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Azza Sharif

2 dez

Azza Sharif às vezes é ofuscada pelo brilho de outras bailarinas contemporâneas. Porém, quem gosta de dança do ventre e quer se aperfeiçoar não pode deixar de estudá-la.

Sua carreira deslanchou mesmo nas décadas de 1970 e 1980, apesar de já dançar desde os 18 anos, em casas como Sahara City e Hilton Al Nile. Consideravam a moça muito nova para dançar no Egito, por isso, mudou-se para o Líbano.

De lá partiu também para Inglaterra e Alemanha até que tivesse idade para voltar para a terra dos faraós. Finalmente, depois de ter completado 20 anos, conseguiu um contrato com a famosa Mena House. Durante sua formação, teve aulas com a mestra Raqia Hassan.

Fez 21 filmes, sendo que contracenou com Tahia Carioca em “Khalli Balak min Zuzu”, uma de suas primeiras experiências cinematográficas. Fez apresentações com músicos como Reda Darwish, Fouad Marzouk e Khamis Khandish. Afirma-se que foi elogiada por Oum Kalthoum: “Seu corpo é perfeito para a dança do ventre,” teria dito a cantora.
É difícil encontrar materiais biográficos sobre Azza Sharif, mas o que realmente importa é analisar um pouco da sua dança. Assim como as egípcias que já estudamos, Azza também dança com uma interpretação forte, colocando alma na música para transmitir seus sentimentos durante a apresentação.
Pesquisando sobre os workshops que já ministrou, descobrimos que isso é tão forte nela que às vezes ela nem passa coreografias e convida as aulas para simplesmente acompanhar seus movimentos.


Um dos mais utilizados por Azza é o twist, aliás, ela recorre a ele de tantas formas e maneiras diferentes que Lulu Sabongi a considera a “Rainha do Twist”. Não pense que isso faz de sua dança algo monótono. Na verdade, ela tem um ótimo repertório de passos que são complementados pela meia ponta alta e braços que emolduram o corpo. Ela também é famosa por suas apresentações de folclore.

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Asmahan

25 nov

A libanesa Asmahan se interessou pela dança do ventre quando viu a apresentação de Bal Anat, do grupo da Jamila Salimpour, durante uma feira da renascença, realizada em São Francisco, nos Estados Unidos. Ela ficou encantada com o brilhos das roupas, o barulho das moedas dos cinturões, sem contar que achou a dança encantadora, feminina e espiritual.

Desde este momento, Asmahan percebeu que esta dança tinha uma energia de outro mundo. Não resistiu e foi conversar com a Jamila. Para sua surpresa, Jamila a convidou para dançar.

Nesta época, Asmahan trabalhava como estilista e fazia roupas para artistas, socialities da cidade, mas encontrou tempo para se dedicar a algumas aulas. Quem pensa que ela não teve dificuldade, está enganado. Diz-se que ela não tinha coordenação motora, noção de ritmo e achava que seria impossível aprender.

Mesmo assim, foi a fundo e se matriculou em cursos de snujs, derbakes, leitura musical e também história árabe. Ela aproveitou seu conhecimento como estilista e aplicou nas suas roupas de dança.

Asmahan ficou três anos em São Francisco e depois partiu para Londres. Lá, conheceu renomados músicos árabes e aprendeu a dançar com bandas ao vivo. Teve aulas com grandes nomes egípcios que ministravam aulas no país, como Mona el Said. Logo após foi para Viena, onde o nome Asmahan já era conhecido. Sua carreira estava decolando e resolveu ir para Cairo.

No país da dança do ventre, trabalhou em pequenos hoteis e quando visitava os locais mais famosos, conheceu Fifi Abdo. Durante a apresentação,
Fifi desafiou Asmahan – a estrela da Califórnia – a dançar. Para a surpresa de alguns presentes, ela arrasou e ainda ganhou o contrato que era assinado por Fifi para dançar em um grande hotel, chamado Meridian.

Aqui a orquestra passou a fazer parte de todas as suas apresentações. Seu sucesso atraiu o interesse de diversos empresários e Asmahan foi dançar no famoso hotel Mena House ao som de uma orquestra com 15 músicos.

Trabalhou com nomes grandes como  Nagwa Fouad e Tahia Carioca. Chocou muitos do ramo por ser considerada uma egípcia sem ter nascido e criada no país. Ficou dois anos no Cairo e retornou para Londres.

Asmahan acredita que os músicos são o sangue de uma bailarina, logo, tem que haver sintonia entre os dois.  A sintonia é tão grande que já fizeram um música especial para ela e nota-se como ela está conectada à música enquanto dança.

Como ela é libanesa, encontramos características comuns às bailarinas do Líbano: movimentos grandes e braços alongados. Ela é conhecida por apresentações-show, das quais algumas pessoas não gostam. Por exemplo, em uma apresentação aqui no Brasil, durante um festival da escola paulista Luxor de dança do ventre, ela entrou vestida como se fosse uma flor: pétalas ao redor do corpo.

Conforme ela dançava, ia retirando cada acessório. Para se ter uma ideia, separamos um vídeo dela dançando no navio que passeia pelo rio Nilo.

Suas roupas são bem chamativas e normalmente têm muito brilho. O cabelo costuma ficar solto e os olhos bem marcados para atrair todos os olhares. Com Asmahan podemos estudar como dançar com uma banda ao vivo assim como entender como é importante estudar os ritmos e instrumentos para dançar maravilhosamente.

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