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Dança do ventre nos palcos (Shakira em São Paulo)

20 mar

Neste final de semana, a cantora Shakira passou por São Paulo, no Pop Music Festival. Só para não perdermos o costume, selecionamos aqui alguns trechos em que a colombiana fez performances de dança do ventre ou de fusões.

O primeiro vídeo tem tudo a ver com as últimas postagens do Cadernos. Trata-se de uma fusão bem pop da dança do ventre com o estilo cigano, também conhecido como gipsy. Note que ela usa a saia como um complemento do corpo, tal como na dança cigana. O resto é pura imaginação.

Já o vídeo abaixo já tem um pouco mais de dança do ventre tradicional. Shakira faz um trabalho bem legal com as ondulações, com oitos e redondos bastante curvilíneos. Já suas mãos não apresentam tanta delicadeza, com giros acelerados dos pulsos. Mas tudo bem, o importante agora é curtir a dança do ventre com músicas pop. É prato cheio para quem gosta da cantora, de dança do ventre e da combinação da cultura árabe com a música pop.

Curtiu? Quer mais? Então veja mais este vídeo com a já famosa música Ojos Así.

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Nay

14 set
Diversas flautas usadas nas músicas árabes, cada qual com uma característica própria. Aqui no Cadernos, já falamos da Kawala, do Mijwiz e do Mizmar.
Outro instrumento de sopro muito utilizado é o Nay, também chamado de Nai, Ney, Nye e Tuiduk di gagri.
É da família das flautas e, em persa, significa palheta.
Dizem que em algumas regiões, como na Turquia, este é o principal instrumento da música clássica e pode ser até o único de sopro.
Por isso, estima-se que seja bastante antigo. Há registros em desenhos egípcios que remontam ao século III a.C. . Também é usado em músicas populares, folclóricas e em rituais, como os dos povos sufis, desvishes.
É formado por um bastão com um furo para o polegar e outros seis para os outros dedos, lembrando uma flauta doce. Na ponta, uma boqueira, em geral feita com ossos de animais.
Pode ser feito com bambus, metal ou plástico. Existem nays de diversos tamanhos e cada um possui um nome especial. Na nossa pesquisa encontramos: olahenk, davut, sah, mansur, kizneyi, müstahsen e sipürde.

Assim como a Kawala, produz um som longo e lento. Por isso, se você identificá-lo em uma música, aproveite para explorar as suas melhores ondulações, variando a velocidade conforme o músico estiver tocando.

Lembre-se de que as ondulações podem partir do quadril, tronco e também dos braços e das mãos. Também é possível fazer dança de chão enquanto você ouve este som tão doce e, ao mesmo tempo, melancólico.

No vídeo abaixo, você pode ver um concerto com uma flauta nay, apresentado por Avi Adir, no auditório Byron. Aproveite para reparar como o timbre é bem diferente dos outros instrumentos de sopro que nós já estudamos. Neste outro vídeo, você conhecerá uma outra forma de tocar, mais linear e, portanto, com menos variações.

Dizem que o nay é como o corpo humano, ou seja, precisa ter um sopro que o faça manter a vida. Bonito, não?

Candelabro

18 ago

O elemento fogo também é utilizado na dança com candelabro. Assim como as tacinhas, o candelabro representa a iluminação dos caminhos.
Em geral, é a dança presente em nascimentos, aniversários e, principalmente, em casamentos.

Nesta ocasião, a bailarina vai à frente do cortejo dos noivos, no ritual conhecido como Zeffa, para levar a luz à união e atrair felicidade.

Acredita-se que o Raks el Shamadan seja de origem egípcia ou relacionado ao judaísmo. Afirma-se ainda que as escravas costumavam usar velas na cabeça para servir os faraós durante à noite, pois não havia iluminação ambiente e elas estavam com as mãos ocupadas carregando bandejas e objetos que precisavam levar e trazer.

Da mesma forma, outra história é que as mulheres usavam candelabros na cabeça para iluminar os caminhos do deserto depois do poente do sol. Viravam uma espécie de lanterna ambulante. O que temos certeza é que a dança com candelabro antecedeu à criação das tacinhas.

Os candelabros podem ser de diversos tamanhos, com sete a 17 velas (brancas ou coloridas) e a estrutura é de metal pesado, para que o diâmetro se encaixe perfeitamente na cabeça da bailarina e permaneça bem equilibrado.

Como esta dança ainda mantém uma forte ligação com a tradição, os vestidos longos e que cobrem o corpo são os mais utilizados. Pelo mesmo motivo, é raro encontrar bailarinas se apresentado com candelabros em restaurantes, cafés, entre outros eventos. Costuma ser usado em palco e em conjunto com outros acessórios.

Se quiser manter mais ainda a tradição, opte pela cor branca ou preta. Os tecidos são sempre pesados e sem transparências, como veludos. Outro detalhe muito importante é que é muito comum as bailarinas utilizarem um véu sobre a cabeça, embaixo do candelabro.

Zaffe ou Malfuf são os ritmos mais usados nestas apresentações, mas também é possível encontrar com Baladi, Falahi e Saidi. E a velocidade mais lenta exige movimentos ondulados, oitos, redondos e trabalho de braço.

Explore bastante a sinuosidade, inclusive no chão, mas não esqueça que você também tem liberdade para fazer marcações com batidas e tremidinhos.

Treine muito para ter a segurança e o equilíbrio necessários. Aproveite o vídeo abaixo e confira algumas dicas de passos com a Farhana.

Quer ver mais dança com candelabro? Acesse noso canal no youtube e veja  Kristinne Folly dançando lindamente.

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