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Maksoum

12 jul

O Maksoum (maqsoum, maksum, maqsum) é o pai de todos os ritmos egípcios, segundo o músico Hossam Ramzy. Afinal, sua estrutura é semelhante a do Said, Chifttelli e, principalmente, a do Baladi. Cortado ao meio, ou partido ao meio é a tradução literal da palavra que dá nome a este ritmo muito utilizado em músicas no Egito, Síria, Norte da África, região do Golfo e Tunísia, onde também é conhecido como Duyek.

Composição

Você já sabe que a estrutura do Maksoum é muito parecida com a do Baladi. Agora vejamos porquê. A frase musical do Baladi é esta: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA. O Maksoum não possui um dos DUMs inicial e tem uma pausa no meio do ritmo, tal como explica o músico Mario Kirlis (Bellydance instructivo com Mario Kirlis e Saida – DVD 1). Por isso também é chamado de Baladi um DUM. Daí o significado da palavra fazer alusão a algo partido.

Assim, a notação gráfica fica: DUM TAK (pausa) TAK DUM TAK

Uma forma floreada que pode assumir é: DUM TAKATA DUM TAKA (TAKA).

Características
É um ritmo de quatro tempos e existe uma variação mais rápida e mais lenta, na qual se torna muito semelhante ao Masmoudi. Dizem que o Baladi é uma forma folclórica deste ritmo. É muito usado em músicas modernas, solos de derbake e baladis. A pausa do meio da frase musical gera um acento mais forte no contratempo.

Como treinar
Treine o ritmo puro, com a ajuda de um CD (ouça a faixa selecionada abaixo), e depois tente encontrá-lo nas músicas. Repare que nem sempre ele aparecerá da forma simples e poderá receber variações e ficar floreado, principalmente no final da frase. Neste site você pode ver as diversas formas em que ele pode ser encontrado. Não se preocupe, nós alunas não precisamos conhecer todas elas. Basta saber a base para dançar e tocar nos snujs.

Dicas de passos
No vídeo acima, o derbakista e a bailarina fazem uma breve e simples apresentação do Maksoum. Note como ela também explora o peitoral, além do quadril para fazer as tão importantes marcações de ritmo. A argentina Saida e o músico Mario Kirlis elaboraram um capítulo do DVD instrutivo de ritmos especialmente sobre o Maksoum. Veja como ela faz as marcações com o quadril, em especial com variações do básico egípcio, e como explora o contratempo e a pausa.

Lembre-se: Você pode tocar os DUMs, TAKs e TAs com a sua mão principal (varia para destros ou canhotos) e os e KAs com a outra. Ou então marcar os DUMs com as duas mãos, enfatizando que são mais fortes.

*Faixa do CD Rhythms of the Nile 1, Hossam Ramzy.

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Derbake, tabla ou doumbek

6 jul

Quem não gosta do som do derbake? É considerado por muitos como o principal instrumento de percussão árabe, é usado em diversas regiões e com variadas nomenclaturas.

Na região mediterrânea, Turquia e no extremo Oriente, recebe o nome de darabuka ou darbuka. No Marrocos, norte da África e em algumas regiões do Mediterrâneo, Egito, Líbano e Síria, é chamado de derbake, tabla ou durbak. Já ao longo do Golfo Pérsico é chamado de doumbek. Parece um banquinho, mas assim como o nome, a forma também pode sofrer ligeiras alterações de acordo com a região.

Os mais tradicionais são de argila queimada e recebem revestimento de couro ou pele de peixe. Também podem ser de madeira. Atualmente, é mais comum encontrá-los com corpo de alumínio e revestimento de nylon, ou de materiais sintéticos como fibras de vidro, garantindo mais resistência e afinação duradoura.

O derbake produz dois sons principais, e já conhecidos por nós como DUMs e TAKs. Os DUMs são conseguidos tocando o centro do instrumento com a palma das mãos, enquanto os TAKs são produzidos tocando-se no diâmetro, com as pontas dos dedos. Assim, com a outra mão marca-se os KAs. Tradicionalmente, é tocado embaixo do braço ou sobre as pernas.

Bom, esta é a técnica básica para se tocar o derbake. Para as próximas videotecas, selecionamos bailarinas que conseguem transmitir o som deste instrumento por meio da sua dança, em um solo de derbake. Aproveite o vídeo acima para aprender com quem realmente entende do assunto. Com vocês, Hossam Hamzy!

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