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Dina

9 dez

Esta egícpia é a grande polêmica da dança do ventre na atualidade. Amada por muitos e odiados por outros não podemos negar que faz muito sucesso, pelo menos no Egito. Este post é para entender um pouco da sua história e não julgá-la como muitos fazem.

Foi com 9 anos que Dina se interessou pela arte da dança do ventre. Filha de diplomatas, Dina viajava muito e foi em Roma que conheceu a dança. Passou muitos anos viajando pela Europa e lutando contra a vontade do pai que não queria que ela fosse uma bailarina.

Por isso, resolveu fazer faculdade de filosofia, para ter uma formação e assim ter liberdade para seguir a carreira que queria. Durante o dia, estudava e à noite dançava. Conseguiu dois diplomas e o grau de mestre em filosofia ao mesmo tempo em que começava a se tornar uma grande bailarina.

Decidiu viajar para Dubai e lá entrou para o Grupo Reda de Folclore.  Com eles aprendeu a fusão entre a dança moderna, balé clássico e cultura egícpia. Ao mesmo tempo, buscou uma carreira solo e conseguiu grandes contratos nos hotéis Sheraton e Marriot no Cairo.

Para Dina o grande segredo da dança do ventre é saber ouvir a música. Entender cada toque, variação de tom e melodia auxilia muito na hora de dançar, tanto em uma coreografia quanto no improviso. Não é a toa que seus shows são bem preparados e ela encara orquestras commais de 20 músicos no palco.

Todos os seus movimentos são executados junto com o toque da orquestra. São precisos e de grande impacto. Se você conhece a música que ela está dançando, até consegue adivinhar o próximo movimento uma vez que ela segue a música. Sua dança costuma ter muitos giros, principalmente no encerramento de uma apresentação.


As suas roupas costumam ser questionadas. Dona de trajes exuberantes, apertados e pra lá de sensuais, tem gente que a crucifica por expor tanto o corpo.

Atualmente, Dina viaja pelo mundo ministrando workshops e seminários sem contar as apresentações pelos 5 continentes. Já veio aqui para o Brasil algumas vezes e costuma dançar no festival mais importante do Egito, o Ahlan wa Sahlan Dance Festival.

Quer ver mais? Clique aqui e acompanhe uma apresentação bem antiga de Dina.

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Raqia Hassan

4 nov

Quem nunca ouviu falar de Raqia Hassan? Só aqui no blog ela já apareceu em posts sobre Angeles Cayunao, Lulu Sabongi, Samira Hayek, Alika, Souhair Zaki e Soraia Zaied. Não podia ser diferente, afinal, ela é uma das professoras e coreógrafas mais famosas do mundo, além de produzir o “Ahlan wa Sahlan, festival de dança do ventre do Cairo, que começou com 120 participantes e atualmente cresceu mais de dez vezes e conta com a participação de profissionais de 50 países.
Foi professora de bailarinas renomadas como Randa Kamel, Dina, Mona el Said, Azza Sharif, Amani, Soraya e outras tantas.

Raqia Hassan participou da Reda Troup, entrando para o corpo de baile aos 16 anos e doze meses depois já fazia solos. Lembra-se desta companhia, criada por Mahamoud Reda e da qual Farida Fahmy fez parte? Durante muitos anos ela dedicou seu trabalho à dança folclórica e, assim como Farida, investe na preservação e ensino do que é chamado de estilo oriental egípcio.

Porém, a sua carreira começou de uma maneira pouco convencional. Ela começou dando aulas, ficou conhecida e aos poucos foi dominando seu espaço como bailarina.

O estilo de Raqia é suave. Quem já participou de seus workshops ou viu os vídeos instrutivos desta bailarina afirma que ela explora técnicas de relaxamento antes de começar a aula. Com isso, ela leva para a sua dança muita leveza.

Costuma usar os braços para descrever a letra das músicas, fazendo gestos que simbolizam o conteúdo. Para ela, a dança está estritamente relacionada com a música: melodia e letra. Possui isolamento das partes do corpo, por isso, trabalha muito ondulações de quadril. Professoras e alunas do mundo todo também relacionam a ela o passo do tremidinho egípcio ou shimi egípcio.

Em suas coreografias, é possível identificar muitos pivôs lentos e andadinhas com redondos e ondulações. Nas marcações, é comum ver soldadinhos, maroto ou batidas para baixo, em desclocamentos para trás ou quando está parada. Ela também costuma combinar twists com leves e baixos chutinhos, dando graciosidade à finalização do passo.

Não se espante com as roupas que ela veste quando ministra aulas. Sempre está de leggings com cores chamativas. O objetivo? Deixar seu corpo evidente para que todos possam enxergar bem os movimentos.

Falando nisso, no mês que vem, Raqia Hassam estará no 11º Fiel, promovido pela escola Luxor. Enquanto ela não chega às terras brasileiras e como é muito difícil encontrar vídeos dela disponíveis, selecionamos uma coreografia de Raqia interpretada pela bailarina Saya para você assistir.

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Lulu Sabongi

21 out

Lulu Sabongi é sinônimo de dança do ventre no Brasil, é praticamente impossível não ter ouvido falar no seu nome. Depois de mais de 25 anos de carreira, Lulu já lançou cerca de 40 vídeos tutoriais e de aprensentações nos quais explora técnica e exibe um pouco de seu estilo de dançar. No início, era conhecida como “a bailarina que dança com o coração”, bonito não?

Lulu Sabongi é paulistana, nasceu Luciana Uzunof, em 1966. Sua história na dança começou a ser escrita aos 17 anos, quado foi ver uma apresentação na casa de chá Khan el Khalili, que tinha apenas um ano. Na mesma época, começou a ter aulas com Sherahzad, bailarina armênia que ficou famosa no Brasil.

Casou-se com Jorge Sabongi, proprietário da casa de chá e com quem teve parcerias profissionais durante 20 anos. Juntos, transformaram-na em um centro de referência de dança do ventre, com apresentações diárias, produção de materiais exclusivos para estudo e, em 2000, criaram uma seleção de bailarinas, uma espécie de selo de qualidade.

Em 1997, Lulu passou a ministrar aulas por todo o país e, dois anos depois, saiu para o mundo em busca de aperfeiçoamento. Farida Fahmi e Mahamoud Reda, Souhair Zaki, Nagwa Fouad, Dina, Morroco, Raqia Hassan e outros grandes nomes foram seus professores. Consequentemente, recebeu oportunidades de trabalho e, em pouco tempo, seu passaporte já tinha passagens pela Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, Islândia, México, Noruega, Japão, Portugal e, claro, Egito.

Lulu sempre foi estudiosa e procurava referências de nomes que você já conhece aqui do Cadernos, como Fifi Abdo, Naima Akef, Samia Gamal, Nadia Gamal e Tahia Carioca. Tudo isso nós podemos reconhecer em sua performance. Em uma entrevista, ela mesma conta como Farida Fahmi foi a primeira a dizer por onde ler a música.

Lulu não tem medo de ousar, veste roupas com cortes modernos, desde decotes até boás. Já usou desde o básico trio top-saia-cinturão até as roupas mais leves e com poucos bordados. Explora fusões, ao mesmo tempo em que elabora coreografias em homenagem aos nomes mais tradicionais da dança.

Atualmente dirige a escola Shangrilah House. Chega de falatório e vamos ao que interessa! Lulu faz movimentos bem pequenos, batidas suaves e tudo é bem compacto.  Adora usar pivôs em baixo e médio plano, fazer oitos laterais com quadril emendado com ganchos de perna. Ela raramente faz apresentações com acessórios modernos, como com fan ou pói, porém, usa e abusa do véu tradicional, com um domínio que poucos têm. Faz brincadeiras com o público e com os cabelos.

Para este post, selecionamos uma interpretação executada no espetáculo “Do Sonho à Realidade – uma viagem pelos sentidos”, da sua escola atual, em 2009. Também não deixe de ver a sua última apresentação na Khan el Khalili no YouTube.

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