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Videoteca: solo de snujs (Anthea Kawakib e Amina Salah)

18 mar

Talvez você tenha estranhado o título do post de hoje, mas é isso mesmo. Depois de já estudarmos os címbalos (leia o texto), bailarinas que detonam nas apresentações como eles – como é o caso de Ansuya– e até ver perfomances da Randa Kamel à capela, ou seja, sem músicos, apresentamos mais essa: solo de snujs, totalmente sem música!

Vencer os snujs e conseguir dominá-los não é uma tarefa fácil. Alunas e professoras costumam suar para ter coordenação para tocá-los enquanto dançam. Mas, não é que tem pessoas que resolvem fazê-los do destaque da apresentação?

Selecionamos dois vídeos para a videoteca de hoje. Ali em cima você viu a Anthea Kawakib (site oficial), que já tem mais de 15 anos de carreira. Olha só o que ela é capaz de fazer!

Está achando que ela é a única? Então veja a Amina Salah, da companhia The Beledi Dance Caravan (BDC), que atua nas cidades de Boulder e Denver, nos Estados Unidos.

Inspirou-se? Deixe a preguiça de lado, saia já do computador e vá treinar com seus snjus!

Não esqueça de dar uma passadinha na nossa área de ritmos para pegar dicas, frases musicais e ouvir as batidas.

Veja + Videoteca aqui

Moda e dança do ventre

15 fev

Meninas, aproveitando o clima da SPFW, que aconteceu em São Paulo de 28 de janeiro a 02 de fevereiro, vamos falar um pouco sobre moda. Muitas leitoras têm dúvidas e escrevem perguntando como explorar melhor as formas do corpo com as roupas de dança do ventre, sobre modelos de saias e se na dança também há o entra e sai da moda.

Para entender melhor esse assunto, entrevistamos Simone Galassi, que já tem mais de 17 anos de carreira na área e já vestiu bailarinas como Lulu Sabongi e Kahina. Simone, que começou com um ateliê de bijuterias, começou a se especializar neste segmento da moda depois que começou a fazer aulas. Como não tinha muitos recursos financeiros, optou por fazer seus próprios acessórios e cinturões. Proprietária do Atelier Simone Galassi, lançou em 2010 uma nova marca, a Brasil Fashion Dance (BFD), com roupas e acessórios para diversos estilos de dança. Ela afirma que a roupa deve refletir a personalidade da bailarina, para que fique mais à vontade para se expressar.

Nesta parte da entrevista, você conhecerá um pouquinho da carreira e da postura da Simone com relação à dança do ventre e terá uma visão um pouco mais ampla da moda neste universo.

1) Você já tem muitos anos de carreira. Como foi o seu trajeto?
Conheci a dança do ventre numa festa das nações, em 1993, e resolvi aprender a dança do ventre. Fazendo aulas, me encantei com seus brilhos e meu ateliê, que era de bijuterias convencionais, acabou direcionando-se para a dança. Com o tempo, fui ganhando a confiança dos clientes e precisei me especializar e estudar moda para atender bem o meu novo mercado.

2) Você acha que cada roupa deve ser única ou defende a reprodução de roupas para bailarinas diferentes?
Apesar de não parecer, o mercado da dança do ventre é bem pequeno e as bailarinas profissionais acabam se encontrando muitas vezes em shows. Não seria muito constrangedor chegar para dançar e a outra bsilsrinsa contratada estar vestindo o mesmo figurino que você? Cada bailarina independente do seu estilo de dança tem sua porção mulher e seu figurino deve respeitar e ser criado exclusivamente a partir dessa personalidade.

3) Como é a moda na dança do ventre? Ela tem mudanças drásticas ou o processo mais lento? Apesar de permitir modelagens que não poderiam ser comercializadas, por enquanto, na moda fashion, a moda para dança do ventre também tem suas limitações devido às tradições e folclore. Durante esses anos como estilista vi a moda para a dança evoluir em relação às modelagens por um período. Hoje a vejo mais estável, mas isso se deve ao resgate do clássico e folclórico, que o mercado da dança vem buscando e a moda precisa acompanhá-lo.

4) Existe algum tipo de roupa que você prefere desenhar?
Gosto muito de desenhar vestidos, pois como cobrem o corpo todo, eles me dão mais campo para trabalhar e criar recortes que não são possíveis nas saias.

Aguarde, na próxima semana, as dicas para roupas para cada tipo de corpo!

Veja + Dicas
Saias para dança do ventre
O brilho das roupas

Zaghareet, Sarguta ou o famoso gritinho árabe

11 jan

Quem nunca tentou reproduzir os gritinhos agudos de “lalalalala” e “lililililili” em apresentações animadas de dança? Pois é, este som é conhecido por “zaghareet”ou “zaghrouta” em países árabes e “kel”, “salguta” ou “sarguta” no Irã.

 

Na origem, lá na antiguidade egípcia, era um grito proferido por mulheres para despedirem-se ou receberem seus maridos quando partiam ou chegavam da guerra. Agora, é usado como uma celebração, animando apresentações e eventos alegres como casamentos.

Nem todos, porém, conseguem reproduzir o som, que exige um pouco de prática. Quer experimentar, siga algumas dicas e assista ao vídeo selecionado:

– evite movimentar a mandíbula; o som é feito dentro da boca;

– sempre cubra a boca com um ou dois dedos, a mão esconderá o movimento da língua;

– faça movimentos passeando a língua de um lado para o outro entre seus dentes e lábios;

A ideia é dizer o nome do deus egípcio Ra de maneira ágil e, assim, os sons “r” e “a” tornam-se fluidos e, praticamente, uma tonalidade só. Vamos tentar?

 

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