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Riqq e Daff

9 nov

Existe uma polêmica em torno do Riqq (mriq, riq, rik) e do Daff (defi, daire).  Alguns músicos afirmam que Daff é apenas a nomenclatura do Riqq recebida no Líbano. Outros, dizem que o Riqq é um instrumento que descende do Daff usado no Egito Antigo, surgindo apenas no século XIX.

Obstáculos à parte, ambos são instrumentos de percussão semelhantes ao que conhecemos como pandeiro e tambor. Diferentes do bendir, possui pratos metálicos dispostos simetricamente em pares nas cinco janelas em torno do corpo. Este, por sua vez, tem 10 cm de diâmetro, é feito de osso, chifres, pedaços de madeira ou madre-pérola que formam lindos mosaicos coloridos. Já a membrana pode ser de couro ou sintética, tal como a do derbake.

São usados em músicas clássicas ou folclóricas no Egito, Iraque, Líbano, Líbia, Palestina, Síria e Sudão. É posicionado na vertical ou horizontal. O importante, e mais comum, é tocá-lo com a mão direita, no centro da membrana, enquanto a esquerda dá o apoio. Pertence ao grupo chamado Takht e é usado para acompanhar o ritmo, ou seja, preenche espaços deixados por outros instrumentos.

Se você é um geek e tem seu Iphone turbinado, saiba que o aparelho já possui um aplicativo de Riqq virtual na Applestore. Você não sabe tocar? Não é problema. Assista ao vídeo abaixo e tenha algumas noções de como é. outra opção é acessar o site do músico Vitor Abud Hiar e ler o artigo dele sobre as técnicas para se tocar Daff.

Wahda wa noz

16 ago

Ritmo lembra o andar de um camelo

Wahda wa noz também é chamado de Wahda we noss, Wahda wa nos,  Wahd we noss e Wahd wa noss.  São diversas formas de nomeiá-lo, mas em português, significa “um e meio”.  Este ritmo originou-se na Líbia e lembra o caminhar de um camelo.

Características
Recebeu este nome porque tem uma marcação forte no início.  No meio das batidas, é possível acrescentar floreios.

Quando é tocado, lembra o andar sinuoso do camelo e é geralmente relacionado à dança da serpente, por causa dos movimentos sinuosos que pede.

Alguns músicos dizem que o Wahda wa noz egípcio corresponde ao Chiftetelli turco e grego, mas com uma certa variação.

Composição
Possui compasso 8/4. E aparece assim DUM TAKA TAKA DUM DUM TA, na sua forma mais simples, mas no meio das batidas é possível florear bastante. Por isso, muitas pessoas o confundem com ritmo Chiftetelli, que foi ao ar na semana passada.

Wahda wa noz floreado: DUM TAKA TAKATA TAKA DUM TAKA DUM TAKATA.

Nesta variação, o acento forte aparece no primeiro, quinto, sexto e sétimo compasso. Geralmente, o terceiro é uma pausa que não é marcada pela bailarina.

Existe uma variação do Wahda wa noz, chamada Wahd, metade do ritmo, com composição 4/4.  Fica assim: DUM  DUM TAKA DUM. Percebem como aparece só a parte mais forte do ritmo completo?

Como treinar
É muito difícil encontrar uma bailarina que dance o Wahda wa noz tocando os snujs, mas para treinar este ritmo, bata o DUM com a mão direita, o TA com a esquerda e o KA, com a direita.

Se isso ficar confuso por causa do DUM e o KA na mesma mão, bata os dois snujs para marcar o DUM mais forte e intercale o TA e o KA entre as mãos direita e esquerda.

Geralmente, aprendemos este ritmo marcando- o com o corpo no lugar de usar snjus. Aí vai da criatividade da bailarina para fazer as marcações. A dica é marcar somente os acentos mais fortes.

Dica de passos
O Wahda wa noz costuma aparecer em músicas clássicas e taksins. Mas pode marcar presença em solos de derbake momentos antes de outro ritmo acelerar a dança da bailarina.

Como ele lembra um andar de camelo, aproveite para fazer movimentos sinuosos. Camelos, oitos e pivôs caem perfeitamente. Os braços são muitos usados, ainda mais porque quase toda música escolhida para a dança da serpente, este ritmo aparece.

Por isso, com a cobra ou não, movimente os braços bem sinuosos e delicados.

Se quiser marcar o ritmo, enfatize somente os acentos mais fortes. Você pode, por exemplo, marcar o primeiro DUM, fazer um camelo e marcar os dois DUMs finais. Use a criatividade e lembre-se de manter a introspecção.

Retirado do CD de ritmos do Mario Kirlis vol 2

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