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Falahi

2 ago

Acredita-se que o ritmo Falahi (felahi, fallahi ou felahim) foi criado pelos camponeses egípcios, os falahims, e era tocado enquanto preparam a terra para a colheita ou durante o pastoril de cabras e camelos.

Características
Ele é um Maksoum acelerado e costuma aparecer em músicas clássicas, derbakes, para acelerar a melodia, e principalmente nos folclores ghawazee, falahi (mesmo nome do ritmo), que serão abordados em breve aqui no Cadernos e também na dança do jarro e das flores.

Composição
Ele tem o compasso 2/4. Puro ele fica assim: DUM TATA DUM TA. Muitos músicos gostam de brincar com este ritmo e ele acaba saindo assim: DUM TAKATA DUM KATAKA

Como treinar
Com os snujs, bata com as duas mãos para marcar o DUM, assim o toque sai mais forte, e uma outra para marcar o TA. Se preferir, pode intercalar as mãos. Como ele é curto, vale tentar tocar ele floreado. Para isso, basta tocar cada parte com uma das mãos que fica bem fácil.

Dica de passos

Como é um ritmo bem acelerado com batida marcante é mostrar que você sabe que é ele que está ao fundo. Brinque com marcações de quadril, tremidos e pernas. Movimentos muito elaborados com os braços podem ser deixados para outro ritmo. Esse é vivo demais para você não dar atenção a ele.

Ritmo retirado do Cd Jalilah’s Raks Sharki Vol 4

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Maksoum
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Said

Maksoum

12 jul

O Maksoum (maqsoum, maksum, maqsum) é o pai de todos os ritmos egípcios, segundo o músico Hossam Ramzy. Afinal, sua estrutura é semelhante a do Said, Chifttelli e, principalmente, a do Baladi. Cortado ao meio, ou partido ao meio é a tradução literal da palavra que dá nome a este ritmo muito utilizado em músicas no Egito, Síria, Norte da África, região do Golfo e Tunísia, onde também é conhecido como Duyek.

Composição

Você já sabe que a estrutura do Maksoum é muito parecida com a do Baladi. Agora vejamos porquê. A frase musical do Baladi é esta: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA. O Maksoum não possui um dos DUMs inicial e tem uma pausa no meio do ritmo, tal como explica o músico Mario Kirlis (Bellydance instructivo com Mario Kirlis e Saida – DVD 1). Por isso também é chamado de Baladi um DUM. Daí o significado da palavra fazer alusão a algo partido.

Assim, a notação gráfica fica: DUM TAK (pausa) TAK DUM TAK

Uma forma floreada que pode assumir é: DUM TAKATA DUM TAKA (TAKA).

Características
É um ritmo de quatro tempos e existe uma variação mais rápida e mais lenta, na qual se torna muito semelhante ao Masmoudi. Dizem que o Baladi é uma forma folclórica deste ritmo. É muito usado em músicas modernas, solos de derbake e baladis. A pausa do meio da frase musical gera um acento mais forte no contratempo.

Como treinar
Treine o ritmo puro, com a ajuda de um CD (ouça a faixa selecionada abaixo), e depois tente encontrá-lo nas músicas. Repare que nem sempre ele aparecerá da forma simples e poderá receber variações e ficar floreado, principalmente no final da frase. Neste site você pode ver as diversas formas em que ele pode ser encontrado. Não se preocupe, nós alunas não precisamos conhecer todas elas. Basta saber a base para dançar e tocar nos snujs.

Dicas de passos
No vídeo acima, o derbakista e a bailarina fazem uma breve e simples apresentação do Maksoum. Note como ela também explora o peitoral, além do quadril para fazer as tão importantes marcações de ritmo. A argentina Saida e o músico Mario Kirlis elaboraram um capítulo do DVD instrutivo de ritmos especialmente sobre o Maksoum. Veja como ela faz as marcações com o quadril, em especial com variações do básico egípcio, e como explora o contratempo e a pausa.

Lembre-se: Você pode tocar os DUMs, TAKs e TAs com a sua mão principal (varia para destros ou canhotos) e os e KAs com a outra. Ou então marcar os DUMs com as duas mãos, enfatizando que são mais fortes.

*Faixa do CD Rhythms of the Nile 1, Hossam Ramzy.

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Bengala ou bastão

23 jun

Imagine pastores nos campos cercando seus rebanhos com um longo bastão. Foi desta imagem que se originou a Tahtib, uma dança masculina da região de El Saaid, no Alto Egito, na qual homens simulavam uma luta com bastões chamados shoumas. Com o tempo, passou a ser dançada por mulheres e ficou conhecida como Raks (dança) El Assaya (bengala), ou a dança da bengala, que foi introduzida aos espetáculos de dança do ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda.

A dança feminina exibe mais agilidade e charme, enquanto a masculina enfatiza a postura e a força. Por isso, a mulher pode utilizar o bastão ou bengala (bastão com curvatura na extremidade) para fazer movimentos com o instrumento, marcações batendo-o no chao, equilibrá-lo  ou usá-lo como moldura para o corpo. A bailarina pode fazer diversos tipos de giros com o bastão, horizontais, verticais, oitos, além usá-lo como apoio no chão ou no ombro em deslocamentos. Pode fazer batidas laterais, tremidinhos de quadril e busto, dar pulinhos e fazer marcações com o ombro.

Como uma dança folclórica, precisa ser apresentada com uma roupa típica. As mais tradicionais são as galabias. Outra opção são os vestidos, também fechados na barriga, mas um pouco mais justos. Em ambos os casos, sempre há um chale, lenço ou cinturão de moedas no quadril, para marcar bem sua movimentação. Também é comum usar lenços na cabeça.

Em geral, o Said e o Baladi são os ritmos mais comuns para esta dança, mas também existe com Maksoum e outros. Além disso, como se trata de uma dança folclórica, é muito fácil reconhecer o mizmar, que agora você já conhece em detalhes, nas músicas. Algumas fontes afirmam que Fifi Abdo, breve biografia no Cadernos de Dança, teria sido uma das primeiras bailarinas a usar bengalas nos shows. Atualmente, é comum ver apresentações com bastões duplos, influência da arte circense. No vídeo acima, da vencedora da categoria solo amadora do Mercado Persa 2009, é possível identificar as roupas citadas no texto, a referência às lutas que originaram a dança e os passinhos comentados.

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