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Karachi

20 set
Lembram-se do ritmo Ayub, marcado pela repetição do DUM KA DUM KA DUM? E do Malfuf, DUM TAKA TAKA DUM TAKA TAKA, muito usado com deslocamentos pelas bailarinas de dança do ventre? Para entender o Karachi você precisa ter bem claro estes outros ritmos, pois o Karachi é muito semelhante a eles, apesar de ter suas particularidades.

Composição
Como um ritmo 2/4, é ágil possui uma frase musical curta. Assim como outros, exemplo do Ayub, marca com intensidade uma batida diferente do tradicional DUM. Pode-se dizer que o Karachi é, de forma bem simplificada, uma versão do Ayub inversa. Compare e entenda o por quê:

Ayub DUM KA DUM KA DUM
Karachi TA KA TA DUM (existe também em uma variação com dois KAs seguidos)

Características
Se você esteve atenta aos nossos últimos estudos, vai perceber que este ritmo é muito parecido com o Malfuf, representado pelo DUM TAKA TAKA. Repare que, apesar da semelhança, há uma diferença fundamental, além do toque espaçado dos TAs e KAs. Este ritmo começa com um TA, batida um pouco mais aguda e não com um DUM.

Esta pequena célula musical indica, por exemplo, que o Karachi não é um ritmo egípcio, apesar de ser utilizado amplamente na região. O músico Hossam Ramzy explica o motivo: é muito incomum encontrar ritmos da região que começam com TA e que esta partícula ganhe tanta força quanto um DUM.

Como treinar
Já está ficando fácil, não? Pois é, a ideia permanece a mesma dos outros ritmos. Pegue seus snujs, escolha um bom CD e mãos à obra. Mas desta vez não esqueça de começar pelo TA que, em geral, é tocado na mesma mão do DUM. O resto você já sabe…DUMs para um lado, KAs para o outro. Ou então marque os DUMs com ambas as mãos. Veja no vídeo abaixo uma apresentação instrutiva curtinha, porém muito bonita, com o ritmo da semana como base.

Dicas de passos
Karachi é o nome de uma cidade do Paquistão e, traduzida, a palavra significa “rolar”. Combine isso com seus conhecimentos sobre a velocidade deste ritmo e pronto! Você logo perceberá que deve abusar dos deslocamentos quando reconhecê-lo em uma música. Aliás, assim como o Malfuf, também é amplamente usado em aberturas e finalizações.

Faixa do CD Rhythms of The Nile 1, de Hossam Ramzy.

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Bolero

5 jul

O bolero tem origem espanhola e é considerado um ritmo muito romântico e é tido como uma rumba mais lenta. Casais apaixonados costumam se entregar ao amor no meio de uma música que desperta os mais belos sentimentos. Na dança do ventre, foram as argentinas quem incorporaram o bolero. Geralmente este ritmo aparece em partes lentas da música ou até mesmo como base de um taksim.

Composição
Rumba tem composição 2/4 e fica Dum tákátá Ká Tá Ká Dum ká. Já o bolero tem base 4/4, com apenas um DUM, dois TAKA e um TA. Sua composição fica assim: Dum kákáTá kákáTákáTákáDum Ká.

Características
É um ritmo lento que exige da bailarina muita expressividade. Costuma aparecer em músicas clássicas, mas é possível encontrá-lo na mais modernas. Pode ser dançado em casal, com um mix com dança de salão ou solo com alguns passos de jazz misturados aos da dança do ventre.


Como treinar

Não é comum a bailarina tocar este ritmo enquanto dança. Na verdade, ela deve tocar com o corpo e sua expressividade, deixando os snujs para os músicos. Mas se quiser treinar, basta deixar o DUM  na mão direita, ou com as duas mãos para marcar bem, e alternar as mãos entre o TA e o KA. Preste atenção ao tocar o TA. Ele não deve soar como o DUM. Tem que bater de uma maneira diferente para diferenciar o DUM do TA.

Dicas de passos
Deslocamentos, véus, giros e arabesques são perfeitos para quem quer dançar o bolero. Sem contar alguns toques árabes e oscilação corporal acompanhando o ritmo. Se quiser marcar alguma parte do ritmo, fique à vontade, mas o que vale mesmo é a expressão. Deixe a música tomar conta de você.

Escolhemos o Bolero do compositor e músico Mario Kirlis para ser a trilha sonora deste post. A música encontra-se no Cd “Sol Naciente – Mario Kirlis con Amir Thaleb” (2001)

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Malfuf
Ayub
Baladi
Said

O Baladi

14 jun

É um dos ritmos mais executados no Egito e no Líbano, assim como o Said. Possui marcações fortes e retoma a cultura popular, as origens familiares e o significado da terra natal. A própira palavra baladi, traduzida, significa “minha terra”. Desta forma, também representa aquilo que é simples, comum, do dia a dia. Também é conhecido como beledi ou balady.

Composição
Assim como o Said, possui compasso 4/4. Derivado do Maksoum, que tem um DUM a menos na chamada forma anotada ou cifrada. Isso por que é comum que o Maksoum também seja executado com dois DUMs. Assim, a frase fica desta forma:

DUM DUM TAKATA DUM TAKATA

Características
Com esta marcação dupla no início da frase (DUM DUM), o ritmo precisa ser tocado de forma mais lenta, apesar de existir com outras variações, a exemplo do Masmoudi Saghir. Não confunda com o Masmoudi, que é um ritmo de oito tempos. É utilizado em músicas modernas, clássicas, em derbakes e também na dança folclórica homônima. É comum ser tocado em músicas com trechos de taksim (solos intrumentais) e cantadas.

Como treinar
Comece a tocar os snjus pela frase simples: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA. Quando conseguir agilidade, coloque um TAKA no final, para fazer a emenda com o início do ritmo novamente: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA TAKA DUM DUM TAKATA DUM TAKATA. Treine o ritmo puro, com a ajuda de um CD (ouça a faixa selecionada abaixo), e depois tente encontrá-lo nas músicas. Repare que nem sempre ele aparecerá da forma simples e poderá receber variações e ficar floreado.

Dicas de passos
Como é um ritmo muito forte, os acentos (DUMs) precisam ser bem marcados na dança com básicos egípcios, deslocamentos e batidas de quadril. Atenção: na sua versão folclórica e tradicional da dança baladi, não há passos influenciados pelo balé e pelo jazz, afinal retoma aspectos tradicionais da cultura. Neste caso, é sempre dançado com o pé no chão e com roupas mais simples, nunca com o conjunto saia-cinturão-top.

Em outras músicas em que o ritmo apareça, não valem estas características. O percussionista Hossam Ramzy, em um texto sobre o Baladi, no seu site, afirma que “Se você me perguntar quem é a melhor dançarina de Baladi em todo o Egito hoje, a resposta é simplesmente LUCY”. (tradução livre)

Lembre-se: Você pode tocar os DUMs, TAKs e TAs com a sua mão principal (varia para destros ou canhotos) e os e KAs com a outra. Ou então marcar os DUMs com as duas mãos, enfatizando que são mais fortes.

*Faixa do CD Ritmos Arabens Volumen 1, Mario Kirlis.

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