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Fifi Abdo, a menina baladi

1 jul

Ela ainda era uma criança quando assistia aos filmes estrelados pelas bailarinas e atrizes Samia Gamal, Naima Akef e Tahia Carioca. A egípcia Atiyat Abdul Fattah Ibrahim ficou conhecida pelo nome de Fifi Abdo. De família humilde, tentou entrar em grupos folclóricos de dança aos doze anos. Conseguiu se profissionalizar ao ser descoberta por um músico enquanto trabalhava como empregada doméstica. Sua carreira na dança foi meteórica, aos vinte anos já dançava em cerimônias como casamentos e, em 1976, já estava no cinema.

Sua fama se consagrou com o filme “Uma mulher não é suficiente” (1989). Depois, também participou de peças de teatro e novelas. Considerada uma das três grandes bailarinas (junto com Lucy e Dina) do Egito, onde é conhecida como “Menina Baladi”. Foi sua a inciativa de organizar um sindicato para garantir e reivindicar os diretos das bailarinas.

Em entrevistas, ela afirma que não fez aulas de dança e que é autodidata, acompanhando filmes e apresentações de outras bailarinas. Por isso, seu estilo é bem informal e improvisado. Costuma fazer shimis, principalmente nos momentos de taksim com alaúdes. Faz muitos oitos, ovinhos e redondos, bem como pivôs seguidos de básicos egípcios. Os deslocamentos e giros são simples. Adora fazer brincadeirinhas, dar tapinhas com as mãos no quadril ou na cabeça e movimentar a saia ou véu com as mãos.

No vídeo acima, ela se apresenta com véu e snujs e a música passa por diversas variações de ritmos, inclusive por um trecho de taksim. É polêmica, alguns consideram sua dança vulgar e até mesmo pobre em técnica. Digam o que for, dá para notar que a dança dela é alia carisma e interpretação à técnica. Esta é uma lição que deve ser levada em conta por nós, alunas. Não basta ter uma técnica apurada, mas devemos conciliar também na nossa dança a alma, o sentimento.

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Soraia Zaied

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