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O brilho das roupas

13 jul
Roupa sem cinturão

Roupa moderna: sem cinturão

Quem nunca parou para observar uma roupa e esqueceu de reparar, nem que sejam por alguns segundos, na técnica da bailarina que atire a primeira pedra!

As roupas na dança do ventre, além de encantadoras, são fundamentais, pois cada modalidade exige um tipo de vestimenta diferente que a caracterize. Por exemplo, as danças folclóricas pedem vestidos fechados e o Khalige não existe sem a galabia.

Saia com franjas

Saia com franjas

O modelo mais comum é o trio saia, cinturão e top. Porém, escolher uma destas não é tão fácil quanto parece. Para começar, você precisa definir uma cor. Vermelho, preto, azul, verde, lilás, rosa, branco, laranja, amarelo…Você pode escolher a sua cor preferida, qual cai melhor com o seu tom de pele e até mesmo pelos significados que as cores têm.

As saias podem ter diversos modelos: terra, água, fogo, ar, sereia, mais rodada, com pouco tecido, com ou sem fendas. O importante é que não sejam longas ou curtas. Dançar com os pés e canela expostos não é elegante e pisar na saia durante a apresentação desconcentra a bailarina.

Outro detalhe: algumas pessoas preferem as saias apenas com bordados e pedrarias. As mais modernas são assim. Quem opta pelo cinturão pode abusar (ou não) das franjas. O mesmo vale para o top. Também fica a gosto da bailarina.

Roupas caras

Modelos exclusivos com detalhes em strass

Uma roupa de dança deste modelo varia, em média, de 200 a 700 reais, dependendo dos detalhes e acabamentos. Quando você for comprar a sua primeira roupa, tome cuidado para não ser enganada pelas chamadas fantasias, que abusam das lantejoulas e ignoram a qualidade do acabamento.

Você mesma também pode fazer a sua roupa, se tiver dotes de costureira. Aqui neste site tem um passo a passo bem bacana. Se preferir, você pode fazer rascunhos de roupas e escolher os modelos de saias, tops e adereços que mais gosta. É divertido e ajuda a ter ideias para diferentes modelos.

O mais importante é que a roupa trasmita a sua personalidade, nada de comprar ou mandar fazer um modelo igual só porque tem muita bailarina usando. De resto, faça a sua escolha de modo a ficar confortável.  Fique de olho, nos próximos post sobre roupas, vamos mostrar alguns modelos de saias e exemplos de acessórios.

Veja + Dicas aqui

 

Bengala ou bastão

23 jun

Imagine pastores nos campos cercando seus rebanhos com um longo bastão. Foi desta imagem que se originou a Tahtib, uma dança masculina da região de El Saaid, no Alto Egito, na qual homens simulavam uma luta com bastões chamados shoumas. Com o tempo, passou a ser dançada por mulheres e ficou conhecida como Raks (dança) El Assaya (bengala), ou a dança da bengala, que foi introduzida aos espetáculos de dança do ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda.

A dança feminina exibe mais agilidade e charme, enquanto a masculina enfatiza a postura e a força. Por isso, a mulher pode utilizar o bastão ou bengala (bastão com curvatura na extremidade) para fazer movimentos com o instrumento, marcações batendo-o no chao, equilibrá-lo  ou usá-lo como moldura para o corpo. A bailarina pode fazer diversos tipos de giros com o bastão, horizontais, verticais, oitos, além usá-lo como apoio no chão ou no ombro em deslocamentos. Pode fazer batidas laterais, tremidinhos de quadril e busto, dar pulinhos e fazer marcações com o ombro.

Como uma dança folclórica, precisa ser apresentada com uma roupa típica. As mais tradicionais são as galabias. Outra opção são os vestidos, também fechados na barriga, mas um pouco mais justos. Em ambos os casos, sempre há um chale, lenço ou cinturão de moedas no quadril, para marcar bem sua movimentação. Também é comum usar lenços na cabeça.

Em geral, o Said e o Baladi são os ritmos mais comuns para esta dança, mas também existe com Maksoum e outros. Além disso, como se trata de uma dança folclórica, é muito fácil reconhecer o mizmar, que agora você já conhece em detalhes, nas músicas. Algumas fontes afirmam que Fifi Abdo, breve biografia no Cadernos de Dança, teria sido uma das primeiras bailarinas a usar bengalas nos shows. Atualmente, é comum ver apresentações com bastões duplos, influência da arte circense. No vídeo acima, da vencedora da categoria solo amadora do Mercado Persa 2009, é possível identificar as roupas citadas no texto, a referência às lutas que originaram a dança e os passinhos comentados.

Veja + Acessórios
Dança do Jarro

Os snujs
Véu
Tacinhas

O ritmo Said

7 jun

Saidi, Said ou Saidee? As grafias são muitas, mas o ritmo é o mesmo. Geralmente é o primeiro ritmo que é ensinado nas aulas de dança do ventre porque ele está presente na maioria das músicas. Segundo o site do músico Pedro Françolin, é uma variação de outro ritmo, o Maksum. Por isso, também é chamado de “maqsum said” e leva esta nomenclatura por que se originou da região de Said, localizada no alto Egito.

Composição
É um ritmo de compasso 4/4, formado por um DUM inicial e dois DUMs no meio da frase. Assim, sua forma é o contrário do Baladi, em que os DUMs estão no início. A frase fica assim, se tocada completa:

DUM TAK DUM DUM TAKATA

Características
O ritmo tem marcações bem fortes, é vibrante e alegre. Acompanha instrumentos de percussão (tabla, derbake ou dumbek), rababa (violino) e o mizmar (flauta). Aparece em músicas modernas, clássicas, solos de derbake ou folclóricas. Na dança da bengala ou do bastão, a bailarina precisa usar um vestido que cubra o corpo ou túnicas, conhecidas como galabias, retomando um pouco da origem da dança.

Como treinar
Comece a tocar os snjus pela frase simples: DUM TAK DUM DUM TAKATA. Quando conseguir agilidade, coloque um TAKA no final, para fazer a emenda com o início do ritmo novamente: DUM TAK DUM DUM TAKATA TAKA DUM TAK DUM DUM TAKATA. Treine o ritmo puro, com a ajuda de um CD (ouça a faixa selecionada abaixo), e depois tente encontrá-lo nas músicas. Repare que nem sempre ele aparecerá da forma simples e poderá receber variações e ficar floreado.

Dicas de passos
Você pode abusar de batidinhas de quadril para fazer as marcações. Como retoma e representa a vida cotidiana, relaxe um pouco a postura ereta dos braços usados nas músicas clássicas e descer da meia ponta em alguns momentos. É um ritmo bem alegre e marcado e você pode fazer saltinhos – alguns típicos do Said foclórico- redondos, tremidinhos e jogos de ombro. Não esqueça de sorrir bastante e brincar com o público!

Lembre-se: Você pode tocar os DUMs, TAKs e TAs com a sua mão principal (varia para destros ou canhotos) e os e KAs com a outra. Ou então marcar os DUMs com as duas mãos, enfatizando que são mais fortes.

*Faixa do CD Ritmos Arabes Volumen 1, Mario Kirlis.

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