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Videoteca: Alf Leyla wa Leyla

11 fev

Podemos arriscar e dizer que a música Alf Leyla wa Leyla, de Oum Kahtoum, é uma das mais escolhidas para dançar um clássico de dança do ventre.  Seja por sua estrutura simples, pela beleza dos arranjos ou pela variedade de edições possíveis, digitar este nome no youtube é ver que tem muita gente, de amadora a profissional que adora esta música.

Por isso, escolhemos falar dela para seguir o post da semana passada: uma música, várias interpretações. Mas notem que a música pode aparecer com diferentes edições em cada vídeo.

No primeiro, vemos a argentina Saida. A banda é maestrada por Mario Kirlis e esta bailarina optou por iniciar sua dança já no início do palco.

Sua dança começa mais contida, com pequenos toques árabes e tremidinhos.  Os giros aparecem, mas a dança está bem centrada no palco. Básico egípcio é o passo mais usado pela Saida nesta apresentação.

A canadense Aziza (que já apareceu em nossa videoteca) também começa a dançar já no palco. A versáo da música é em cd. Ela marca mais as nuâncias da música e intercala muito quadril e peito.Sua dança é menos marcada que a da Saida.

A americana Nasila dança com banda ao vivo. Mas ao contrário de Saida, o instrumento que predomina em Alf wa Leyla wa Leyla náo é o derbake, mas sim o violino. Por isso, movimentos ondulatórios imperam nesta apresentação.

Para finalizar este post, escolhemos o vídeo da bailarina Maiada e suas alunas dançando esta música. Aqui o que mais chama a atenção é o efeito de um grupo dançando, com  alguns intervalos de destaque à professora.

Samira Hayek

14 out

A venezuelana Samira Hayek nasceu em uma família tradicional libanesa, mas iniciou seus estudos no balé clássico quando tinha apenas seis anos. Na adolescência descobriu a dança do ventre e treinou durante cinco anos com Julio Campos (Zekha), mestre angolano.

A partir daqui, Samira não parou mais. Teve aulas com os argentinos Amir Thaleb – que a influenciou a dançar jazz como um complemento na sua formação-, Saida, Maiada e Sarat, com a americana Bozenka e o egípcio Mohamed El Sayed.

Sua carreira deslanchou. Foi escolhida para participar do primeiro balé de Danças Árabes da Venezuela “Amali” no qual ela representou a Argentina por todo o ano de 2006. Ótimo período para treinar com Oracio e Beata Cifuentes,da Colombia e Canadá respectivamente. Estava na hora de ir para o Egito. Lá, Samira estudou com Raqia Hassan, Dr. Mo Guedawi, Momo Kadous, Mona El Said, Randa Kamel, Munique Neith, Soraya Zaied, Amara (Brasil), Khamis Khenshes (Egito) e Abdel Fattah Naeem (Egito).

Em 2008, criou com sua amiga Gloria Hashad o Balé Nacional de Danças Árabes Aswan, companhia para transmitir seus conhecimentos da dança do ventre por dentro e fora da Venezuela.  Depois de um ano, lá estava a sua companhia no festival egípcio Ahlan Wa Sahlan no qual levaram o terceiro lugar do pódium.

Assista a uma apresentação do grupo de Samira Hayek

Esta conquista foi reconhecida pelo embaixador do Egito na Venezuela, Alí Salah Mourad e também pela La Tele, rede de televisão que abriu uma temporada fixa para mostrar o trabalho do grupo de Samira.

Foi difícil encontrar algum vídeo com ótima qualidade de imagem e som, mas selecionamos um no qual ela dança um folclore. Comum às bailarinas da América do Sul, Samira Hayek tem um estilo que mistura dança do ventre e jazz.

Deslocamentos grandiosos estão presentes nas apresentações bem como arabesques e trabalhos de braços. Marcações fortes aparecem entre as ondulações suaves que a venezuelana faz questão de mostrar sua descedência libanesa.

Quer saber mais sobre esta bailarina? Acesse o blog profissional dela, em espanhol.

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Alika

30 set

Neste vídeo, vemos a espanhola Alika dançando taqsim (em breve no blog) e o ritmo baladi na Espanha, em 2005, durante o BellySurdance.

Alika iniciou seus estudos na dança clássica com apenas três anos de idade. Foram anos nesta modalidade e também foi dançando flamenco que esta bailarina se interessou pelas danças de diversas culturas. A paixão pela dança do ventre foi imediata e logo aprendeu com grandes nomes como Fadua Chuffi, Lenna Beaty e Samara Hayat.

Não demorou muito para viajar ao Egito e conhecer a mestra Raqia Hassan. Logo após foi para Buenos Aires na Argentina, onde treinou com Amir Thaleb, Sarata, Maiada e Saida. Sem contar as aulas particulares com Jilina, Aziza e Randa Khamel. Já deu para entender que Alika captou diversos estilos e criou o seu próprio, certo? Vimos um vídeo desta bailarina aqui no blog quando falamos de giros na nossa videoteca. Alika trabalha o giro Sufi (relembre aqui) e também com o estilo clássico da dança do ventre.

Atualmente, Alika estuda as fusões da dança do ventre como o tango e flamenco e é mestra da casa de dança “Alika Danza“, a primeira escola espanhola especializada em Andalucia. Desde maio de 2004 cria, dirige e produz o festival internacional de dança oriental chamado BellySurdance.

Ela divide todo o seu aprendizado em workshops e seminários pela Espanha, México, Argentina e Brasil e já participou de festivais internacionais como Etnosur’04 e Etnosur’07; o World Music da Europa; X Encontro Internacional de Danças Árabes de 2008, realizado em Buenos Aires e veio ao Brasil em 2009 para o X Festival Internacional Luxor, em São Paulo.

Alika é bem tradicional na hora de se vestir para suas apresentações. Roupa de duas peças com cinturão carregado e bustiê com franjas são sua marca registrada quando vai dançar música clássica ou derbake. Geralmente, é de uma cor só, como dourado e lilás, e seus cabelos vermelhos costumam ficar soltos para dar graça aos movimentos que faz com a cabeça, típicos do zaar. Falando em movimentos, eles são bem grandes.

Alguns dizem que são exagerados, mas nota-se a característica comum das argentinas e algumas bailarinas espanholas quando Alika dança. Elas conseguem ocupar todo o palco e parecem ter mais de dois metros de altura justamente porque mantém a postura perfeita e fazem os movimentos de braços e ondulatórios bem grandes para que todos possam ver. Suas batidas são bem marcadas e a expressão é mais neutra, coisa que os egípcios não gostam muito.

No vídeo acima, vimos Alika na dança árabe clássica, agora confira o derbake da espanhola apresentado em 2008 no México.

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