Tag Archives: egípcia

Videoteca: Nour (melea laff)

1 abr

Nós já estudamos esta modalidade de dança por aqui. Como você já sabe, a origem da nomenclatura desta dança surgiu do nome do véu preto (meleah), usando todo enrolado (laff). Diz-se que ela não faz parte da dança do ventre, pois é uma caracterização elaborada para palcos das mulheres que iam até os mercados paquerar e encontrar maridos.

Pois bem, já vimos diversos vídeos do melea laff dançado em duplas, grupos e até com teatrinhos de histórias com começo, meio e fim. Agora, que tal vermos uma performance um pouco diferente? No vídeo acima, a bailarina egípcia Nour mostra que é possível sim fazer uma apresentação elegante, sem apelos vulgares e com aquele toque de estilo egípcio.

Prepare seu melea, enrole no corpo e vamos lá!

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Nagwa Fouad

12 ago

Inovadora, moderna, dedicada e apaixonada são características da egípcia Nagwa Fouad. A bailarina, que começou a carreira na década de 50, continuou em atividade até meados dos anos 90. Aperfeiçoava sua técnica explorando fusões na dança, arte que exercia com tanto carinho.

Filha de um egípcio e uma palestina, nasceu em 1942, em Alexandria, com o nome de Awatef Mohammed El Agamy. Assim como outras bailarinas, começou a carreira no Cairo, para onde se mudou na época em que completou 15 anos para trabalhar como telefonista da Orabi, agência de cinema.

Foi o próprio Orabi quem a incentivou a seguir profissionalmente na dança. Ela começou nas casas pequenas e, no início dos anos 60, já dançava nos famosos Sahara City e Auberge des Pyramides. Nagwa teve uma formação consolidada, fez a Mazloum Dance School e entrou para a National Dance Troupe, grupo folclórico. Assim, conseguiu estudar balé, jazz, dança contemporânea, além de dança egípcia clássica e folclórica. “Peguei o estilo de dança de Tahia Carioca e de Samia Gamal e criei um espetáculo teatral, como uma peça dramática,” afirma a própria bailarina

Sua história também foi marcada pelo cinema (foram mais de 350 participações, veja uma aqui), após ter atuado no filme “Sharei El Hob”. Nesta ocasião, ela dançou a música “Olulu”, de Abdel Halim Hafez.

Na opinião de Hossam Ramzy foi “o mais perto que podemos chegar à demonstração mais natural de uma verdadeira mulher egípcia comum (na melhor definição da palavra comum) que uma jovem poderia fazer. Perfeitamente inocente, cheia de amor, emocionalmente bem expressa, traduzindo todos os pontos da música de forma maravilhosa e retratando o enredo com um desempenho profissional que precisaria ser visto para ser acreditado”. Em outra ocasião, Hossam afirma que chorou de emoção ao ver a moça dançando ao vivo.

Nagwa também reúne outro feito, afinal são poucas as bailarinas que ganharam músicas de homenagem. “Qamar Arbaa-tashar” foi composta sob medida para ela por Mohamed Abdel-Wahab. Outros clássicos também foram feitos para ela. Você se lembra da “Shik-Shak-Shok“? Pois é, esta e outras como Ali Loze, Amar Arbaatasher, El Saidi, Naasa e Mashaael estão na lista.

Em tantos anos de carreira, reuniu muitas pessoas. Sua banda era composta pelos melhores e o grupo chegou a ter 35 músicos, 12 bailarinos, figurinista e coreógrafo. No vídeo abaixo, repare como ela sempre mantém a postura alongada, embora com braços relaxados e como prefere as ondulações como oitos e redondos emendados com pivôs. Apesar disso, quando utiliza batidas prefere fazê-las com muita intensidade.

Quer mais vídeos? Acesse o nosso canal no Youtube.

Veja + Bailarinas
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A dança da espada

21 jul

Dizem que a dança da espada surgiu como uma forma simbólica de libertação das mulheres, que em diversos contextos históricos, foram subjulgadas pelos homens. Assim, elas começaram a dançar com estas armas de guerra, símbolos da violência e do poder com movimentos sinuosos, delicados e com equilíbrio, mostrando total controle do objeto. A lição de moral é muito bela e representativa: “Você controla a minha vida, mas não o meu espírito.”

Outra versão, indica que a dança é uma homenagem à deusa egípcia Neit, considerada protetora, caçadora, guerreira e que abria caminhos. Outras afirmam que as mulheres tomavam as espadas dos guerreiros e guardas no final da guerra e equilibravam no seu corpo para demonstrar que eram melhores como acessórios do que como armas.

Há também quem diga que elas dançavam assim como uma espécie de agradecimento ou celebração da vitória na guerra. Neste sentido, a dança reflete a luta dos árabes pela terra. Por fim, outra lenda conta que elas precisavam demonstrar habilidades para seus reis. Independente da origem, esta da dança demonstra habilidade, técnica de dissociação perfeita e total controle do corpo – ou como propõe a primeira lenda, do espírito- da bailarina.

A espada
A espada pode ser de diversos materiais e ter vários pesos. Em geral, são prateadas. As egípcias e argentinas são mais pesadas e possuem desenhos e ornamentos tanto no cabo quanto no metal. Aqui no Brasil, você encontra também as opções em inox, com menos detalhes e muito mais leves. Para motivos ilustrativos, você pode comparar as diferenças de forma e modelos das espadas em sites como este.

Você pode escolher entre espadas com chanfradura, lixa ou parafina no chamado ponto de equilíbrio, região na qual você deve equilibrar a espada. O cabo pode ser em metal, madeira ou com acabamento em couro. Cuidado com as lixas, que podem quebrar todo o seu cabelo, ainda mais se você tiver dificuldade de equilibrá-la. Uma espada boa pode variar de 100 a 300 reais.

Dança com espada
A bailarina pode usar a espada para fazer poses ou equilibrá-la na cabeça, mãos, cintura, abdômen, ombro, coxa, pés e onde mais a sua imaginação deixar. É utilizada em músicas lentas, por isso, é comum ver oitos, redondos e outros movimentos sinuosos como os camelos e ondulações durante a apresentação. Porém, é comum ser usada em danças de chão e em derbakes, com shimis e marcações. Nos deslocamentos, é usada principalmente com giros.

No vídeo abaixo, você pode ver na prática como é a dança da bailarina Carlla Silveira, que faz uma graciosa apresentação em Aracajú. Na nossa conta do Youtube, você também pode ver a argentina Angeles Cayunao dançando com duas espadas e a brasileira Lili Zahira dançando no Dunas bar.

A necessidade de provar o controle da espada fez com que, recentemente, algumas apresentações fiquem parecidas com espetáculos circences, com pouca dança. E você, gosta das apresentações com acrobacias? Ou prefere com mais passos de dança?

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