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Evento: workshop de Dabke

30 out

Bater, bater e bater muito o pé no chão. Esta é a essência do Dabke, dançado por homens, mulheres e casais na Jordânia, Líbano, Síria, Palestina e em outras localidades, como aqui, no Brasil.

 

Trata-se de uma dança folclórica, alegre, que exige roupas tradicionais, muita energia, alegria, preparação física e coordenação.

 

Se você não consegue nunca aprender como são os passos do Dabke ou se simplesmente quer se aprofundar um pouco, esta é uma boa oportunidade. O workshop será ministrado pelo professor e bicampeão do Mercado Persa nesta modalidade.

Com quem? Ahmad Araman
Quando? 06/11, 13/11, 04/12 e 11/12 (sábados), das 11h às 12h
Onde? Shiva Nataraj. Rua Bom Sucesso n. 1119 – Tatuapé
Quanto? R$ 80,00 (alunos Shiva); R$ 100,00 (não alunos) e R$ 160,00 (casal)
Mais informações: (011) 2296-8969 / 2295-7892 ou contato@shivanataraj.com.br

Videoteca: Carlla Sillveira

15 out

Carlla Sillveira deixou a carreira de bailarina de dança do ventre, como vocês podem ler no seu site oficial. Ela já dançava desde 1996 e é reconhecida com uma das melhores profissionais do país.

Em 2009, foi madrinha do Mercado Persa, promovido por Samira e Shalimar Mattar. Ganhou diversos prêmios e entrou para a equipe do Noites do Harém, da famosa casa de chá Khan el Khalili em 2001.

Seu currículo é muito completo e diversificado. Já fez workshops com Farida Fahmy, Mahmoud Reda, Samara, Raqia Hassan, Lulu Sabongi e outros. Aliás, ela é um exemplo vivo da importância de se reciclar, seja você uma aluna amadora ou profissional em busca de atualização. A moça acha a formação tão importante que mesmo depois de parar de dançar ainda ministrará e promoverá aulas pelo Brasil.

Vamos relembrar um pouco da sua graciosidade com a videoteca de hoje? Neste vídeo de 2009, Carlla faz uma apresentação clássica. Repare na leveza da transição entre os movimentos e estilos nos diferentes trechos da música.

Veja + Videoteca aqui

Breve histórico da dança do ventre no Brasil

31 maio

Nós, alunas, nem sempre conhecemos o trajeto da dança em terras brasileiras. Por isso, nada melhor do que lembrar de alguns fatos e pessoas fundamentais para escrever esta história. A dança do ventre foi trazida para cá no final do século XIX pelos árabes, originários principalmente da Síria e do Líbano. A partir de 1950, uma nova leva de imigrantes veio para o Brasil, fugidos das guerras civis que assolavam seus países de origem. Muitos se concentraram em São Paulo, enquanto uma parte foi para a região Norte ou para a Sul.

Em meados dos anos 70, restaurantes frequentados principalmente por pessoas da colônia, como o Porta Aberta, Semíramis, Bier Maza, e o Clube Homs- todos em São Paulo- começaram a ter apresentações. Em geral, as bailarinas dançavam com um pequeno grupo de instrumentistas de alaúde, daff e derbake. Depois, o violino e o mejwiz (instrumento composto de duas flautas de bambu interligadas) foram adicionados às bandas que tocavam ao vivo.

Parte da repercussão da música árabe em terras brasileiras ocorreu com o grupo de Wadih Cury, pioneiro no uso do alaúde por aqui. Também colaboraram Fuad Haidamus, ágil no derbake e no daff, e Nabil Nagi, apesar de também tocar alaúde foi um dos primeiros a usar violinos nas canções tocadas aqui. Nesta época, eram as bailarinas Shahrazad (no vídeo acima), Samira Samia, Rita, Selma, Mileidy, Zeina e Zuleika Pinho, que acompanhavam os músicos nas apresentações. Suas biografias rendem boas notas aqui para o Cadernos de Dança…

Em 1982, Jorge Sabongi abriu a Khan El Khalili, que existe até hoje, no bairro da Aclimação, em São Paulo. Dois anos depois, a casa de chá já tinha apresentações e logo estava oferecendo aulas e materiais de estudo da dança, colaborando com a sua popularização. O principal destaque da casa foi a bailarina e professora Lulu Sabongi, uma das primeiras a produzir vídeos didáticos – fundamentais para todas nós, alunas e professoras, desenvolvermos nossas técnicas. Outra família que colaborou com a difusão da música e da dança foi a dos Mouzayek, que tocava nas apresentações, gravava músicas e levam, até hoje, a Casa Árabe, loja com artigos de dança no centro da capital paulista. Hoje, o principal destaque da família é o cantor Tony Mouzayek e banda, que faz sucesso no Brasil e no exterior.

Nos anos 90, a dança já estava bem difundida e surgiram cada vez mais escolas, como a rede de escolas Luxor e eventos como o Mercado Persa, criado por Samira Samia (aquela mesma que dançava nos restaurantes) e organizado por sua filha Shalimar Mattar, é visitado anualmente por aulas e professoras de diversos estados. Neste percurso, a dança passou por transformações e adaptações, adquirindo novas técnicas e estilos.

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