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Meera

3 mar

Filha de bailarinos famosos como Zarina Varma e Raj Varma (dança indiana clássica), Meera iniciou seus estudos de dança com apenas quatro anos de idade. Além da modalidade dos pais, ela tem formação em balé clássico, jazz e hip hop. Demorou um pouco até que ela conhecesse a dança do ventre e se apaixonasse por ela.

Sua dança é criativa e ela consegue mesclar a dureza da batida do ritmo com o som da melodia de uma forma um tanto sensual. Dizem que ela é uma das poucas bailarinas que dançam com a alma. Tudo isso é refletido nela por causa da dança indiana.

Meera mistura esta tradição com a dança do ventre clássica e moderna de uma forma bem natural. Suas roupas dependem da apresentação.
Quando é dança indiana pura, os trajes comuns estão ali, mas na dança do ventre vemos roupas clássicas como saia rodada, cinturão com franjas e bustiês.

Nas fusões, vemos os elementos misturados.Ela é conhecida pelo estilo Bollywood (que em breve veremos no blog) e também pela Odissi. Atualmente faz parte do grupo “The Bellydance Superstars”.

Para mais informações a respeito desta bailarina, acesse o site dela (em inglês).

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April Rose

17 fev

Com apenas 12 anos, April Rose começou a dançar dança do ventre. Seu primeiro estilo foi o clássico, mas não demorou muito para que ela conhecesse o tribal. A paixão foi imediata e a sincronia tamanha que hoje ela ensina o chamado tribal fusion em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Não demorou muito para que entrasse em uma companhia de dança em Sacramento chamada UNMATA, companhia especializada em tribal fusion. Com este grupo, ela viajou o mundo ensinando e se apresentando das formas mais pirotécnicas possíveis: com fogo (veja a apresentação abaixo), espadas ou movimentos surpreendentes com o corpo.

Claro que tamanha acrobacia chamou a atenção do grupo The Bellydance Superstars e desde 2009 ela faz parte deste grupo criando coreografias dinâmicas.

Ao mesmo tempo, ela participa de um projeto chamado The Nautch Project, companhia que ela se dedica semanalmente para ensinar coreografias e improvisação do estilo tribal.

Assista ao vídeo deste grupo

Pensa que a mocinha parou por aqui? Não. Ela tem formação em dança pela univerisade de Califórnia e foi por lá que adquiriu conhecimento em balé, dança moderna, africana, jazz, odissi, khathak dentre outras modalidades.

Por aqui dá para entender porque suas apresentações encantam o público pela diversidade de passos. Atualmente, April Rose está fazendo seu mestrado em Cultura e Perfomance, na mesma universidade.

É… quem disse que não dá para estudar e sair em turnê, está bem enganado. Quando tem algum tempo livre, April adora cozinhar veggie para amigos, praticar yoga e pedalar muito. Haja fôlego.

É difícil enquadrar certos movimentos e roupas para esta bailarina como costumamos fazer com a maioria das biografias, mas como ela é a fusão em pessoa, fica complicado. Podemos dizer que nas apresentações de tribais, calça costuma reinar em sua produção. O longo cabelão aparece solto e a cor predominante é preta, como na maioria das roupas desta modalidade.

Com o grupo The Bellydance, vai da coreografia. Já a vimos vestida de indiana, clássica e tribal. Por causa dos outros grupos, acreditamos que tribal seja seu estilo favorito, mas não se assuste se encontrar esta moça em trajes e maquiagem africanas como esta foto ao lado.

Gostou dela? Aproveite e visite o site da April Rose e confira o documentário sobre ela (em inglês)

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Odissi e dança do ventre

2 fev

No vídeo acima vemos a bailarina Nandini Ghosal dançando o odissi. O odissi é uma das sete danças clássicas indianas. Originário do leste da Índia, nasceu no templo de Mhari, no estado de Orissa, centro de arte e cultura. Neste templo garotos (isso mesmo, meninos) dançavam com trajes femininos.

O odissi é como a música clássica da dança do ventre. Possui fases. No caso da indiana, são seis.

A primeira é uma reverência à terra e à oração. A segunda é conhecida como Batunriya e é iniciada por um ritmo mais lendo que é acelerado gradualmente.

Depois vem as oferendas ao Senhor, com tomadas do sâncrito. Aí chega a fase Pallavi, onde os gestos típicos chamados de Hastaks aparecem de acordo com a música.

A próxima etapa é a expressão com os olhos. Depois o ritmo aumenta e atinge seu clímax chegando ao final da dança.

Sua principal característica é a dissociação corporal e sua função é equilibrar o masculino e o feminino através dos gestos usados nesta dança.

Cada passo e gesto possui uma técnica diferente que trabalha a coordenação motora completamente por trabalhar pés, olhos, pescoço,  braços e mãos separadamente.

Talvez seja por isto que foi fácil criar a fusão entre dança do ventre e odissi.

O odissi costuma ser apresentado sozinho, dificilmente vemos duplas ou grupos dançando. A não ser que ela apareça como uma fusão ou seja apresentado em grandes shows.

Veja uma apresentação dupla, que infelizmente não sabemos os nomes das bailarinas.

No vídeo abaixo, vemos duas Bellydance Superstars dançando esta fusão.

Os trajes são chamados de Sari. São feitos de seda com abertura para os braços . Costuma usar cintos de prata e muitos enfeites. Os cabelos são sempre presos em forma de nó e adornados com pérolas.

É importante ressaltar que a fusão deve ser harmoniosa. Combinar os elementos das duas danças e tentar evitar ficar com um estilo só. Claro que isso existe muito estudo.

Há outra fusão da dança do ventre com a dança indiana moderna que iremos abordar em outro post.

Gostaram desta fusão?

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