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Bolero

5 jul

O bolero tem origem espanhola e é considerado um ritmo muito romântico e é tido como uma rumba mais lenta. Casais apaixonados costumam se entregar ao amor no meio de uma música que desperta os mais belos sentimentos. Na dança do ventre, foram as argentinas quem incorporaram o bolero. Geralmente este ritmo aparece em partes lentas da música ou até mesmo como base de um taksim.

Composição
Rumba tem composição 2/4 e fica Dum tákátá Ká Tá Ká Dum ká. Já o bolero tem base 4/4, com apenas um DUM, dois TAKA e um TA. Sua composição fica assim: Dum kákáTá kákáTákáTákáDum Ká.

Características
É um ritmo lento que exige da bailarina muita expressividade. Costuma aparecer em músicas clássicas, mas é possível encontrá-lo na mais modernas. Pode ser dançado em casal, com um mix com dança de salão ou solo com alguns passos de jazz misturados aos da dança do ventre.


Como treinar

Não é comum a bailarina tocar este ritmo enquanto dança. Na verdade, ela deve tocar com o corpo e sua expressividade, deixando os snujs para os músicos. Mas se quiser treinar, basta deixar o DUM  na mão direita, ou com as duas mãos para marcar bem, e alternar as mãos entre o TA e o KA. Preste atenção ao tocar o TA. Ele não deve soar como o DUM. Tem que bater de uma maneira diferente para diferenciar o DUM do TA.

Dicas de passos
Deslocamentos, véus, giros e arabesques são perfeitos para quem quer dançar o bolero. Sem contar alguns toques árabes e oscilação corporal acompanhando o ritmo. Se quiser marcar alguma parte do ritmo, fique à vontade, mas o que vale mesmo é a expressão. Deixe a música tomar conta de você.

Escolhemos o Bolero do compositor e músico Mario Kirlis para ser a trilha sonora deste post. A música encontra-se no Cd “Sol Naciente – Mario Kirlis con Amir Thaleb” (2001)

Veja + Ritmos

Malfuf
Ayub
Baladi
Said

O ayub

21 jun

A origem do ritmo Ayub, ou Ayubi,  é incerta. Alguns dizem que é nome de uma rádio no Egito, outros falam que seu som acelerado simboliza o andar dos cavalos. Mas o que sabemos de verdade é que ele é tocado da Turquia ao Egito e que embala muitas músicas ouvidas por aqui. Acredita-se que no Brasil ganhou fama com a música Azez Aleya, de Tony Mouzayek, trilha da novela global “O clone” (2001)

Composição
É um ritmo de compasso 2/4, formado apenas por um KA e um DUM. A frase completa fica assim:

DUM KA DUM KA DUM

Características
O ritmo pode ser acompanhado com voz, de forma rápida em músicas folclóricas, suave em clássicas ou bem lentas durante o zaar, estilo que em breve será tema aqui no Cadernos de Dança.

Passos
Existe um passo que também chama ayub. Com uma perna levemente na frente da outra, você transfere o peso para trás e neste momento faz uma batida com o quadril. Você pode fazer isso andando ou no lugar, brincando com deslocamento de pescoço e com movimentos de mãos e cabeça. Muitas bailarinas fazem esses movimentos ora para esquerda, ora para a direita. É comum encontrar este ritmo em derbakes, introdução de músicas e, às vezes, até no meio da música, o que dá uma certa graça e alegria à coreografia. Aqui vale muita criatividade já que o ritmo é simples.

Como treinar
Este é fácil. Uma mão é o DUM e a outra é o KA. Toque uma de cada vez. DUM KA DUM KA DUM….

Assista ao pequeno vídeo com derbakistas tocando o Ayubi.

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Maksoum
Bolero
Malfuf
Baladi
Said

O Baladi

14 jun

É um dos ritmos mais executados no Egito e no Líbano, assim como o Said. Possui marcações fortes e retoma a cultura popular, as origens familiares e o significado da terra natal. A própira palavra baladi, traduzida, significa “minha terra”. Desta forma, também representa aquilo que é simples, comum, do dia a dia. Também é conhecido como beledi ou balady.

Composição
Assim como o Said, possui compasso 4/4. Derivado do Maksoum, que tem um DUM a menos na chamada forma anotada ou cifrada. Isso por que é comum que o Maksoum também seja executado com dois DUMs. Assim, a frase fica desta forma:

DUM DUM TAKATA DUM TAKATA

Características
Com esta marcação dupla no início da frase (DUM DUM), o ritmo precisa ser tocado de forma mais lenta, apesar de existir com outras variações, a exemplo do Masmoudi Saghir. Não confunda com o Masmoudi, que é um ritmo de oito tempos. É utilizado em músicas modernas, clássicas, em derbakes e também na dança folclórica homônima. É comum ser tocado em músicas com trechos de taksim (solos intrumentais) e cantadas.

Como treinar
Comece a tocar os snjus pela frase simples: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA. Quando conseguir agilidade, coloque um TAKA no final, para fazer a emenda com o início do ritmo novamente: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA TAKA DUM DUM TAKATA DUM TAKATA. Treine o ritmo puro, com a ajuda de um CD (ouça a faixa selecionada abaixo), e depois tente encontrá-lo nas músicas. Repare que nem sempre ele aparecerá da forma simples e poderá receber variações e ficar floreado.

Dicas de passos
Como é um ritmo muito forte, os acentos (DUMs) precisam ser bem marcados na dança com básicos egípcios, deslocamentos e batidas de quadril. Atenção: na sua versão folclórica e tradicional da dança baladi, não há passos influenciados pelo balé e pelo jazz, afinal retoma aspectos tradicionais da cultura. Neste caso, é sempre dançado com o pé no chão e com roupas mais simples, nunca com o conjunto saia-cinturão-top.

Em outras músicas em que o ritmo apareça, não valem estas características. O percussionista Hossam Ramzy, em um texto sobre o Baladi, no seu site, afirma que “Se você me perguntar quem é a melhor dançarina de Baladi em todo o Egito hoje, a resposta é simplesmente LUCY”. (tradução livre)

Lembre-se: Você pode tocar os DUMs, TAKs e TAs com a sua mão principal (varia para destros ou canhotos) e os e KAs com a outra. Ou então marcar os DUMs com as duas mãos, enfatizando que são mais fortes.

*Faixa do CD Ritmos Arabens Volumen 1, Mario Kirlis.

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