Tag Archives: guitarra

Cítara

30 nov

De origem grega, cítara (sitar, kithaar,qitara, kithara. kaithaar, cithara ou qhitara) é um instrumento de cordas que parece metade guitarra e metada harpa. Ele possui a estrutura do dorso da guitarra atual que lembra uma harpa por causa da disposição das cordas.

Era muito comum na região da Ásia menor e os músicos que o tocavam eram chamados de citharedes. A sua caixa de madeira é composta por cavidades, lisas ou arqueadas, que fazem a ressonância do som. Além disso, possui “costelas” no centro ou nas laterais que ligam as cordas, que podem ter seu número variado, ao topo e dão sustentação ao instrumento.

As cordas ficam presas sobre essas barras com pinos e na outra extremidade há uma pequena corda que chamam de cauda, usado para tocar. Pode ser tocado com os dedos ou uma palheta rígida.

A cítara era muito tocada em recitais, rapisódias, odes e músicas euruditas, mas também era encontrada em banquetes da alta sociedade. Diz a lenda que as ninfas dançavam ao som deste instrumento e deve ser por isso que foi incorporado à dança do ventre.

Aqui, ela costuma aparecer em taqsins ou entradas de músicas. Os passos geralmente envolvem movimentos com tremidos muito bem sincronizados com a melodia deste instrumento.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre como tocar este instrumento que já ganhou novos formatos como a atual guitarra.

Veja + Instrumentos aqui

Teclado

12 out

Da família dos instrumentos de teclas, o teclado apareceu somente em meados dos anos 60, apesar do cravo, do órgão e do piano já existirem há muitos séculos. Este instrumento eletrônico é capacitado para executar ritmo e melodia, mas isso você já sabe.

Foi elaborado por Robert Moog, da empresa Moog Music Inc., em 1955. Assim como os primeiros computadores, eram enormes e podiam ocupar uma parede de 2mX5m inteira. Isso porque já nesta época precisavam de estrutura para imitar sons de animais, outros instrumentos e simular sons de máquinas. Não é à toa que precisavam ser operados por técnicos especializados.

Atualmente, têm de 59 a 61 teclas, de acordo com a marca. Existem quatro tipos de teclados, sendo que os sintetizadores são os mais utilizados, por oferecerem a capacidade de editar sons para a criação de novos timbres. A maioria deles oferece o acompanhamento automático, em que você programa um estilo musical como rock, samba, jazz, pop e outros. Os chamados workstations também permitem editar sons e compor arranjos. Por sua vez, os pianos digitais são muito semelhantes ao piano tradicional, porém com diferentes timbres. Os controladores, por fim, controlam outros instrumentos por meios digitais. Com tanta tecnologia, bateria, baixo, guitarra, trompete, trombone e outros instrumentos foram facilmente substituídos pela imitação do teclado. É bastante utilizado principalmente para imitar o som do acordeão.

Na dança do ventre, não é possível precisar ao certo quando o teclado começou a ser usado nas músicas e orquestras. Porém, é possível estimar a partir da sua data de origem, entre em meados da década de 60 e 70. Um dos tecladistas mais famosos no mundo da dança é o famoso maestro Mario Kirlis, que costuma acompanhar a bailarina Saida com sua orquestra. Na sua banda, Tony Hallak também asssume as teclas brancas e pretas quando necessário, além de ser responsável pelo kanoon. Outro nome conhecido neste meio é o brasileiro Marcos Strapazon. Atualmente no Oriental Beat, já tocou com a orquestra de Mario Kirlis e com Shaker Akiki, cantor libanês. Na famosa banda do cantor internacionalmente conhecido Tony Mouzayek, o responsável por este instrumento é Mohamad Azra.

Agora que já sabemos como é a estrutura de um taqsim, que tal estudá-lo especificamente no caso do teclado? Para isso, selecionamos um vídeo da bailarina Saida junto com o maestro Mario Kirlis, gravado no II WorkShop Internacional (2009), em Valencia,  organizado pela Escuela de Danzas Árabes Nayat. Note como ela acompanha o som do instrumento com o corpo, emendando passos ondulados. Repare também como o músico toca e nas variações de velocidade e tons obtidos com o teclado. Por fim, não deixe de notar os outros instrumentistas que acompanham a música, como é o caso de Matias Hazrum, no derbake. Veja a nossa lista de posts sobre instrumentos e divirta-se!

Veja + Instrumentos aqui

Trilha sonora: Rock e Derbake

17 jul
Quem disse que rock e música árabe não tem nada a ver? Em 1994, Robert Plant (vocal e gaita) e Jimmy Page (guitarra), ex-Led Zeppelin, convidaram nada menos que Hossam Ramzy e, pelo menos, outros dez músicos do Oriente Médio para tocar no álbum e na turnê “No Quarter- Unledded” (1995-1996). O disco, um acústico com clássicos da banda, saiu pela Atlantic Records e foi gravado no Marrocos, Londres e País de Gales.

O resultado? O álbum ficou entre os quatro primeiros colocados da Billboard Pop Albums e ganhou um disco de ouro e outro de platina. Algumas músicas gravadas com influências da música árabe são: “Wah Wah”, “Wonderful One”, “Yallah” (ou “The Truth Explodes”) e “City Don’t Cry”.

No dia 13 de julho comemorou-se o Dia do Rock. Por isso, escolhemos esta união um tanto diferente para registrar no Cadernos. Na apresentação abaixo, a interpretação da música Kashmir, ao vivo, na Califórnia. Repare no som do derbake e no próprio Hossam Ramzy, que aparece em alguns momentos.

Farouk El Safi, um renomado derbakista que participou do projeto, em entrevista para um site (em inglês), afirmou que a experiência mudou a sua vida e a relação que o Oriente possuia com a música Ocidental, em especial com o rock. Abaixo, leia um pequeno trecho da entrevista (tradução livre):

Como Led Zeppelin conheceu Hossam Ramzy?
“Embora Hossam Ramzy seja um músico egípcio, ele era praticamente um baterista de rock, tocando com baquetas. Nos anos 70 viveu no Reino Unido tocando com vários músicos árabes. Ele tinha um bom inglês e facilidade para conversar com as pessoas. Ele sempre contava para todos sobre a música árabe e conheceu o Led Zeppelin nestes círculos de amizades. Eles queriam combinar música árabe com rock’n’roll e gostariam de ter um derbakista nas apresentações. Como o inglês de Hossam era melhor do que qualquer outro músico, foi o primeiro selecionado pelo Led Zeppelin para tocar.”

%d blogueiros gostam disto: