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Farida Fahmy

7 out
A biografia de Farida Fahmy está estritamente relacionada com a música tradicional e com a história da The Reda Troupe, conhecida também como “Rida Folklore Dancing Troupe of Egypt”. Filha de uma britânica e um engenheiro egípcio esta jovem nascida no Cairo ganharia o mundo ao assumir o importante papel de pesquisadora de informações sobre o folclore.

Em 1959, Ali Reda (seu futuro marido) e Mahmoud Reda, casado na época com Nadya, irmã de Farida, decidiram criar aquilo que se tornaria a primeira companhia de dança a se debruçar especialmente sobre as músicas e a dança folclórica egípcia, elaborando apresentações para palco. Assim, aos 17 anos, Farida fez o papel principal do musical “Ya Lel Ya Ein”, de Zakaria Abdul Rahaman, peça responsável pelo início do sucesso do grupo.

Algumas fontes indicam que a Reda Troupe alcançou uma formação de 16 homens e 13 mulheres no corpo de baile, além de 13 músicos enquanto Farida ficou à frente do grupo, durante 25 anos. Durante a década de 70, Farida também passou a desenhar os figurinos da Reda Troupe (veja mais informações no site oficial). Ela, que já se auto-descreveu como “uma flor em um buquê”, também foi reconhecida e qualificada como um verdadeiro “tesouro nacional”. 

 

Ela recebeu o título “The Star of Jordan”, em 1965. Dois anos depois, o “Egypt’s Order of Arts and Science” e “The Order of Tunisia”, em 1973. Farida também é mestre em artes e etnologia da dança pela Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles. Durante sua carreira passou por mais de 60 países, em shows e workshops.

Sua dança é marcada por uma técnica impecável, acompanhada de uma graciosidade raramente encontrada nas bailarinas, que preocupadas com a perfeição técnica, deixam de lado o sentimento na dança. Seu estilo é tão especial que é considerado único. O destaque fica por conta dos deslocamentos suaves que ligam um passo ao outro.

Para o vídeo acima, escolhemos um trecho de um filme que explora justamente o trabalho de Farida e Mahamoud Reda junto ao folclore. Já para ilustrar sua lado mais clássico, selecionamos dois outros vídeos. O primeiro, abaixo, é o trecho de um filme em que ela trabalha muito alongamentos de perna, arabesques e movimentos típicos do clássico. Na cena, exploram-se muito elementos de ar, como véus, fitas e a própria saia da roupa, o que oferece leveza. Em comparação, selecionamos um tributo criado por Lulu Sabongi em homenagem a Farida e apresentado, em 2009, na Shangrila House. Para descontrair, aproveite e assista ao vídeo gravado em um workshop de Farida e Mahmoud Reda.


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