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Balé e dança do ventre

22 dez

Engana-se quem pensa que a fusão entre o balé e a dança do ventre é algo novo. Estima-se que as primeiras adaptações da dança clássica ao mundo árabe surgiram na década de 30.

Além disso, é só pensar na meia ponta, nos giros e alguns deslocamentos que percebemos semelhanças entre essas duas modalidades.

Mas quem influenciou quem? Foram as russas as responsáveis pela entrada do balé na dança do ventre enquanto viajavam pelo oriente médio. As bailarinas orientais ficaram impressionadas com a postura e leveza que resolveram adaptar algumas coisas.

Com o passar do tempo, a fusão foi aumentando e hoje vemos bailarinas como a Sabah (em breve aqui no Cadernos) que sobem na sapatilha de ponta durante apresentações de dança do ventre.

Existem claras diferenças no aprendizado dessas duas danças. Geralmente se aprende o balé ainda criança. Desde cedo, corrige a postura e até mesmo a pisada do pé.

Muita disciplina é exigida da bailarina e a briga pela magreza costuma imperar em muitos estúdios de dança. Já na dança do ventre, o interesse costuma aparecer mais tarde, na adolescência ou até mesmo quando a mulher chega à fase adulta.

A busca da autoestima, uma maneira de perder a timidez e até mesmo resgatar a feminilidade são as razões mais comuns para a procura pela dança do ventre. Mas esta não é a principal diferença e sim na postura. No balé, o corpo é um bloco só.

Estrutura rígida entre quadril, coluna e peito. Já na dança do ventre, a dissociação corporal é fundamental. Talvez esta seja a razão que muitas mulheres acreditam ser impossível juntar balé com dança do ventre. Mas como dito no início do post, podemos “pegar” alguns macetes do balé.

Se você não tem a formação nesta área, não ouse usando sapatilhas de pontas que você pode se machucar. O vídeo da bailarina Sasha Holts mostra como o balé pode aparecer fundido à dança do ventre sem causar danos à sua coluna.

Gostou da fusão? Quem tiver mais informações ou vídeos sobre este tema, deixe aqui nos comentários.

obs: Este post teve a participação do blog: dos passos da bailarina

Veja + Fusões aqui

Videoteca: Lunah

22 out

No vídeo acima, vemos a bailariana e professora de dança do ventre Lunah. Poderíamos analisar muita coisa a partir desta apresentação: postura, o que destacar da música na hora de dançar e velocidade. Mas são temas que nós já vimos na nossa videoteca.

Não tem problema. Sempre é bom estudar mais, mas desta vez queremos destacar outro aspecto importante na dança do ventre: braços.

Pois é, eles servem para muita coisa durante a dança. São como a moldura de um quadro, aparecem ali para destacar o que queremos que seja visto. Além disso, já ouvimos dizer que “mudou o passo, mude o braço”.

Regrinha clássica para manter uma coreografia harmonia é não deixar os braços sempre na mesma posição.

Observem como a Lunah trabalha com eles. Os movimentos variam entre suaves e fortes e a transição de posição acompanha a melodia da música. Sem contar que combina muito bem com os passos feitos por esta bailarina.

Na hora de montar uma coreografia, não se esqueça deles. São tão importantes quanto a postura e os passos que você vai usar. Se ficar muito difícil, crie os passos e depois pense o que fazer com eles para deixar o movimento bem harmonioso.

Veja + Videoteca aqui

Videoteca: Petite Jamilla (giro)

17 set
Fundamental em diversas danças, os giros estão sempre marcando presença. Sejam com detalhes como os ganchos de perna da dança flamenca ou com o alongamento de postura, pernas e braços do balé. No vídeo abaixo, por exemplo, selecionamos uma dança Sufi, na qual o giro é um elemento essencial. Na dança do ventre não seria diferente. Porém, quem pensar que girar é fácil pode estar enganado.

Na dança do ventre, existem diversas modalidades de giros, da música clássica até a folclórica. Muito utilizado é o giro em três tempos. Neste, a bailarina pisa, faz uma transferência de peso de uma perna para a outra, impulsionando o corpo para girar. Em seguida, transfere novamente, finalizando com uma nova passada. Outro tipo é o que você circula em torno do seu próprio eixo. Como na dança do ventre as fusões estão circulando e sempre sendo incorporadas, você logo verá giros no estilo flamenco ou com cambrês, entre outras variações.

Fato é que, independente do passo, um giro precisa ser muito bem dado. Para isso, força nas pernas e na meia ponta é fundamental. Em geral, para não perder o equilíbrio, você pode girar olhando sempre para um ponto no seu corpo, por exemplo, sua mão, seu braço ou seu ombro.

Outro truque muito utilizado, mas que nem sempre é conhecido das alunas é a atenção com o movimento da cabeça. Se preferir, faça como a maioria das bailarinas e escolha um ponto fixo no ambiente para olhar. Tente manter o olhar sobre ele om máximo possível. Para isso, a cabeça é sempre a última a sair no giro e rapidamente chega ao outro lado, dando continuidade ao movimento. E falando nisso, por que não usar Petite Jamilla, a rainha dos giros, como exemplo desta videoteca?

Ela já apareceu em uma biografia do Cadernos e marca presença aqui novamente com a apresentação Elokainu, de Zohar. Ela sempre capricha, chega a ficar a música quase inteira girando, girando, girando… Não suficiente, usa um, dois, três e até quatro véus, pegando os últimos das mãos de uma outra bailarina (veja a apresentação que ela faz em Babelesque, DVD do Bellydancer Superstars).

Lindo, não é? Agora vamos caprichar no treino para manter o eixo e a postura durante muitos giros. Tá bom vai, não precisam ser tantos assim. E você, gosta de girar?

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