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Evento: Curso de derbake

29 jan

Meninas, já falamos aqui sobre o instrumento, a experiência de tocá-lo até mesmo apresentamos em uma Videoteca com a percussionista Raquy Dazinger. Pois bem, se você tem interesse em tocar este instrumento, este curso pode ser muito bacana.

Você aprenderá um pouco mais sobre o derbake e sua história no Brasil. Conhecerá as formas corretas de fazer os toques básicos, afinal, não basta bater no derbake e como fazer transições. Além disso, vai ter noções de tempo, compasso e, fundamental, postura para tocar. O material didático inclui gravações em MP3 para estudo dos ritmos soudi, baladi, ayub, saidi, masmoudi, laff, rush e floreados. Quem concluir o curso que se inicia em 12/02 terá um certificado. Corram, pois as turmas terão no máximo 10 alunos.

Com quem? Ruka
Quando? de fevereiro a julho, de quinze em quinze dias, aos sábados. Das 13h30 às 15h ou das 15h às 16h30.
Onde? Shiva Nataraj – Rua Bom Sucesso n. 1119 – Tatuapé
Quanto? R$ 150,00 (mensal) ou R$130,00 (promocional para alunos do curso técnico da escola)
Mais informações:11) 2296-8969 ou 2295-7892

Chiftetelli

9 ago

A palavra Chiftetelli (ciftitelli, chiftetelli, chifatelli, chifftatelli, chifititelli, tsifteteli ou shiftaatellii) tem diversos significados. Na Grécia, por exemplo, Tsiftetelli (Tschifftitilli) é usado para referir-se à dança do ventre em geral, ao bellydance do inglês.

A palavra também é utilizada para identificar o ritmo que acompanha o Taksim, improvisação melódica de um instrumento. Além disso, é o nome de um ritmo, como você já deve ter ouvido falar. É muito comum em músicas gregas, turcas e americanas usadas nas apresentações de dança do ventre.

Características
Diz-se que a Grécia ou a Turquia podem ser a pátria mãe deste ritmo 8/4. Na Turquia, além de ser usado nas apresentações de dança do ventre, também é comum nas danças de casais.

Algumas pessoas o confundem com outro ritmo, o El Zaffa, ou com o Whada wa noz. A diferença, no entanto é no acento ou na finalização dos ritmos. O Whada wa noz é tocado com a frase DUM TAKA TAKA DUM DUM TAK, enquanto o Chiftitelli é terminado com DUM TAKATA. Veja a composição e a notação gráfica abaixo. Segundo o site do derbakista Pedro Françolin, os egípcios costumam usar uma versão simplificada deste ritmo, que recebe o nome de Whada Khabir.

Composição

Entender a composição deste ritmo pode ser muito confuso, pois é encontrado com diversas notações e formas, inclusive com dois DUMs na segunda parte.

Pode ser tocado em duas velocidades. Quando é rápido, costuma ser usado em apresentações de casais ou grupos, pois as músicas assumem uma batida mais ágil e o efeito é uma dança mais alegre, ideal para este tipo de situação. Já na sua forma mais lenta, é preferido por bailarinas em solos, trabalhos de chão e ondulações, pois a melodia fica mais sensual.

Sua base é muito semelhante à um Maksum e a forma gráfica fica assim:
DUM – KATA – KATA – DUM – TAKATA  (de acordo com o derbakista e professor Rodolfo Bueno, Ruka)
Ou ainda: DUM – TAKA – TAKA – DUM – TAKATA
Outra opção: DUM – TAKA – TA – TAKA – TA – DUM – TAKATA
Forma encontrada em referências de derbakistas estrangeiros: DUM – TAKATA – TA – TAKATA – DUM – DUM – TA – TAKA

Repare que, em geral, a estrutura se mantém e é o floreio que vai sendo interpretado de formas diferentes.

Como treinar
Como sempre, comece tentando tocar o ritmo em sua forma mais pura e sem a ligação entre frases. Quando conseguir agilidade e decorar a frase musical insira a ligação e comece a treinar suas variações. Veja algumas delas neste site. Acompanhe a faixa que selecionamos abaixo.

Dicas de passos
Como você já leu acima, na versão mais lenta, costuma ser usado em solos, taksims e em trechos de dança de chão. Por isso, inpira nas bailarinas movimentos lentos, bem trabalhados e ondulações caprichadas. Também é uma ótima oportunidade para explorar braços e peitoral.

Faixa do CD Ritmos Volume 2, Mario Kirlis.

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