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Véu Wings

25 ago

Neste vídeo, vemos a bailarina Amar Gamal dançando com o véu wings. Infelizmente, não há muita pesquisa a respeito da origem deste véu na dança do ventre. Alguns dizem que é uma adaptação das imagens e rituais da Deusa Ísis, sendo que ela teria se transformado em uma ave para cantar suas lamentações. Outros falam que foram as americanas que introduziram este acessório em formato de asa para chamar a atenção do público.

Independente das especulações, sabe-se que este acessório está na moda. Muitas bailarinas, famosas ou não, usam o véu wings em suas apresentações. Ele também é chamado de véu borboleta e asas de anjo (Isis Wings, Alas de angeles…) por causa do formato em asas e pode ter várias cores e feito em diversos tecidos. Esse dafoto abaixo, por exemplo, foi confeccionado pela Rose, dona do Rose dos Véus Studio de Dança, e equipe, em seda.

No início, eram plissados e de uma cor só, mas hoje costumam ser coloridos, fruta cor e até de seda. Pode até ter só um lado da asa. Na hora de escolher, vai personalidade de cada bailarina. Existe um tamanho padrão de 3 metros para cada asa e uma altura de 1,50 m, mas você pode ir em ateliês e fazer um sob medida.

Eram muito caros quando ficaram famosos, mas hoje estão com o preço mais conta em razão da quantidade de pessoas que produzem esses véus. Existem dois modelos básicos: egípcio e argentino. O primeiro possui um velcro que você prende no pescoço, limitando o uso do véu como borboleta.

O argentino não tem isso, é uma faixa mais comprida, e assim é possível brincar com o véu de diversas maneiras: você pode colocá-lo no pescoço, cintura e fazer todos os movimentos que costuma realizar com um véu normal como helicóptero, asa de anjo, leque…além de outros tipos de giros.

Dançar com o véu wings parece fácil, mas engana-se quem pensa assim. Você precisa ter domínio dos movimentos, por isso, não fique achando que este ornamento vai esconder a sua dança.

Sem contar que uma ótima postura e força nos braços são fundamentais para que os passos saiam bem executados ao mesmo tempo que leves.

Geralmente, as bailarinas escolhem músicas modernas, com batidas fortes e usam o véu como entrada de um show. A argentina Angeles criou uma coreografia para lá de moderna na qual ela não larga o véu de jeito nenhum. É uma dança que exalta este acessório, a flexibilidade e a habilidade da bailarina.

Para quem gosta de algo mais clássico, dá para dançar uma música mais lenta, basta manter o tom de mistério. Mas na maioria das vezes ele é usado em entradas para chocar o público e passar a impressão de que a bailarina voa pelo palco.

Viu alguma apresentação com wings e achou maravilhosa? Coloque o link nos comentários para a gente ver!

Veja + Acessórios de dança aqui

Dança do punhal

11 ago

Há controvérsias quanto à origem da dança do punhal, ainda mais porque não existem muitos estudos a respeito e sim crendices pela internet. Alguns dizem que a preferida do sultão dançava com este acessório para mostrar que era superior às outras mulheres do harém, enquanto outros falam de uma história mais sombria relacionada aos bordeis da Turquia.

Nesta versão, diz-se que entre 1600 e 1700, os ciganos raptavam as europeias porque elas tinham o corpo e rosto bonitos e as trancafiavam em bordeis onde seriam desposadas após uma disputa entre os homens que usavam o punhal nas lutas. Depois da luta, ele era enterrado no chão para que as energias negativas da luta fossem sugadas pela terra.

Há uma outra versão que conta que os mouros também raptavam mulheres a mando do sultão para aumentar o harém.

A bailarina Shahira Burkan acredita que muitas mulheres eram forçadas a dançar para o público e escondiam o punhal no corpo para poderem se defender, caso algum homem exigisse uma intimidade.

Além disso, o punhal era muito usado pelos ciganos para abrir matas o que aderiu a simbologia de superação e pionerismo ao instrumento. Os egípcios relacionam esta dança com a deusa Selkis, símbolo da morte e da transformação, mas é também tida como símbolo do sexo por causa das odaliscas do sultão.

O punhal é considerado uma arma branca e possui uma lâmina curta. Claro que, atualmente, esta lâmina não é mais cortante já que é um acessório para dançar.

Normalmente, a bailarina entra com ele escondido em alguma parte da roupa e no meio da coreografia, revela o acessório. Há alguns significados ao colocá-lo em determinadas partes do corpo.

Por exemplo, no peito demonstra amor. No meio dos seios, com a ponta enfiada no decote, significa sexo. Na testa com a ponta para baixo é magia, já com o punhal na horizontal representa assassinato. Nos dentes e no ventre é destreza e desafio.  Entre as duas mãos e com movimentos sinuosos é uma homenagem a quem está na plateia. Segurá-lo com a ponta para fora da mão  demonstra a liberdade da bailarina, enquanto a ponta para dentro indica que ela está comprometida. Se a bailarina bater o punhal na bainha, é como se fosse um chamado para a dança.

Na hora de escolher a música, nada de derbakes, folclore ou as mais animadas. Escolha uma mais tranquila com um certo ar de mistério. O ritmo é livre, mas lembre-se de manter as características desta dança.

Não existe uma roupa específica para dançar com o punhal, mas é levado em consideração a cor usada. Por exemplo, o preto simboliza a justiça e o elemento que absorve a energia negativa e a transforma em algo bom. O roxo é a cor da realeza que conecta a bailarina aos planos espirituais, como se ela traçasse o seu próprio destino. E o azul aponta o domínio dos espíritos ao mesmo tempo que mostra quietude e confiança.

Escolher um vídeo para ilustrar este post não foi uma tarefa fácil. Por isso, deixamos aqui a bailarina Kayra em um solo bem sensual da música Yearning de Raul Ferrando, durante uma apresentação em Fuengirola, no festival “Andalusian Passion”, realizado em 2008.

No nosso canal do Youtube, você pode conferir um grupo dançando e uma apresentação cênica de Shirley Suheil, com direito a participação de um sultão.

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O véu na dança do ventre

A dança da espada

21 jul

Dizem que a dança da espada surgiu como uma forma simbólica de libertação das mulheres, que em diversos contextos históricos, foram subjulgadas pelos homens. Assim, elas começaram a dançar com estas armas de guerra, símbolos da violência e do poder com movimentos sinuosos, delicados e com equilíbrio, mostrando total controle do objeto. A lição de moral é muito bela e representativa: “Você controla a minha vida, mas não o meu espírito.”

Outra versão, indica que a dança é uma homenagem à deusa egípcia Neit, considerada protetora, caçadora, guerreira e que abria caminhos. Outras afirmam que as mulheres tomavam as espadas dos guerreiros e guardas no final da guerra e equilibravam no seu corpo para demonstrar que eram melhores como acessórios do que como armas.

Há também quem diga que elas dançavam assim como uma espécie de agradecimento ou celebração da vitória na guerra. Neste sentido, a dança reflete a luta dos árabes pela terra. Por fim, outra lenda conta que elas precisavam demonstrar habilidades para seus reis. Independente da origem, esta da dança demonstra habilidade, técnica de dissociação perfeita e total controle do corpo – ou como propõe a primeira lenda, do espírito- da bailarina.

A espada
A espada pode ser de diversos materiais e ter vários pesos. Em geral, são prateadas. As egípcias e argentinas são mais pesadas e possuem desenhos e ornamentos tanto no cabo quanto no metal. Aqui no Brasil, você encontra também as opções em inox, com menos detalhes e muito mais leves. Para motivos ilustrativos, você pode comparar as diferenças de forma e modelos das espadas em sites como este.

Você pode escolher entre espadas com chanfradura, lixa ou parafina no chamado ponto de equilíbrio, região na qual você deve equilibrar a espada. O cabo pode ser em metal, madeira ou com acabamento em couro. Cuidado com as lixas, que podem quebrar todo o seu cabelo, ainda mais se você tiver dificuldade de equilibrá-la. Uma espada boa pode variar de 100 a 300 reais.

Dança com espada
A bailarina pode usar a espada para fazer poses ou equilibrá-la na cabeça, mãos, cintura, abdômen, ombro, coxa, pés e onde mais a sua imaginação deixar. É utilizada em músicas lentas, por isso, é comum ver oitos, redondos e outros movimentos sinuosos como os camelos e ondulações durante a apresentação. Porém, é comum ser usada em danças de chão e em derbakes, com shimis e marcações. Nos deslocamentos, é usada principalmente com giros.

No vídeo abaixo, você pode ver na prática como é a dança da bailarina Carlla Silveira, que faz uma graciosa apresentação em Aracajú. Na nossa conta do Youtube, você também pode ver a argentina Angeles Cayunao dançando com duas espadas e a brasileira Lili Zahira dançando no Dunas bar.

A necessidade de provar o controle da espada fez com que, recentemente, algumas apresentações fiquem parecidas com espetáculos circences, com pouca dança. E você, gosta das apresentações com acrobacias? Ou prefere com mais passos de dança?

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