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Jabelee

22 nov

Ritmo folclórico e original das montanhas do Líbano. É muito usado nos países de origem árabe, especialmente em festividades, dado que é um ritmo bem alegre. Também é muito comum encontrá-lo em rodas de Dabke. O jabalee, ou soudasi, também é conhecido como uma variante do Said.

 
Composição
A forma escrita do jabalee, que é um ritmo 4/4,  é grafada desta forma:

DUM DUM DUM TA DUM

Com a emenda, fica assim:

DUM DUM DUM TA DUM TAKA KATA DUM DUM DUM TA DUM

 
Características
É tocado por um grupo de pessoas que habitam as montanhas, conhecidas pelo mesmo nome do ritmo, em festividades regionais. Nestas músicas, há muitos instrumentos de sopro e percussão, para marcar bem o ritmo. Diz-se que um deles é uma espécie de bumbo, também usado nas danças gaúchas.

 

 

Como treinar
Este é um ritmo mais simples de tocar, pois é formado por muitos DUMS. Comece a tocar os snjus pela frase simples. Quando conseguir agilidade, coloque a emenda e treine a sequência. Treine o ritmo puro, com a ajuda de um CD.


Dicas de passos
Saiba que os passinhos usados com este ritmo estão muito mais próximos do folclore, em especial, do próprio dabke. Por isso, força nas pernas para fazer as sequências de batidas de pé, entre outros. Se souber alguns passos específicos além destes, deixe aqui nos comentários e complementamos o texto citado a fonte.

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Ansuya

19 ago

Esta americana, nascida na Califórnia, é conhecida como mestra da improvisação, interpretação, leitura musical, dos snujs e das roupas maravilhosas.

Filha da bailarina Jenaeni, bailarina famosíssima na década de 60, Ansuya  já brilhava desde os quatro anos nas apresentações anuais de sua mãe. Mas a influência na sua dança também teve participação do seu pai indiano. Por causa dele, acrescentou um certo misticismo em suas apresentações, alguns acessórios indianos na sua roupa e de certa forma o seu quadril mexe com algumas técnicas desta dança.

Sua fama não para por aí. Além de ter sido modelo no Japão por algum tempo, ela treinou com atrizes famosas, já interpretou uma personagem na soap opera “Days of our Lives” e participou de seriados em Hollywood como “The Nanny”, “Vip” e “Jack and Jill”.

Ela também dançou durante o show de Jim Jay e ficou conhecida quando apareceu em comerciais do canal Fox e da marca Toshiba. Mas vamos voltar à sua dança.

Movimentos fortes e grandes, sensuais e bem inovadores marcam presença quando Ansuya se apresenta. Básico egípcio, tremidinhos com o peito e altos cambrês são uns dos passos que ela mais executa.

Ansuya gosta de muitos giros, mexer o cabelo enorme e também tocar snujs.  Veja nosso post sobre os snujs, é claro que a usamos como modelo. Aliás, ela  lançou alguns dvds instrutivos que ensinam a tocá-los.

Suas músicas geralmente são modernas, com toque ocidentais, como rappers americanos cantando ao ritmo árabe.

Suas roupas costumam ser de duas peças, com um cinturão para lá de carregado de moedas e a saia possui diversas pontas que causam um efeito lindo quando gira.

Ansuya gosta de acessórios, por isso, colares, brincos, faixa na cabeça são sempre usados em sua dança.

Ela viaja mundo a fora ministrando workshops e seminários e já ganhou IAMED como bailarina do ano, o mesmo prêmio da Jillina, e três vezes o Globo de ouro da dança do ventre. Fez parte do grupo Bellydance Superstars, no qual dançava como solista e participava da montagem de coreografias.

Separamos um vídeo no qual ela dança um poderoso derbake. Assista

Caso queira ver ela com seus inseperáveis snujs, acesse nosso canal no youtube.

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Fifi Abdo, a menina baladi

1 jul

Ela ainda era uma criança quando assistia aos filmes estrelados pelas bailarinas e atrizes Samia Gamal, Naima Akef e Tahia Carioca. A egípcia Atiyat Abdul Fattah Ibrahim ficou conhecida pelo nome de Fifi Abdo. De família humilde, tentou entrar em grupos folclóricos de dança aos doze anos. Conseguiu se profissionalizar ao ser descoberta por um músico enquanto trabalhava como empregada doméstica. Sua carreira na dança foi meteórica, aos vinte anos já dançava em cerimônias como casamentos e, em 1976, já estava no cinema.

Sua fama se consagrou com o filme “Uma mulher não é suficiente” (1989). Depois, também participou de peças de teatro e novelas. Considerada uma das três grandes bailarinas (junto com Lucy e Dina) do Egito, onde é conhecida como “Menina Baladi”. Foi sua a inciativa de organizar um sindicato para garantir e reivindicar os diretos das bailarinas.

Em entrevistas, ela afirma que não fez aulas de dança e que é autodidata, acompanhando filmes e apresentações de outras bailarinas. Por isso, seu estilo é bem informal e improvisado. Costuma fazer shimis, principalmente nos momentos de taksim com alaúdes. Faz muitos oitos, ovinhos e redondos, bem como pivôs seguidos de básicos egípcios. Os deslocamentos e giros são simples. Adora fazer brincadeirinhas, dar tapinhas com as mãos no quadril ou na cabeça e movimentar a saia ou véu com as mãos.

No vídeo acima, ela se apresenta com véu e snujs e a música passa por diversas variações de ritmos, inclusive por um trecho de taksim. É polêmica, alguns consideram sua dança vulgar e até mesmo pobre em técnica. Digam o que for, dá para notar que a dança dela é alia carisma e interpretação à técnica. Esta é uma lição que deve ser levada em conta por nós, alunas. Não basta ter uma técnica apurada, mas devemos conciliar também na nossa dança a alma, o sentimento.

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