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Naima Akef

9 set
A carreira da bailarina egípcia Naima Akef já é peculiar desde a infância. Aos quatro anos ela participava dos números do circo da família Akef. Foi treinada para dançar, cantar e fazer trapezismo pelo avô Ismail. Esta formação deu à Naima elasticidade, preparação física e contato com plateias logo cedo. 

Durante uma turnê com o circo, em 1957, Naima participou de uma competição de dança do Teatro Bolshoi. Ela não só venceu o campeonato, como recebeu a honra de ter a sua foto colocada no Hall da fama do famoso balé russo.

Naima passou pela casa de Badia Masabni, mas saiu para ir compor o grupo do Clube Kit Kat (dizem que ela era apreferida de Badia e que saiu por entrar em conflito com as outras bailarinas). Ali conheceu os irmãos Abbas Kamel e Husayn Fawzy, ambos da indústria cinematrográfica. Foram eles que impulsionaram sua carreira como atriz.

Seu primeiro papel foi em “Al-Eish wal-Malh” (1949), primeiro filme egípcio em tecnicolor, dirigido por Husayn, com quem Naima foi casada. A bailarina participou de trinta filmes e, na opinião de Hossam Ramzy, uma de suas participações mais marcantes foi em “Tamia Henna” (1957). Acesse o link e veja a apresentação deste filme com snujs.

A dança de Naima Akef explora muito os oitos seguidos de giros ou redondos grandes. Outro diferencial são os chutinhos, arabesques e pernas altas, no estilo atualmente utilizado pela argentina Saida. Assista a esta sugestão de vídeo e note como ela trabalha as pernas. No vídeo abaixo, trecho de um filme, a bailarina interpreta a famosa Aziza.

Naima passou como uma estrela cadente. Nasceu em 1929, na reginão do delta do Nilo, em Tanta, e sua breve vida acabou aos 37 anos, vítima de um câncer.
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Dança com cobra

8 set

A cobra era considerada sagrada no Egito Antigo e tida como um símbolo complexo que representa tanto o masculino quanto o feminino já que dificilmente sabemos o sexo deste réptil.

Em algumas mitologias, a cobra ou a serpente significa energia e consicência imortal e já foi ligada à representação das deusas Isis, Istha, Inana e Deméter. Para fazer a adoração aos deuses, as sacerdotisas dançavam com metais e ouro talhados em formato de cobras, nunca o animal de verdade.

Mas, atualmente é comum encontrar bailarinas corajosas que dançam com cobra reais. Alguns consideram isto um ato circense, outros acreditam que a dança fica ainda mais sensual, mas de qualquer forma, alguns cuidados devem ser tomados.

Primeiro não fique achando que qualquer cobra serve para ser seu acessório durante uma apresentação. Escolha as não-venenosas, claro, e as mais calmas. Saiba que há pessoas que criam esse animais justamente para isso. Procure por eles, se te interessa. Se preferir, crie a sua própia cobra, mas não antes de conversar com Ibama e criadores para você não fazer besteira.

Mantenha o animal bem alimentado e tranquilo para que ele não fique muito estressado quando for dançar. Evite luzes fortes e música muito alta e cuidado ao dançar em meio a multidão. O grande segredo para dançar com a cobra, é manter a calma.

Dizem que se você confia nela, ela confia em você. Na prática isso significa que ela não vai te apertar se você a colocar enrolada em seu corpo e manter a confiança.

Saiba que ela pode sair andando pelo seu corpo, por isso, use uma roupa sem muita pedraria para não machucar a serpente. Quando for pegá-la para colocar em diversas partes do corpo, fique atenta. Pegue no primeiro terço do corpo dela e no terço final para que ela não tenha apoio para dar o bote se sentir ameaçada.

Você pode fazer vários movimentos com ela. Coloque-a em volta do pescoço segurando a cabeça com uma das mãos e brinque com os braços serpentes. Se ela estiver enrolada no seu quadril, aproveite para fazer oitos, camelos…tudo muito suave para não assustá-la.  Você pode amarrá-la no seu braço e fazer o movimento flor de lótus e, enfim, vai da criatividade e da segurança com a cobra.

Para ilustrar este post, escolhemos a apresentação da professora e bailarina de dança do ventre Zohara el Shaddai em comemoração a um ano da escola Luxor de Dança do Ventre da unidade Penha. Ela dançou acompanhada pelo cantor Shaker Akiki em 5 de setembro de 2010. Prepare-se para uma grande surpresa.

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Ansuya

19 ago

Esta americana, nascida na Califórnia, é conhecida como mestra da improvisação, interpretação, leitura musical, dos snujs e das roupas maravilhosas.

Filha da bailarina Jenaeni, bailarina famosíssima na década de 60, Ansuya  já brilhava desde os quatro anos nas apresentações anuais de sua mãe. Mas a influência na sua dança também teve participação do seu pai indiano. Por causa dele, acrescentou um certo misticismo em suas apresentações, alguns acessórios indianos na sua roupa e de certa forma o seu quadril mexe com algumas técnicas desta dança.

Sua fama não para por aí. Além de ter sido modelo no Japão por algum tempo, ela treinou com atrizes famosas, já interpretou uma personagem na soap opera “Days of our Lives” e participou de seriados em Hollywood como “The Nanny”, “Vip” e “Jack and Jill”.

Ela também dançou durante o show de Jim Jay e ficou conhecida quando apareceu em comerciais do canal Fox e da marca Toshiba. Mas vamos voltar à sua dança.

Movimentos fortes e grandes, sensuais e bem inovadores marcam presença quando Ansuya se apresenta. Básico egípcio, tremidinhos com o peito e altos cambrês são uns dos passos que ela mais executa.

Ansuya gosta de muitos giros, mexer o cabelo enorme e também tocar snujs.  Veja nosso post sobre os snujs, é claro que a usamos como modelo. Aliás, ela  lançou alguns dvds instrutivos que ensinam a tocá-los.

Suas músicas geralmente são modernas, com toque ocidentais, como rappers americanos cantando ao ritmo árabe.

Suas roupas costumam ser de duas peças, com um cinturão para lá de carregado de moedas e a saia possui diversas pontas que causam um efeito lindo quando gira.

Ansuya gosta de acessórios, por isso, colares, brincos, faixa na cabeça são sempre usados em sua dança.

Ela viaja mundo a fora ministrando workshops e seminários e já ganhou IAMED como bailarina do ano, o mesmo prêmio da Jillina, e três vezes o Globo de ouro da dança do ventre. Fez parte do grupo Bellydance Superstars, no qual dançava como solista e participava da montagem de coreografias.

Separamos um vídeo no qual ela dança um poderoso derbake. Assista

Caso queira ver ela com seus inseperáveis snujs, acesse nosso canal no youtube.

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