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Retrospectiva: Bailarinas

31 dez

Foram 27 divas da dança, que você pode amar, se descabelar quando vai no workshop, babar no teclado vendo vídeos no Youtube. Ou simplesmente achar a roupa vulgar, as carinhas exageradamente sofridas ou achar que as suas colegas de escola dançam muito mais.

Não importa o motivo, sempre temos algo a aprender com essas mulheres que fazem a história da dança do ventre. Do Brasil, duas participantes: Lulu SabongiSoraia Zaied.

Do grande time internacional e com mais tempo de carreira Azza SharifTahia CariocaSouhair Zaki, Samia Gamal, Nagwa FouadNaima AkefNadia GamalFifi AbdoFarida Fahmy. Também de terras orientais, as famosas Raqia HassanRanda KamelMona El SaidDinaAsmahan.

A América do Norte veio representada pelas representantes do grupo mais famoso de dança do ventre, o Bellydancer Superstars, Amar GamalAnsuyaPetite JamillaRachel BriceSonia e, claro, Jillina.

A onda latina chegou da Europa e da América do Sul com a espanhola Alika, a venezuelana Samira Hayek e as argentinas Angeles CayunaoRomina Maluf e Saida.

Em 2011 queremos divulgar a dança de outros países em mais biografadas. Aguardem!

Lulu Sabongi

21 out

Lulu Sabongi é sinônimo de dança do ventre no Brasil, é praticamente impossível não ter ouvido falar no seu nome. Depois de mais de 25 anos de carreira, Lulu já lançou cerca de 40 vídeos tutoriais e de aprensentações nos quais explora técnica e exibe um pouco de seu estilo de dançar. No início, era conhecida como “a bailarina que dança com o coração”, bonito não?

Lulu Sabongi é paulistana, nasceu Luciana Uzunof, em 1966. Sua história na dança começou a ser escrita aos 17 anos, quado foi ver uma apresentação na casa de chá Khan el Khalili, que tinha apenas um ano. Na mesma época, começou a ter aulas com Sherahzad, bailarina armênia que ficou famosa no Brasil.

Casou-se com Jorge Sabongi, proprietário da casa de chá e com quem teve parcerias profissionais durante 20 anos. Juntos, transformaram-na em um centro de referência de dança do ventre, com apresentações diárias, produção de materiais exclusivos para estudo e, em 2000, criaram uma seleção de bailarinas, uma espécie de selo de qualidade.

Em 1997, Lulu passou a ministrar aulas por todo o país e, dois anos depois, saiu para o mundo em busca de aperfeiçoamento. Farida Fahmi e Mahamoud Reda, Souhair Zaki, Nagwa Fouad, Dina, Morroco, Raqia Hassan e outros grandes nomes foram seus professores. Consequentemente, recebeu oportunidades de trabalho e, em pouco tempo, seu passaporte já tinha passagens pela Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, Islândia, México, Noruega, Japão, Portugal e, claro, Egito.

Lulu sempre foi estudiosa e procurava referências de nomes que você já conhece aqui do Cadernos, como Fifi Abdo, Naima Akef, Samia Gamal, Nadia Gamal e Tahia Carioca. Tudo isso nós podemos reconhecer em sua performance. Em uma entrevista, ela mesma conta como Farida Fahmi foi a primeira a dizer por onde ler a música.

Lulu não tem medo de ousar, veste roupas com cortes modernos, desde decotes até boás. Já usou desde o básico trio top-saia-cinturão até as roupas mais leves e com poucos bordados. Explora fusões, ao mesmo tempo em que elabora coreografias em homenagem aos nomes mais tradicionais da dança.

Atualmente dirige a escola Shangrilah House. Chega de falatório e vamos ao que interessa! Lulu faz movimentos bem pequenos, batidas suaves e tudo é bem compacto.  Adora usar pivôs em baixo e médio plano, fazer oitos laterais com quadril emendado com ganchos de perna. Ela raramente faz apresentações com acessórios modernos, como com fan ou pói, porém, usa e abusa do véu tradicional, com um domínio que poucos têm. Faz brincadeiras com o público e com os cabelos.

Para este post, selecionamos uma interpretação executada no espetáculo “Do Sonho à Realidade – uma viagem pelos sentidos”, da sua escola atual, em 2009. Também não deixe de ver a sua última apresentação na Khan el Khalili no YouTube.

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Naima Akef

9 set
A carreira da bailarina egípcia Naima Akef já é peculiar desde a infância. Aos quatro anos ela participava dos números do circo da família Akef. Foi treinada para dançar, cantar e fazer trapezismo pelo avô Ismail. Esta formação deu à Naima elasticidade, preparação física e contato com plateias logo cedo. 

Durante uma turnê com o circo, em 1957, Naima participou de uma competição de dança do Teatro Bolshoi. Ela não só venceu o campeonato, como recebeu a honra de ter a sua foto colocada no Hall da fama do famoso balé russo.

Naima passou pela casa de Badia Masabni, mas saiu para ir compor o grupo do Clube Kit Kat (dizem que ela era apreferida de Badia e que saiu por entrar em conflito com as outras bailarinas). Ali conheceu os irmãos Abbas Kamel e Husayn Fawzy, ambos da indústria cinematrográfica. Foram eles que impulsionaram sua carreira como atriz.

Seu primeiro papel foi em “Al-Eish wal-Malh” (1949), primeiro filme egípcio em tecnicolor, dirigido por Husayn, com quem Naima foi casada. A bailarina participou de trinta filmes e, na opinião de Hossam Ramzy, uma de suas participações mais marcantes foi em “Tamia Henna” (1957). Acesse o link e veja a apresentação deste filme com snujs.

A dança de Naima Akef explora muito os oitos seguidos de giros ou redondos grandes. Outro diferencial são os chutinhos, arabesques e pernas altas, no estilo atualmente utilizado pela argentina Saida. Assista a esta sugestão de vídeo e note como ela trabalha as pernas. No vídeo abaixo, trecho de um filme, a bailarina interpreta a famosa Aziza.

Naima passou como uma estrela cadente. Nasceu em 1929, na reginão do delta do Nilo, em Tanta, e sua breve vida acabou aos 37 anos, vítima de um câncer.
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