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Véu duplo

28 jul

Já vimos aqui no Cadernos como surgiu o véu usado na dança do ventre. Agora queremos falar de uma inovação: os dois véus.

Não há registros de quem inseriu mais um véu como acessório, mas o que sabemos é que dançar com eles exige mais prática. O que podemos fazer?

Os movimentos são mais trabalhados. Por exemplo, você pode fazer um véu tenda com um na frente do seu corpo e outro atrás. Assim, você brinca com ele com giros e ondulações, ora desvendando, ora escondendo o corpo.

Eis uma ótima oportunidade para deixar só os olhos à vista, aumentando ainda mais o mistério. Para fazer isso é simples: com os braços abertos, segure os dois véus esticados com as duas mãos. Fique entre eles e coloque o de trás por cima da cabeça e o da frente bem embaixo dos olhos. Brinque com o esconde-esconde.

Outra opção é fazer giros entrando e saindo dos véus com o movimento tufão.  Por exemplo,  fique no meio dos véus. Quando você está de frente para o público, você está dentro deles, escondida. Ao girar, passe um dos braços por dentro do véu e gire para trás. Assim, você sai dele. Se tiver bastante habilidade, pode brincar coma  velocidade do movimento.  Se preferir um giro mais simples, segure um véu em cada mão e faça o helicóptero (Petite Jamilla faz muito isso), ou um giro normal com os braços levantados ou abaixados.

Se quiser soltar um dos véus durante a apresentação também vale. Fica lindo. São apenas algumas dicas, mas o que importa é a sua criatividade e domínio das técnicas para fazer bonito.  Os mais usados são os véus de seda, pois são mais leves e você não sentirá tanta dor nos braços e, de quebra, os movimentos saem mais suaves e charmosos. Outra opção são os de musselini.

A música pode ser tanto clássica, quanto moderna, tudo vai depender do seu estilo. Assista ao vídeo de Taty Ribeiro,  de Goiânia, dançando  com os dois véus.

Véu duplo em grupo – V mostra cearense de dança do ventre

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Petite Jamilla

24 jun


Falar que Petite Jamilla é a rainha dos dois véus não é pretensão já que esta modalidade é a especialidade desta bailarina que já lançou diversos dvds instrutivos sobre o assunto.

Filha de Jamilla Rasa, bailarina que uniu o folclore à dança moderna, ela resolveu adotar o nome Petite, pequena em francês, em homenagem à sua mãe.

A influência maternal fez com que esta americana iniciasse na dança desde cedo e o seu desenvolvimento foi tão grande que aos 19 anos já tinha lançado dois dvds instrutivos.

Em 2003, participou como bailarina convidada do  Bellydance Superstars. Um ano depois, integrou ao grupo como bailarina “de fundo”, mas não demorou muito para ganhar seu lugar como solista.

Suas apresentações geralmente envolvem dança com dois véus e muitos, MUITOS mesmo, giros. A sua postura é delicada e os movimentos grandes que faz dão a impressão que os véus fazem parte do seu corpo, tamanha a graciosidade. Quando dança sem eles, mantém a grandiosidade nos movimentos e destaca as marcações em seu quadril e abdôme.

No figurino, tem estilo próprio. Calças à  la “aladdin” com saia por cima e cinturões com poucas moedas ajudam no efeito dos giros e emolduram  os véus. No busto, ela carrega um pouco, mas nada de ficar com miçangas penduradas cobrindo a barriga.  Cabelos sempre soltos para acompanhar seu movimentos.

Hoje em dia ela viaja o mundo ministrando workshops e é capa de vários dvds de show, inclusive do grupo Bellydance Superstars.  Falando nisso, separamos dois vídeos desta bailarina dançando em shows do grupo. O de cima é a tradicional dança dos dois véus embalado por uma música moderna, faz parte do dvd “Live From Paris”, e embaixo, um trecho de tirar o fôlego: ela dança com 04  véus. Se quiser assistir inteiro, basta ver Bellydance Superstars “Babelesque”.

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