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Riqq e Daff

9 nov

Existe uma polêmica em torno do Riqq (mriq, riq, rik) e do Daff (defi, daire).  Alguns músicos afirmam que Daff é apenas a nomenclatura do Riqq recebida no Líbano. Outros, dizem que o Riqq é um instrumento que descende do Daff usado no Egito Antigo, surgindo apenas no século XIX.

Obstáculos à parte, ambos são instrumentos de percussão semelhantes ao que conhecemos como pandeiro e tambor. Diferentes do bendir, possui pratos metálicos dispostos simetricamente em pares nas cinco janelas em torno do corpo. Este, por sua vez, tem 10 cm de diâmetro, é feito de osso, chifres, pedaços de madeira ou madre-pérola que formam lindos mosaicos coloridos. Já a membrana pode ser de couro ou sintética, tal como a do derbake.

São usados em músicas clássicas ou folclóricas no Egito, Iraque, Líbano, Líbia, Palestina, Síria e Sudão. É posicionado na vertical ou horizontal. O importante, e mais comum, é tocá-lo com a mão direita, no centro da membrana, enquanto a esquerda dá o apoio. Pertence ao grupo chamado Takht e é usado para acompanhar o ritmo, ou seja, preenche espaços deixados por outros instrumentos.

Se você é um geek e tem seu Iphone turbinado, saiba que o aparelho já possui um aplicativo de Riqq virtual na Applestore. Você não sabe tocar? Não é problema. Assista ao vídeo abaixo e tenha algumas noções de como é. outra opção é acessar o site do músico Vitor Abud Hiar e ler o artigo dele sobre as técnicas para se tocar Daff.

Evento: workshop de Dabke

30 out

Bater, bater e bater muito o pé no chão. Esta é a essência do Dabke, dançado por homens, mulheres e casais na Jordânia, Líbano, Síria, Palestina e em outras localidades, como aqui, no Brasil.

 

Trata-se de uma dança folclórica, alegre, que exige roupas tradicionais, muita energia, alegria, preparação física e coordenação.

 

Se você não consegue nunca aprender como são os passos do Dabke ou se simplesmente quer se aprofundar um pouco, esta é uma boa oportunidade. O workshop será ministrado pelo professor e bicampeão do Mercado Persa nesta modalidade.

Com quem? Ahmad Araman
Quando? 06/11, 13/11, 04/12 e 11/12 (sábados), das 11h às 12h
Onde? Shiva Nataraj. Rua Bom Sucesso n. 1119 – Tatuapé
Quanto? R$ 80,00 (alunos Shiva); R$ 100,00 (não alunos) e R$ 160,00 (casal)
Mais informações: (011) 2296-8969 / 2295-7892 ou contato@shivanataraj.com.br

Nagwa Fouad

12 ago

Inovadora, moderna, dedicada e apaixonada são características da egípcia Nagwa Fouad. A bailarina, que começou a carreira na década de 50, continuou em atividade até meados dos anos 90. Aperfeiçoava sua técnica explorando fusões na dança, arte que exercia com tanto carinho.

Filha de um egípcio e uma palestina, nasceu em 1942, em Alexandria, com o nome de Awatef Mohammed El Agamy. Assim como outras bailarinas, começou a carreira no Cairo, para onde se mudou na época em que completou 15 anos para trabalhar como telefonista da Orabi, agência de cinema.

Foi o próprio Orabi quem a incentivou a seguir profissionalmente na dança. Ela começou nas casas pequenas e, no início dos anos 60, já dançava nos famosos Sahara City e Auberge des Pyramides. Nagwa teve uma formação consolidada, fez a Mazloum Dance School e entrou para a National Dance Troupe, grupo folclórico. Assim, conseguiu estudar balé, jazz, dança contemporânea, além de dança egípcia clássica e folclórica. “Peguei o estilo de dança de Tahia Carioca e de Samia Gamal e criei um espetáculo teatral, como uma peça dramática,” afirma a própria bailarina

Sua história também foi marcada pelo cinema (foram mais de 350 participações, veja uma aqui), após ter atuado no filme “Sharei El Hob”. Nesta ocasião, ela dançou a música “Olulu”, de Abdel Halim Hafez.

Na opinião de Hossam Ramzy foi “o mais perto que podemos chegar à demonstração mais natural de uma verdadeira mulher egípcia comum (na melhor definição da palavra comum) que uma jovem poderia fazer. Perfeitamente inocente, cheia de amor, emocionalmente bem expressa, traduzindo todos os pontos da música de forma maravilhosa e retratando o enredo com um desempenho profissional que precisaria ser visto para ser acreditado”. Em outra ocasião, Hossam afirma que chorou de emoção ao ver a moça dançando ao vivo.

Nagwa também reúne outro feito, afinal são poucas as bailarinas que ganharam músicas de homenagem. “Qamar Arbaa-tashar” foi composta sob medida para ela por Mohamed Abdel-Wahab. Outros clássicos também foram feitos para ela. Você se lembra da “Shik-Shak-Shok“? Pois é, esta e outras como Ali Loze, Amar Arbaatasher, El Saidi, Naasa e Mashaael estão na lista.

Em tantos anos de carreira, reuniu muitas pessoas. Sua banda era composta pelos melhores e o grupo chegou a ter 35 músicos, 12 bailarinos, figurinista e coreógrafo. No vídeo abaixo, repare como ela sempre mantém a postura alongada, embora com braços relaxados e como prefere as ondulações como oitos e redondos emendados com pivôs. Apesar disso, quando utiliza batidas prefere fazê-las com muita intensidade.

Quer mais vídeos? Acesse o nosso canal no Youtube.

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