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Videoteca: Véu leque (Luxor)

17 dez

Já vimos por aqui como é o véu leque. Sua origem na dança do ventre, como ele é feito etc.  O vídeo desta semana traz uma apresentação das professoras e bailarinas da Luxor, escola de Dança do Ventre, de São Paulo.

A música faz parte do repertório do compositor grego Yanni e esta dança foi apresentada em novembro de 2009. Observem como o efeito do véu fica lindo em grupo e como podemos combinar as cores dele com a nossa roupa.

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Leques ou abanicos

1 set

Os leques, também conhecidos como abanicos ganharam espaço na dança do ventre somente nos últimos anos. Se você já leu nosso post sobre o véu leque, famoso pelo nome de véu fan, sabe que parte da influência é de origem chinesa, mais ou menos de 2600 a. C. Porém, existem registros de que os leques eram originalmente utilizados por incas, astecas, babilônicos, persas, romanos, gregos e egípcios.

Um site completo sobre a história, usos e fabricação dos leques, afirma que a representação mais antiga deste objeto pertencia uma imagem de Namer, que unificou o Alto e Baixo Egito em meados de 3 mil a. C, atualmente se encontra no museu de Oxford. Os leques egípcios guardavam muitas semelhanças com os utilizados na dança do ventre hoje. Eram grandes, semicurculares e serviam tanto para abanar quanto para espantar insetos.

Com o aumento das fusões na dança do ventre (em breve serão temas de diversos posts no Cadernos), muitos elementos das outras culturas foram incorporados. Durante a apresentação, este acessório serve mais como enfeite, não há passos especiais para se fazer. É só uma questão de charme, de misturar essa influência flamenca aos passos tradicionais da dança do ventre e de coordenação e habilidade gestual. Em geral, são usados em movimento, em frente ao rosto ou na altura da cintura. Assim como o véu fan, pode ser usado aberto ou fechado. É possível usá-lo com ondulações, nos taqsims e em ritmos como Baladi, Said e Maqsum.

O leque pode ser de bambu, marfim, seda, renda ou de outros tecidos. Um modelo muito específico ganhou estrutura mais rígida, ficou maior e foi adornado com penas, formando uma espécie de abanador de faraós. São muito utilizados em coreografias de palco, para criar figuras geométricas e, principalmente, círculos. No vídeo abaixo, o grupo da professora Virginia Lazcano (Ballet Al Fayr) se apresenta com este acessório moderno.

Gostou? Veja uma coreografia moderna com este acessório no nosso canal do youtube.

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O véu na dança do ventre

Véu Wings

25 ago

Neste vídeo, vemos a bailarina Amar Gamal dançando com o véu wings. Infelizmente, não há muita pesquisa a respeito da origem deste véu na dança do ventre. Alguns dizem que é uma adaptação das imagens e rituais da Deusa Ísis, sendo que ela teria se transformado em uma ave para cantar suas lamentações. Outros falam que foram as americanas que introduziram este acessório em formato de asa para chamar a atenção do público.

Independente das especulações, sabe-se que este acessório está na moda. Muitas bailarinas, famosas ou não, usam o véu wings em suas apresentações. Ele também é chamado de véu borboleta e asas de anjo (Isis Wings, Alas de angeles…) por causa do formato em asas e pode ter várias cores e feito em diversos tecidos. Esse dafoto abaixo, por exemplo, foi confeccionado pela Rose, dona do Rose dos Véus Studio de Dança, e equipe, em seda.

No início, eram plissados e de uma cor só, mas hoje costumam ser coloridos, fruta cor e até de seda. Pode até ter só um lado da asa. Na hora de escolher, vai personalidade de cada bailarina. Existe um tamanho padrão de 3 metros para cada asa e uma altura de 1,50 m, mas você pode ir em ateliês e fazer um sob medida.

Eram muito caros quando ficaram famosos, mas hoje estão com o preço mais conta em razão da quantidade de pessoas que produzem esses véus. Existem dois modelos básicos: egípcio e argentino. O primeiro possui um velcro que você prende no pescoço, limitando o uso do véu como borboleta.

O argentino não tem isso, é uma faixa mais comprida, e assim é possível brincar com o véu de diversas maneiras: você pode colocá-lo no pescoço, cintura e fazer todos os movimentos que costuma realizar com um véu normal como helicóptero, asa de anjo, leque…além de outros tipos de giros.

Dançar com o véu wings parece fácil, mas engana-se quem pensa assim. Você precisa ter domínio dos movimentos, por isso, não fique achando que este ornamento vai esconder a sua dança.

Sem contar que uma ótima postura e força nos braços são fundamentais para que os passos saiam bem executados ao mesmo tempo que leves.

Geralmente, as bailarinas escolhem músicas modernas, com batidas fortes e usam o véu como entrada de um show. A argentina Angeles criou uma coreografia para lá de moderna na qual ela não larga o véu de jeito nenhum. É uma dança que exalta este acessório, a flexibilidade e a habilidade da bailarina.

Para quem gosta de algo mais clássico, dá para dançar uma música mais lenta, basta manter o tom de mistério. Mas na maioria das vezes ele é usado em entradas para chocar o público e passar a impressão de que a bailarina voa pelo palco.

Viu alguma apresentação com wings e achou maravilhosa? Coloque o link nos comentários para a gente ver!

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