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Retrospectiva: Bailarinas

31 dez

Foram 27 divas da dança, que você pode amar, se descabelar quando vai no workshop, babar no teclado vendo vídeos no Youtube. Ou simplesmente achar a roupa vulgar, as carinhas exageradamente sofridas ou achar que as suas colegas de escola dançam muito mais.

Não importa o motivo, sempre temos algo a aprender com essas mulheres que fazem a história da dança do ventre. Do Brasil, duas participantes: Lulu SabongiSoraia Zaied.

Do grande time internacional e com mais tempo de carreira Azza SharifTahia CariocaSouhair Zaki, Samia Gamal, Nagwa FouadNaima AkefNadia GamalFifi AbdoFarida Fahmy. Também de terras orientais, as famosas Raqia HassanRanda KamelMona El SaidDinaAsmahan.

A América do Norte veio representada pelas representantes do grupo mais famoso de dança do ventre, o Bellydancer Superstars, Amar GamalAnsuyaPetite JamillaRachel BriceSonia e, claro, Jillina.

A onda latina chegou da Europa e da América do Sul com a espanhola Alika, a venezuelana Samira Hayek e as argentinas Angeles CayunaoRomina Maluf e Saida.

Em 2011 queremos divulgar a dança de outros países em mais biografadas. Aguardem!

Asmahan

25 nov

A libanesa Asmahan se interessou pela dança do ventre quando viu a apresentação de Bal Anat, do grupo da Jamila Salimpour, durante uma feira da renascença, realizada em São Francisco, nos Estados Unidos. Ela ficou encantada com o brilhos das roupas, o barulho das moedas dos cinturões, sem contar que achou a dança encantadora, feminina e espiritual.

Desde este momento, Asmahan percebeu que esta dança tinha uma energia de outro mundo. Não resistiu e foi conversar com a Jamila. Para sua surpresa, Jamila a convidou para dançar.

Nesta época, Asmahan trabalhava como estilista e fazia roupas para artistas, socialities da cidade, mas encontrou tempo para se dedicar a algumas aulas. Quem pensa que ela não teve dificuldade, está enganado. Diz-se que ela não tinha coordenação motora, noção de ritmo e achava que seria impossível aprender.

Mesmo assim, foi a fundo e se matriculou em cursos de snujs, derbakes, leitura musical e também história árabe. Ela aproveitou seu conhecimento como estilista e aplicou nas suas roupas de dança.

Asmahan ficou três anos em São Francisco e depois partiu para Londres. Lá, conheceu renomados músicos árabes e aprendeu a dançar com bandas ao vivo. Teve aulas com grandes nomes egípcios que ministravam aulas no país, como Mona el Said. Logo após foi para Viena, onde o nome Asmahan já era conhecido. Sua carreira estava decolando e resolveu ir para Cairo.

No país da dança do ventre, trabalhou em pequenos hoteis e quando visitava os locais mais famosos, conheceu Fifi Abdo. Durante a apresentação,
Fifi desafiou Asmahan – a estrela da Califórnia – a dançar. Para a surpresa de alguns presentes, ela arrasou e ainda ganhou o contrato que era assinado por Fifi para dançar em um grande hotel, chamado Meridian.

Aqui a orquestra passou a fazer parte de todas as suas apresentações. Seu sucesso atraiu o interesse de diversos empresários e Asmahan foi dançar no famoso hotel Mena House ao som de uma orquestra com 15 músicos.

Trabalhou com nomes grandes como  Nagwa Fouad e Tahia Carioca. Chocou muitos do ramo por ser considerada uma egípcia sem ter nascido e criada no país. Ficou dois anos no Cairo e retornou para Londres.

Asmahan acredita que os músicos são o sangue de uma bailarina, logo, tem que haver sintonia entre os dois.  A sintonia é tão grande que já fizeram um música especial para ela e nota-se como ela está conectada à música enquanto dança.

Como ela é libanesa, encontramos características comuns às bailarinas do Líbano: movimentos grandes e braços alongados. Ela é conhecida por apresentações-show, das quais algumas pessoas não gostam. Por exemplo, em uma apresentação aqui no Brasil, durante um festival da escola paulista Luxor de dança do ventre, ela entrou vestida como se fosse uma flor: pétalas ao redor do corpo.

Conforme ela dançava, ia retirando cada acessório. Para se ter uma ideia, separamos um vídeo dela dançando no navio que passeia pelo rio Nilo.

Suas roupas são bem chamativas e normalmente têm muito brilho. O cabelo costuma ficar solto e os olhos bem marcados para atrair todos os olhares. Com Asmahan podemos estudar como dançar com uma banda ao vivo assim como entender como é importante estudar os ritmos e instrumentos para dançar maravilhosamente.

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Randa Kamel

18 nov

Quando pensamos no estilo egípcio de dançar, Randa Kamel com certeza será um dos nomes lembrados. Com movimentos limpos, batidas pequenas, porém, fortes e shimies potentes, Randa é dessas bailarinas que conseguem aliar técnica à interpretação.

Esta é sua característica principal. Seus passos e gestual são marcados pela tradução de sentimentos em movimentos, no melhor estilo egípcio. Isso não a impediu de absorver passos de balé, como pernas alongadas, chutinhos e cambrês.

Ela começou a dançar aos 12 anos, mas foi aos 16 anos que sua carreira realmente andou. Entrou para a Reda Troupe, grupo folclórico de Mahamoud Reda, do qual Farida Fahmy e Raqia Hassan participaram. Raqia é uma das responsáveis pelo sucesso de Randa, colocando-a no Ahlan wa Sahlam Dance Festival, evento promovido pela mestra. Alguns anos depois, Randa passou a ministrar aulas no festival. Diz-se que Raqia dizia que sua aluna possuía mais sentimento e compreensão do que é a dança oriental do que outras jovens bailarinas.

Nos anos 1990, participou do Cairo Meridian junto com Fifi Abdo. Durante os 7 anos em que esteve no Reda Troupe incorporou disciplina, método, cultura folclórica e como utilizar os braços.
Prefere as músicas mais antigas, como “Inta Omri” e “Gamal Gamal” e, claro, orquestras ao vivo. Em entrevistas, disse que adora Farid El Attrash, Oum Kulthoum e Abdel Halim Hafez.

Das bailarinas, Rada sabe reconhecer o que há de melhor em cada uma: gostados braços de Mona El Said, do quadril de Souhair Zaki, do estilo de atrair o público de Nagwa Fouad e da presença de palco de Fifi Abdo. Diferente de suas colegas, preferiu não ter carreira no cinema, pois afirma que os papéis que recebeu sempre eram estereotipados e as personagens eram pouco densas.

Algumas pessoas gostam bastante da dança de Randa, porém, estranham muito suas roupas, com decotes grandes e fendas largas. Se quiser ouvir um pouco de sua história de sua própria boca, vale a pena ver uma entrevista (em inglês) com a bailarina para a Vision Oriental TV. Vamos curtir um pouco do seu estilo no vídeo abaixo.

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