Tag Archives: Sasha Holtz

Videoteca: Percussão (4 bailarinas e 1 música)

11 mar

O carnaval já passou mas o batuque ainda está por aí…por isso, selecionamos este vídeo da casa de chá Khan El Khalili para estudarmos percussão.

A primeira bailarina que vemos é a Sasha Holtz, que já apareceu aqui no blog algumas vezes.  Seus tremidinhos e movimentos são bem contidos e sua dança se concentra no centro da sala.

Quando ela sai, entra Juli com movimentos bem maiores. Ela brinca com caras e bocas e até segura a saia para deixar a dança mais graciosa.

Em seguida, entra Nesrine. Ela brinca com mais deslocamentos.

Aysha entra com movimentos mais ondulatórios.  Seus passos também são grandes, maiores até que os da Juli.

Por que escolhemos justamente este vídeo? Para apontar as possibilidades de se dançar um derbake. São quatro bailarinas com personalidades diferentes que dançam uma mesma música.

Vemos características comuns como predominância de movimentos no quadril. Somente Nesrine usa o peitoral com um pouco mais destaque.  Outra ponto importante para ressaltar é que todas usaram os quatro lados da sala para se apresentar. Isto é muito importante: temos que dar atenção ao público.

Além disso, podemos conferir os modelitos das roupas, um mais lindo que o outro.

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Deu samba! Dança do ventre brasileirinha

2 mar

No vídeo acima vemos a bailarina Samra iniciando a sua apresentação com véu. Tudo parece normal. Passos clássicos, roupa típica de dança do ventre e tal. Mas se você assistir até o fim vai notar um toque brasileiro aí: o samba.

Hoje vamos falar da mistura do samba com a dança do ventre. O samba é um ritmo brasileiro nascido no Rio de Janeiro, mas “samba” tem origem árabe.

Acreditam? Por aqui já dá até para prever a fusão entre dança do ventre e samba antes mesmo de pensar na própria dança.

O samba sempre recebeu e aceitou influências de outros lugares. Hoje em dia é praticamente impossível encontrar o samba puro.

Os mais conhecidos são gafieira (misturado com ritmo latino e norte-americano dançado em cabarés) e de choro (variante que mistura a voz com batuque).

É com o samba de choro que podemos enxergar a fusão com a dança do ventre. Na maioria das apresentações, o samba aparece misturado ao som do derbake.

O batuque, típico do samba, mistura-se aos DUM e TAKA deste instrumento de tal forma que se não prestarmos atenção, nem percebemos a fusão. Na videoteca com a Amara, já notamos como o samba pode aparecer. A bailarina Mahira Hassan também brinca com a fusão.

Os passos podem variar e muito. As bailarinas até sambam de verdade ou misturam o movimento “maroto” na meia ponta com tremidinho tirando um pé de cada vez do chão.

Isto deve ser feito de uma forma um tanto exagerada para que o movimento seja confundido com o sambar. Os braços costumam ficar na posição básica (abertos na altura do umbigo) e a barriga à mostra.
Esta bailarina ousou em sambar com uma espada na cabeça.

A música mais escolhida para dançar esta fusão é “Brasileirinho”, choro composto em 1947 por Waldir Azevedo, mas é comum vermos batidas típicas das escolas de samba misturadas ao derbake.

Já que estamos em clima de carnaval por que não tentar mesclar o samba com dança do ventre? Para encerrar este post, escolhemos o vídeo da bailarina Sasha Holtz.

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Balé e dança do ventre

22 dez

Engana-se quem pensa que a fusão entre o balé e a dança do ventre é algo novo. Estima-se que as primeiras adaptações da dança clássica ao mundo árabe surgiram na década de 30.

Além disso, é só pensar na meia ponta, nos giros e alguns deslocamentos que percebemos semelhanças entre essas duas modalidades.

Mas quem influenciou quem? Foram as russas as responsáveis pela entrada do balé na dança do ventre enquanto viajavam pelo oriente médio. As bailarinas orientais ficaram impressionadas com a postura e leveza que resolveram adaptar algumas coisas.

Com o passar do tempo, a fusão foi aumentando e hoje vemos bailarinas como a Sabah (em breve aqui no Cadernos) que sobem na sapatilha de ponta durante apresentações de dança do ventre.

Existem claras diferenças no aprendizado dessas duas danças. Geralmente se aprende o balé ainda criança. Desde cedo, corrige a postura e até mesmo a pisada do pé.

Muita disciplina é exigida da bailarina e a briga pela magreza costuma imperar em muitos estúdios de dança. Já na dança do ventre, o interesse costuma aparecer mais tarde, na adolescência ou até mesmo quando a mulher chega à fase adulta.

A busca da autoestima, uma maneira de perder a timidez e até mesmo resgatar a feminilidade são as razões mais comuns para a procura pela dança do ventre. Mas esta não é a principal diferença e sim na postura. No balé, o corpo é um bloco só.

Estrutura rígida entre quadril, coluna e peito. Já na dança do ventre, a dissociação corporal é fundamental. Talvez esta seja a razão que muitas mulheres acreditam ser impossível juntar balé com dança do ventre. Mas como dito no início do post, podemos “pegar” alguns macetes do balé.

Se você não tem a formação nesta área, não ouse usando sapatilhas de pontas que você pode se machucar. O vídeo da bailarina Sasha Holts mostra como o balé pode aparecer fundido à dança do ventre sem causar danos à sua coluna.

Gostou da fusão? Quem tiver mais informações ou vídeos sobre este tema, deixe aqui nos comentários.

obs: Este post teve a participação do blog: dos passos da bailarina

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