa, teclado e assim vai. Cada instrumento exige um tipo de movimento diferente. Por exemplo, o violino pede ondulações e, dependendo da extensão da nota, tremidinhos suaves. Já o kanoon exige um pouco mais dos tremidos, em especial quando combinados com outros passos. De qualquer forma, lembre-se de ficar centrada entre os públicos e de explorar movimentos com muita técnica e pouco deslocamento.

Por fim, fica uma dica bem interessante para quem quer aprender mais sobre o tema. O volume VI da série “A Arte da Dança do Ventre”, da Lulu Sabongi, é exclusivamente sobre a construção de um taqsim. No vídeo abaixo, Lulu fala especialmente dos tremidos em trechos de taqsim. Concentre-se, prepare o corpo e a cabeça para estudar bastante e comece a treinar!


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Acordeon

17 ago

O acordeon é muito famoso por ser utilizado nos tangos. Mas engana-se quem pensa que é exclusivamente da cultura argentina. Diz a lenda que um imperador chinês do século 3.000 a. C pediu a um estudante que criasse uma forma de imitar o som de um pássaro. O jovem então inventou o Cheng, instrumento com 13 a 24 palhetas de bambu que reverberavam em uma cabaça. Outros instrumentos que usavam o mesmo princípio foram elaborados no Egito e na Grécia.
O acordeon foi elaborado pelo austríaco Cyrillus Damian, em meados de 1829, mas somente 20 anos depois recebeu os teclados que conhecemos. Depois de ser difundido pela Europa por volta de 1770, principalmente nas festas nas aldeias, chegou ao Brasil no século XIX, trazido pelos imigrantes italianos. Possui as teclas, do lado direito, e botões, que podem variar entre 12 (infantis) e 140, do lado esquerdo. Porém, no chamado acordeon cromático há botões dos dois lados. No meio fica o fole, responsável por controlar a duração e outros efeitos das notas.
Na música árabe, foi introduzido na década de 40, quando recebeu uma nova afinação e passou a integrar orquestras. Você já deve ter percebido que é raro encontrar um solo de acordeon, com exceção das músicas libanesas. É o caso do libanês Alex Menakian, um dos melhores instrumentistas de acordeon, que fez inclusive interpretações de taksins. Há registros de criação e composições para o instrumento na Turquia, Israel e Armênia. Nos anos 80, este belo instrumento começou a ser substituído por efeitos Midi de órgãos imitando sua sonoridade.

Acordeon, sanfona, gaita de fole, realejo e concertina. Não consegue entender como todos podem ter sons tão diferentes? Bom, o princípio é o mesmo, o que muda é a afinação, já que na música árabe o acordeon é usado na escala maqam, diferente da escala usada no ocidente por ter os quartos (1/4) de tom. Acompanhe no vídeo a execução de um solo de acordeon. Veja como a bailarina trabalha ora o ritmo, ora a melodia do instrumento.

O acordeon é muito famoso por ser utilizado nos tangos. Mas engana-se quem pensa que é exclusivamente da cultura argentina. Diz a lenda que um imperador chinês do século 3.000 a. C pediu a um estudante que criasse uma forma de imitar o som de um pássaro. O jovem então inventou o Cheng, instrumento com 13 a 24 palhetas de bambu que reverberavam em uma cabaça. Outros instrumentos que usavam o mesmo princípio foram elaborados no Egito e na Grécia.

O acordeon foi elaborado pelo austríaco Cyrillus Damian, em meados de 1829, mas somente 20 anos depois recebeu os teclados que conhecemos. Depois de ser difundido pela Europa por volta de 1770, principalmente nas festas nas aldeias, chegou ao Brasil no século XIX, trazido pelos imigrantes italianos. Possui as teclas, do lado direito, e botões, que podem variar entre 12 (infantis) e 140, do lado esquerdo. Porém, no chamado acordeon cromático há botões dos dois lados. No meio fica o fole, responsável por controlar a duração e outros efeitos das notas.

Na música árabe, foi introduzido na década de 40, quando recebeu uma nova afinação e passou a integrar orquestras. Você já deve ter percebido que é raro encontrar um solo de acordeon, com exceção das músicas libanesas. É o caso do libanês Alex Menakian, um dos melhores instrumentistas de acordeon, que fez inclusive interpretações de taksins. Há registros de criação e composições para o instrumento na Turquia, Israel e Armênia. Nos anos 80, este belo instrumento começou a ser substituído por efeitos Midi de órgãos imitando sua sonoridade.

Acordeon, sanfona, gaita de fole, realejo e concertina. Não consegue entender como todos podem ter sons tão diferentes? Bom, o princípio é o mesmo, o que muda é a afinação, já que na música árabe o acordeon é usado na escala maqam, diferente da escala usada no ocidente por ter os quartos (1/4) de tom. Acompanhe no vídeo a execução de um solo de acordeon. Veja como a bailarina trabalha ora o ritmo, ora a melodia do instrumento.


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Mijwiz
Kanoon
Alaúde
Derbake, tabla ou doumbek
Rababa
Mizmar
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