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Moda e dança do ventre

15 fev

Meninas, aproveitando o clima da SPFW, que aconteceu em São Paulo de 28 de janeiro a 02 de fevereiro, vamos falar um pouco sobre moda. Muitas leitoras têm dúvidas e escrevem perguntando como explorar melhor as formas do corpo com as roupas de dança do ventre, sobre modelos de saias e se na dança também há o entra e sai da moda.

Para entender melhor esse assunto, entrevistamos Simone Galassi, que já tem mais de 17 anos de carreira na área e já vestiu bailarinas como Lulu Sabongi e Kahina. Simone, que começou com um ateliê de bijuterias, começou a se especializar neste segmento da moda depois que começou a fazer aulas. Como não tinha muitos recursos financeiros, optou por fazer seus próprios acessórios e cinturões. Proprietária do Atelier Simone Galassi, lançou em 2010 uma nova marca, a Brasil Fashion Dance (BFD), com roupas e acessórios para diversos estilos de dança. Ela afirma que a roupa deve refletir a personalidade da bailarina, para que fique mais à vontade para se expressar.

Nesta parte da entrevista, você conhecerá um pouquinho da carreira e da postura da Simone com relação à dança do ventre e terá uma visão um pouco mais ampla da moda neste universo.

1) Você já tem muitos anos de carreira. Como foi o seu trajeto?
Conheci a dança do ventre numa festa das nações, em 1993, e resolvi aprender a dança do ventre. Fazendo aulas, me encantei com seus brilhos e meu ateliê, que era de bijuterias convencionais, acabou direcionando-se para a dança. Com o tempo, fui ganhando a confiança dos clientes e precisei me especializar e estudar moda para atender bem o meu novo mercado.

2) Você acha que cada roupa deve ser única ou defende a reprodução de roupas para bailarinas diferentes?
Apesar de não parecer, o mercado da dança do ventre é bem pequeno e as bailarinas profissionais acabam se encontrando muitas vezes em shows. Não seria muito constrangedor chegar para dançar e a outra bsilsrinsa contratada estar vestindo o mesmo figurino que você? Cada bailarina independente do seu estilo de dança tem sua porção mulher e seu figurino deve respeitar e ser criado exclusivamente a partir dessa personalidade.

3) Como é a moda na dança do ventre? Ela tem mudanças drásticas ou o processo mais lento? Apesar de permitir modelagens que não poderiam ser comercializadas, por enquanto, na moda fashion, a moda para dança do ventre também tem suas limitações devido às tradições e folclore. Durante esses anos como estilista vi a moda para a dança evoluir em relação às modelagens por um período. Hoje a vejo mais estável, mas isso se deve ao resgate do clássico e folclórico, que o mercado da dança vem buscando e a moda precisa acompanhá-lo.

4) Existe algum tipo de roupa que você prefere desenhar?
Gosto muito de desenhar vestidos, pois como cobrem o corpo todo, eles me dão mais campo para trabalhar e criar recortes que não são possíveis nas saias.

Aguarde, na próxima semana, as dicas para roupas para cada tipo de corpo!

Veja + Dicas
Saias para dança do ventre
O brilho das roupas

Saias para dança do ventre

17 nov

Você já acompanhou aqui no Cadernos algumas informações sobre os modelos de roupas usadas pelas bailarinas. Para escolher uma que combina mais com o seu perfil e estilo, que tal conhecer em mais detalhes os modelos de saias? Em geral, elas são conhecidas pelos nomes dos quatro elementos fundamentais da natureza.

A mais comum é a de MODELO ÁGUA, que possui duas fendas frontais na mesma altura e é godê no quadril. É ideal para quem gosta de explorar a silhueta das pernas. Tome cuidado com os tecidos transparentes. Não é por acaso que muitas bailarinas utilizam duas saias sobrepostas. A duplicação dá um efeito ainda mais bonito, pois o volume dos movimentos aumenta. Ótima para giros.

Outra opção com duas aberturas frontais é a de MODELO TERRA. A diferença, neste caso, é do corte, pois possui cós ou elástico na cintura. Tradicionalmente, pede tecidos sem transparências, como seda, cetim, jersey ou liganete. Por isso, não há necessidade de colocar outra por baixo.


Com fendas laterais, a de MODELO AR também leva os mesmos tipos de tecidos da anterior. O motivo? Geralmente são justas ao corpo, com cós e sem elástico. Delineiam mais as formas da bailarina. Evite aquelas com fendas unilaterais, que ficam muito rentes ao corpo, tirando a liberdade dos passos.

As fendas duplas frontais também são usadas nas de MODELO FOGO, saias compostas por quadrados presos ao cós da saia. O resultado você já conhece: sais volumosas com pontas de tecido de diversos tamanhos. Os tecidos podem ser coloridos, tom sobre tom ou de uma cor só.

A estas quatro bases podem ser colocadas variações. Você pode escolher uma saia bem rodada, godê, que fica linda nos giros. Ou optar com um corte reto, que se mantém igual da cintura até os pés. Outra opção são as franzidas com elástico do quadril aos joelhos. As chamadas SEREIAS ficam soltas e rodadas somente na parte inferior das pernas. Algumas também possuem fendas laterais com detalhes em X.

Escolha aquela que mais combina com o seu estilo de dança. E não se esqueça de ensaiar com ela antes de se apresentar. Além de verificar o tamanho, você se acostuma e evita surpresas desagradáveis.

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Videoteca: Rachel Brice (tribal)

12 nov

Esquentando os motores para os posts de fusões que vamos começar a fazer, a videoteca de hoje é sobre tribal. Já fizemos um post sobre a Rachel Brice, bailarina especializada em tribal fusion e que hipnotiza qualquer um com a sua dança.

Como prometido, o post tem alguns trechos de entrevistas (traduções livres) com suas fontes no original indicadas para quem quiser aproveitar direto do inglês. Afinal, nem todos falam outros idiomas. A performance acima é de 2005, no Maui Tribal Intensive, com participação de Kami Liddle.

Como você se interessou pela dança do ventre?
Bem, quando eu tinha 17 anos, assisti a uma apresentação de uma companhia chamada Hahbi’Ru, no norte da Califórnia. Eles tinham essa coisa muito ligada com a terra. Foi realmente algo muito bonito, e muito sinistro, mas ao mesm tempo era uma celebração. E as mulheres eram diferentes daquelas do Sul da Califórnia, onde tinha uma concepção muito forte sobre qual o melhor tipo de corpo que você precisa ter. Estas mulheres, não se encaixavam em nenhum tipo particular de corpo, mas elas tinham essa elegância, orgulho e autoconfiança que eu nunca tinha visto antes em alguém que não está dentro destes padrões. Elas também eram tão femininas, mas sem vulgaridade, apenas com esse tipo de elegância e sensualidade. No dia seguinte eu já estava tendo aulas.

Qual é a sua maior inspiração na dança do ventre?
Bakst, Mardi Love, Fifi Abdou, Manca Pavli.

Qual momento ou experiência mais marcante na dança?
A primeira vez que eu vi Jill Parker dançando. Foi como se eu tivesse levado um soco na cara e no estômago ao mesmo tempo.

Fale um pouco da sua primeira roupa de dança do ventre. Foi você quem fez?
Minha primeira roupa de dança não fiz. Minha professora me deu uma para vestir nas apresentações. No início, eu era dançarina de casas de espetáculos, então comprava todas da Madame Abla [uma das mais famosas do Egito, já fez roupas para Nagwa Fouad e outras estrelas], mas mesmo nessa época eu já tinha essa sensibilidade mais dark. Então eu comprei uma toda preta. Eu lembro que era toda preta e eu ainda fiz uma saia com um tom de vermelho muito escuro.

Qual a sua parte preferida do processo de criação das suas roupas?
Minha aprte preferida no processo é coletar peças e objeto que vou usar. Eu amo ir até antiquários, brechós, lojas e mercados de roupas antigas. Eu acredito que uma simples peça é capaz de inspirar uma roupa toda. O EBay é um. Tenho vários links de buscas salvos. Então, às vezes olho uma peça daquelas e ela me inspira uma outra ideia de roupa e a minha parte favorita é coletar e criar o conceito original da roupa. Normalmente, a finalização é a mparte mais complicada. E eu também amo fazer adornos e acessórios para a cabeça!

Gostou? Se você é afiado em inglês ou quer acompanhar a moça nos bastidores, assista ao vídeo selecionado no Youtube.

Veja + Videoteca aqui

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