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Sabah

3 fev

Ao contrário de muitas bailarinas consagradas, Sabah começou seus estudos de dança com o balé ainda adolescente. Foi aceita em diversas escolas importantes nos Estados Unidos dentro desta modalidade e participou de muitas companhias de balé como bailarina principal.

Quando ela foi para a universidade da Columbia para expandir seus conhecimentos na dança, ela conheceu a dança do ventre. A paixão foi imediata e não demorou muito para que ela viajasse para o Egito e tivesse aulas com Raqia Hassan, Aida Nour e Mahmoud Reda.

Sabah resolveu ficar por lá e cursar na Universidade Americana do Cairo onde participou de festivais de dança do ventre.  Foi neste período que ela conheceu Hallah Moustafa e começou a mesclar balé com dança do ventre (veja a fusão destas duas artes aqui). A fusão deu certo para esta bailarina que ganhou notariedade e passou a se apresentar em locais das grandes mestras como os cruzeiros pelo rio Nilo.

Em 2006, Sabah entrou para o grupo The Bellydance Superstars. Atualmente, ela é uma das principais coreógrafas e o nome mais lembrado quando falamos a respeito da fusão balé com dança do ventre. Sua fama se espalhou pelos cinco continentes e ela já viajou para China, Inglaterra, Bélgica e Marrocos ministrando workshops.

Veja a apresentação dela em Toquio.

Suas roupas costumam ter bastante brilho e não são tão compridas, já que geralmente seus solos são com as famosas sapatilhas de pontas. Seus cabelos aparecem encaracolados e semi-presos dando destaque ao rosto e ao sorriso sempre presente. Seus movimentos são delicados como uma bailarina de balé, mesmo quando os passos são da dança do ventre. Ela usa muito os braços e ondulações grandes. Arabesques, giros e chassés são sua marca principal.

Para finalizar este post, assista ao vídeo dela dançando em Shangai a música Yearning, de Raul Ferrando.

Veja + Bailarinas aqui

Balé e dança do ventre

22 dez

Engana-se quem pensa que a fusão entre o balé e a dança do ventre é algo novo. Estima-se que as primeiras adaptações da dança clássica ao mundo árabe surgiram na década de 30.

Além disso, é só pensar na meia ponta, nos giros e alguns deslocamentos que percebemos semelhanças entre essas duas modalidades.

Mas quem influenciou quem? Foram as russas as responsáveis pela entrada do balé na dança do ventre enquanto viajavam pelo oriente médio. As bailarinas orientais ficaram impressionadas com a postura e leveza que resolveram adaptar algumas coisas.

Com o passar do tempo, a fusão foi aumentando e hoje vemos bailarinas como a Sabah (em breve aqui no Cadernos) que sobem na sapatilha de ponta durante apresentações de dança do ventre.

Existem claras diferenças no aprendizado dessas duas danças. Geralmente se aprende o balé ainda criança. Desde cedo, corrige a postura e até mesmo a pisada do pé.

Muita disciplina é exigida da bailarina e a briga pela magreza costuma imperar em muitos estúdios de dança. Já na dança do ventre, o interesse costuma aparecer mais tarde, na adolescência ou até mesmo quando a mulher chega à fase adulta.

A busca da autoestima, uma maneira de perder a timidez e até mesmo resgatar a feminilidade são as razões mais comuns para a procura pela dança do ventre. Mas esta não é a principal diferença e sim na postura. No balé, o corpo é um bloco só.

Estrutura rígida entre quadril, coluna e peito. Já na dança do ventre, a dissociação corporal é fundamental. Talvez esta seja a razão que muitas mulheres acreditam ser impossível juntar balé com dança do ventre. Mas como dito no início do post, podemos “pegar” alguns macetes do balé.

Se você não tem a formação nesta área, não ouse usando sapatilhas de pontas que você pode se machucar. O vídeo da bailarina Sasha Holts mostra como o balé pode aparecer fundido à dança do ventre sem causar danos à sua coluna.

Gostou da fusão? Quem tiver mais informações ou vídeos sobre este tema, deixe aqui nos comentários.

obs: Este post teve a participação do blog: dos passos da bailarina

Veja + Fusões aqui

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