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Deu samba! Dança do ventre brasileirinha

2 mar

No vídeo acima vemos a bailarina Samra iniciando a sua apresentação com véu. Tudo parece normal. Passos clássicos, roupa típica de dança do ventre e tal. Mas se você assistir até o fim vai notar um toque brasileiro aí: o samba.

Hoje vamos falar da mistura do samba com a dança do ventre. O samba é um ritmo brasileiro nascido no Rio de Janeiro, mas “samba” tem origem árabe.

Acreditam? Por aqui já dá até para prever a fusão entre dança do ventre e samba antes mesmo de pensar na própria dança.

O samba sempre recebeu e aceitou influências de outros lugares. Hoje em dia é praticamente impossível encontrar o samba puro.

Os mais conhecidos são gafieira (misturado com ritmo latino e norte-americano dançado em cabarés) e de choro (variante que mistura a voz com batuque).

É com o samba de choro que podemos enxergar a fusão com a dança do ventre. Na maioria das apresentações, o samba aparece misturado ao som do derbake.

O batuque, típico do samba, mistura-se aos DUM e TAKA deste instrumento de tal forma que se não prestarmos atenção, nem percebemos a fusão. Na videoteca com a Amara, já notamos como o samba pode aparecer. A bailarina Mahira Hassan também brinca com a fusão.

Os passos podem variar e muito. As bailarinas até sambam de verdade ou misturam o movimento “maroto” na meia ponta com tremidinho tirando um pé de cada vez do chão.

Isto deve ser feito de uma forma um tanto exagerada para que o movimento seja confundido com o sambar. Os braços costumam ficar na posição básica (abertos na altura do umbigo) e a barriga à mostra.
Esta bailarina ousou em sambar com uma espada na cabeça.

A música mais escolhida para dançar esta fusão é “Brasileirinho”, choro composto em 1947 por Waldir Azevedo, mas é comum vermos batidas típicas das escolas de samba misturadas ao derbake.

Já que estamos em clima de carnaval por que não tentar mesclar o samba com dança do ventre? Para encerrar este post, escolhemos o vídeo da bailarina Sasha Holtz.

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Videoteca: Leila Karam

28 jan

Dona de poderosos camelos abdominais, escolhemos a Leila Karam para a videoteca desta sexta-feira.

Neste vídeo a vemos dançando uma música com um toque meio latino, mas mesmo assim clássica. Leila varia entre passos grandes e pequenos e sente a melodia junto com a batida da música. Importantíssimo saber mesclar cada parte. De vez em quando vemos uns movimentos mais fortes do jazz.

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Tito Seif

13 jan

homens na dança do ventreA performance de dança do ventre por homens ainda é considerada um tabu por muitas alunas e professoras. Aqui no Cadernos, não temos este tipo de preconceito e já citamos nomes de grandes mestres como Amir Thaleb e chegou a hora do nosso primeiro biografado.

Tito Seif esteve no Brasil, em 2010, ministrando workshops no 11º Fiel, o que inspirou nossas leitoras a pedirem um textinho sobre ele por aqui. Este egípcio começou a dançar aos 14 anos, mas já gostava desta atividade desde a época de escola, e logo se tornou professor. Daí para frente só cresceu. Com mais de 20 anos de carreira, Tito é famoso por sua presença de palco, simpatia e, claro, por sua técnica apurada. Um de seus passos marcantes é o “twist” batizado com seu nome.

Também desenvolveu um estilo, “shaabi”, inspirado nas ruas do Cairo. Nestes anos todos, absorveu conhecimentos de dança clássica, folclórica egípcia, além de khalige, ghawazzi e outras. O Said com bastões é uma de suas especialidades, a ponto de apresentar-se com não um, nem dois, nem três, mas quatro bastões! Veja abaixo e no link a mesma apresentação em detalhe.

Em entrevista, ele afirmou que dança para contar uma história e que seu estilo é conhecido por traduzir em emoções a música e a canção (fonte: site). Nesta reportagem em vídeo ( em inglês) ele diz que “um homem deve dançar de forma masculinizada, usando alguns movimentos femininos” e que ele até pode imitar uma mulher, mas não perfeitamente, caso contrário, não ficaria confortável e não seria bem aceito.  Repare como possui o quadril absolutamente solto e como envolve o público.

Ministra aulas desde a década de 1990 e já girou o mundo em shows e aulas e, aos 40 anos, continua em atividade, é coreógrafo, dançarino e professor. Seu evento mais famoso é “The Tito Oriental Show”, que ocorre no famoso resort Alf Leyla Wekeyla. Costuma usar túnicas ou camisetas e calças cor creme, com botas ou sapatos e, em geral, um chapéu ou lenço amarrado na cabeça. E você se lembra das famosas apresentações de Jillina em cima do derbake? Pois é, olha o Tito aí …

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