Tag Archives: luz

Véu pói

15 set

É preciso ter muita agilidade e coordenação para se apresentar com o pói. Esta invenção foi incorporada à dança do ventre mais ou menos na mesma época do véu fan, sendo utilizado estritamente em palcos, principalmente porque exige espaço.

Um véu de seda preso com fio de naylon em uma bolinha de peso encapada com o mesmo tecido do véu. Quando a bailarina gira o acessório, o efeito é uma verdadeira ilusão, como se o véu estivesse se movimentando sozinho. O truque está no peso da bolinha, que conduz o movimento do tecido puxado pelo fio transparente.

Originalmente, é um elemento da cultura Maori, da Nova Zelândia, e é usado de forma artística, como exercício ou simplesmente como um hobby, em especial pelas mulheres. Nesta cultura, a palavra “poi” pode remeter tanto à coreografia, ao objeto ou ao acompanhamento musical.

O segredo aqui é nunca deixar o véu parado. Por isso, a preparação física é fundamental para literalmente colocar o véu para girar. Como exige velocidade, é mais comum vê-lo em apresentações modernas. Quando usados em dupla, você pode desenvolver movimentos em posições contrárias, por exemplo, girando um deles para um lado e o outro na direção oposta, ocupando o plano horizontal ou vertical.

Outro movimento muito usado é cruzar o véu acima da cabeça, com as mãos posicionadas bem rente. O efeito é de uma “borboleta”. Outras formas geométricas e desenhos também podem ser feitos.

Na dança do ventre o pói é formado por um véu, mas há outras versões que utilizam o pói de luz ou de fogo (imagem), como é comum em apresentações de tribal.

A bailarina Corel Cayunao (imagem em destaque com Véu da Rose dos Véus) fez uma bonita apresentação no Show da Conquista, realizado pela Luxor, com o pói, em um dos melhores vídeos disponíveis com este acessório. Se você curtiu, veja também a Sonya no Youtube.

Gostou? Alguns profissionais recomendam que para praticar o pói você use um par de acessórios simples, apenas para a prática. Em geral eles são simples, com tecidos curtos e bem coloridos, para que você enxergue bem os efeitos que ele produz no ar.

Veja + Acessórios

Candelabro

18 ago

O elemento fogo também é utilizado na dança com candelabro. Assim como as tacinhas, o candelabro representa a iluminação dos caminhos.
Em geral, é a dança presente em nascimentos, aniversários e, principalmente, em casamentos.

Nesta ocasião, a bailarina vai à frente do cortejo dos noivos, no ritual conhecido como Zeffa, para levar a luz à união e atrair felicidade.

Acredita-se que o Raks el Shamadan seja de origem egípcia ou relacionado ao judaísmo. Afirma-se ainda que as escravas costumavam usar velas na cabeça para servir os faraós durante à noite, pois não havia iluminação ambiente e elas estavam com as mãos ocupadas carregando bandejas e objetos que precisavam levar e trazer.

Da mesma forma, outra história é que as mulheres usavam candelabros na cabeça para iluminar os caminhos do deserto depois do poente do sol. Viravam uma espécie de lanterna ambulante. O que temos certeza é que a dança com candelabro antecedeu à criação das tacinhas.

Os candelabros podem ser de diversos tamanhos, com sete a 17 velas (brancas ou coloridas) e a estrutura é de metal pesado, para que o diâmetro se encaixe perfeitamente na cabeça da bailarina e permaneça bem equilibrado.

Como esta dança ainda mantém uma forte ligação com a tradição, os vestidos longos e que cobrem o corpo são os mais utilizados. Pelo mesmo motivo, é raro encontrar bailarinas se apresentado com candelabros em restaurantes, cafés, entre outros eventos. Costuma ser usado em palco e em conjunto com outros acessórios.

Se quiser manter mais ainda a tradição, opte pela cor branca ou preta. Os tecidos são sempre pesados e sem transparências, como veludos. Outro detalhe muito importante é que é muito comum as bailarinas utilizarem um véu sobre a cabeça, embaixo do candelabro.

Zaffe ou Malfuf são os ritmos mais usados nestas apresentações, mas também é possível encontrar com Baladi, Falahi e Saidi. E a velocidade mais lenta exige movimentos ondulados, oitos, redondos e trabalho de braço.

Explore bastante a sinuosidade, inclusive no chão, mas não esqueça que você também tem liberdade para fazer marcações com batidas e tremidinhos.

Treine muito para ter a segurança e o equilíbrio necessários. Aproveite o vídeo abaixo e confira algumas dicas de passos com a Farhana.

Quer ver mais dança com candelabro? Acesse noso canal no youtube e veja  Kristinne Folly dançando lindamente.

Veja + Acessórios de dança
Punhal
Véu Fan
Véu duplo
A dança da espada
Dança com pandeiro
A delicadeza das tacinhas
Dança do jarro
Bengala ou bastão
Os snujs
O véu na dança do ventre

A delicadeza das tacinhas

7 jul

Em casamentos, festas de aniversário e batismos, o caminho dos noivos, do aniversariante ou do pequeno que será batizado deve ser iluminado para trazer prosperidade e felicidade para a sua vida. Simbolicamente, isso é representado na dança do ventre com a dança do candelabro e, posteriormente, pelas tacinhas. A bailarina se apresenta com uma taça com velas em cada mão, iluminando o ambiente e a ela mesma, tomando sempre o cuidado de manter a chama acesa, afinal o objetivo é trazer a luz. Ficam posicionadas entre o dedo indicador e médio ou entre este e o anelar.

As velas costumam ser de cera branca e o pavio fica no fundo, o que faz com que a iluminação preencha toda a taça, formando um foco de luz, e não apenas um ponto luminoso no pavio. Em geral, são usadas em músicas clássicas e lentas. A combinação do ritmo e da melodia com a atmosfera escura e misteriosa pede ondulações, como camelos e oitos. Além disso, as tacinhas são movimentadas com braços serpente, na altura do peito, acima dos ombros e da cabeça, fazendo giros e cruzando as mãos. Podem ser equilibradas na coxa e na cintura, acompanhando e delineando cambrês.

Como o véu, podem ser deixadas de lado durante a apresentação. Aliás, antes de descansá-las é comum fazer trechos de dança de chão. É preciso muita delicadeza e sensualidade, aliadas à segurança. Sem este equilíbrio, a bailarina tende a se movimentar muito devagar, com receio da chama se apagar, tornando a apresentação tediosa. No vídeo acima, uma apresentação de Ju Marconato, é possível observar como a dança das tacinhas pode ser sensual, misteriosa e, ao mesmo tempo, delicada.

Veja + Acessórios aqui
Como fazer tacinhas para dança do ventre?

%d blogueiros gostam disto: