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Videoteca: Petite Jamilla (giro)

17 set
Fundamental em diversas danças, os giros estão sempre marcando presença. Sejam com detalhes como os ganchos de perna da dança flamenca ou com o alongamento de postura, pernas e braços do balé. No vídeo abaixo, por exemplo, selecionamos uma dança Sufi, na qual o giro é um elemento essencial. Na dança do ventre não seria diferente. Porém, quem pensar que girar é fácil pode estar enganado.

Na dança do ventre, existem diversas modalidades de giros, da música clássica até a folclórica. Muito utilizado é o giro em três tempos. Neste, a bailarina pisa, faz uma transferência de peso de uma perna para a outra, impulsionando o corpo para girar. Em seguida, transfere novamente, finalizando com uma nova passada. Outro tipo é o que você circula em torno do seu próprio eixo. Como na dança do ventre as fusões estão circulando e sempre sendo incorporadas, você logo verá giros no estilo flamenco ou com cambrês, entre outras variações.

Fato é que, independente do passo, um giro precisa ser muito bem dado. Para isso, força nas pernas e na meia ponta é fundamental. Em geral, para não perder o equilíbrio, você pode girar olhando sempre para um ponto no seu corpo, por exemplo, sua mão, seu braço ou seu ombro.

Outro truque muito utilizado, mas que nem sempre é conhecido das alunas é a atenção com o movimento da cabeça. Se preferir, faça como a maioria das bailarinas e escolha um ponto fixo no ambiente para olhar. Tente manter o olhar sobre ele om máximo possível. Para isso, a cabeça é sempre a última a sair no giro e rapidamente chega ao outro lado, dando continuidade ao movimento. E falando nisso, por que não usar Petite Jamilla, a rainha dos giros, como exemplo desta videoteca?

Ela já apareceu em uma biografia do Cadernos e marca presença aqui novamente com a apresentação Elokainu, de Zohar. Ela sempre capricha, chega a ficar a música quase inteira girando, girando, girando… Não suficiente, usa um, dois, três e até quatro véus, pegando os últimos das mãos de uma outra bailarina (veja a apresentação que ela faz em Babelesque, DVD do Bellydancer Superstars).

Lindo, não é? Agora vamos caprichar no treino para manter o eixo e a postura durante muitos giros. Tá bom vai, não precisam ser tantos assim. E você, gosta de girar?

Véu pói

15 set

É preciso ter muita agilidade e coordenação para se apresentar com o pói. Esta invenção foi incorporada à dança do ventre mais ou menos na mesma época do véu fan, sendo utilizado estritamente em palcos, principalmente porque exige espaço.

Um véu de seda preso com fio de naylon em uma bolinha de peso encapada com o mesmo tecido do véu. Quando a bailarina gira o acessório, o efeito é uma verdadeira ilusão, como se o véu estivesse se movimentando sozinho. O truque está no peso da bolinha, que conduz o movimento do tecido puxado pelo fio transparente.

Originalmente, é um elemento da cultura Maori, da Nova Zelândia, e é usado de forma artística, como exercício ou simplesmente como um hobby, em especial pelas mulheres. Nesta cultura, a palavra “poi” pode remeter tanto à coreografia, ao objeto ou ao acompanhamento musical.

O segredo aqui é nunca deixar o véu parado. Por isso, a preparação física é fundamental para literalmente colocar o véu para girar. Como exige velocidade, é mais comum vê-lo em apresentações modernas. Quando usados em dupla, você pode desenvolver movimentos em posições contrárias, por exemplo, girando um deles para um lado e o outro na direção oposta, ocupando o plano horizontal ou vertical.

Outro movimento muito usado é cruzar o véu acima da cabeça, com as mãos posicionadas bem rente. O efeito é de uma “borboleta”. Outras formas geométricas e desenhos também podem ser feitos.

Na dança do ventre o pói é formado por um véu, mas há outras versões que utilizam o pói de luz ou de fogo (imagem), como é comum em apresentações de tribal.

A bailarina Corel Cayunao (imagem em destaque com Véu da Rose dos Véus) fez uma bonita apresentação no Show da Conquista, realizado pela Luxor, com o pói, em um dos melhores vídeos disponíveis com este acessório. Se você curtiu, veja também a Sonya no Youtube.

Gostou? Alguns profissionais recomendam que para praticar o pói você use um par de acessórios simples, apenas para a prática. Em geral eles são simples, com tecidos curtos e bem coloridos, para que você enxergue bem os efeitos que ele produz no ar.

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Véu duplo

28 jul

Já vimos aqui no Cadernos como surgiu o véu usado na dança do ventre. Agora queremos falar de uma inovação: os dois véus.

Não há registros de quem inseriu mais um véu como acessório, mas o que sabemos é que dançar com eles exige mais prática. O que podemos fazer?

Os movimentos são mais trabalhados. Por exemplo, você pode fazer um véu tenda com um na frente do seu corpo e outro atrás. Assim, você brinca com ele com giros e ondulações, ora desvendando, ora escondendo o corpo.

Eis uma ótima oportunidade para deixar só os olhos à vista, aumentando ainda mais o mistério. Para fazer isso é simples: com os braços abertos, segure os dois véus esticados com as duas mãos. Fique entre eles e coloque o de trás por cima da cabeça e o da frente bem embaixo dos olhos. Brinque com o esconde-esconde.

Outra opção é fazer giros entrando e saindo dos véus com o movimento tufão.  Por exemplo,  fique no meio dos véus. Quando você está de frente para o público, você está dentro deles, escondida. Ao girar, passe um dos braços por dentro do véu e gire para trás. Assim, você sai dele. Se tiver bastante habilidade, pode brincar coma  velocidade do movimento.  Se preferir um giro mais simples, segure um véu em cada mão e faça o helicóptero (Petite Jamilla faz muito isso), ou um giro normal com os braços levantados ou abaixados.

Se quiser soltar um dos véus durante a apresentação também vale. Fica lindo. São apenas algumas dicas, mas o que importa é a sua criatividade e domínio das técnicas para fazer bonito.  Os mais usados são os véus de seda, pois são mais leves e você não sentirá tanta dor nos braços e, de quebra, os movimentos saem mais suaves e charmosos. Outra opção são os de musselini.

A música pode ser tanto clássica, quanto moderna, tudo vai depender do seu estilo. Assista ao vídeo de Taty Ribeiro,  de Goiânia, dançando  com os dois véus.

Véu duplo em grupo – V mostra cearense de dança do ventre

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